quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Rejeição? JAMAIS!

Alexandra vivia sozinha num pequeno apartamento da cidade de Coimbra. Estudava à noite na faculdade de farmácia e de dia trabalhava como empregada de balcão na zona da baixa. A vida era vivida a correr e o pouco tempo que lhe restava dedicava-se a ler e reler os seus livros para manter as boas notas e conseguir ano após ano ter direito à sua bolsa de estudo.
Na faculdade um dos colegas intrigava-a. O Zeca. Um rapaz calmo, calado sobre a sua vida privada, mas sempre bem-disposto e com uma palavra agradável a dizer a todos os colegas. Tinha uns olhos castanhos enormes, escondidos atrás de uns óculos, que lhe davam um ar intelectual. Sorria bastante e o seu ar aparentava ser uma pessoa feliz e bem consigo mesmo. Os cabelos castanhos e rebeldes, faziam umas ondas que lhe davam um ar sexy.
Alexandra e Zeca conversavam bastante quando tinham tempo, mas apesar de tudo, pouco sabiam um do outro.
As férias de verão chegaram e o trabalho continuava. Agora havia tempo para um cinema de vez em quando e um bom livro de ficção na mesa-de-cabeceira era a companhia ideal para o fim do dia.
Apesar de se sentir bem sozinha, Alexandra sentia falta de alguém para uns momentos de carinho e partilha.
Uma noite, Alexandra resolve ir espreitar o email e o colega Zeca lá estava online no chat.
- Olá, Zeca, tudo bem? – escreveu ela.
- Olá, olá, que tens feito?
- Trabalhado e lido. LOL. Vida a minha – responde Alexandra – Temos de combinar um café e colocar a conversa em dia.
- Que fazes amanhã quando saíres do trabalho? Posso ir ter contigo e bebemos um café perto do rio.
- Excelente ideia, saio às 18 horas. Passa na loja. Beijinhos e noite boa – despediu-se Alexandra.
Deita-se sorridente, pensando no rosto do colega e acaba por adormecer embalada em pensamentos um pouco românticos.
De manhã levanta-se e segue o trajecto habitual a pé até à loja. Nesse dia colocara um belo vestido vermelho e tinha deixado o cabelo solto.
O dia passa a correr entre atender os clientes e arrumar a loja. Às 18 horas em ponto lá estava Zeca à porta, com o seu sorriso de encantar.
- Olá, Zeca, que bom ver-te!
- Oi Alexandra, vamos ao nosso café com conversa?
Saíram pelas sombras dos edifícios antigos, caminhando e conversando sem nexo, em direcção às esplanadas junto ao rio.
Quando se sentam, Alexandra coloca a mão na perna do Zeca e diz-lhe:
- Tinha saudades, passei a noite a sonhar contigo. É estranho passados estes anos, mas gostava de te conhecer melhor e podermos estar algum tempo juntos.
- Alexandra, eu tenho namorada, lamento. Não faz parte de mim trair a pessoa que está ao meu lado.
Alexandra empalidece e bebe o café em silêncio. Quando pousa a chávena diz-lhe:
- Lamento, não sabia. Não costumas contar-me coisas pessoais. Se soubesse nunca teria dito o que disse. Lamento mesmo muito.
- Na boa, rapariga. Relaxa. Tudo bem. Realmente não sou pessoa de contar as coisas da minha vida particular. Bem, vamos andando?
Alexandra sentia-se profundamente rejeitada, apagada, como se tivesse levado um murro no estômago. Deu-lhe um beijo no rosto e disse:
- Vou ficar por aqui mais um pouco.
- Fica bem, miúda – disse virando as costas e caminhando apressadamente.
Alexandra estava a sentir-se a pior mulher do mundo, uma pessoa sem interesse, sem valor. Era impulsiva com as pessoas e pensou que ele não levaria a melhor. Ainda iria cair numa pequena armadilha que começava a formar-se no cérebro.
Foi para casa, pensando na pequena vingança que iria fazer. Ninguém se ficava a rir dela. NINGUÉM!
Deixou passar uma semana, pensando nos mais pequenos detalhes de como iria magoar Zeca. Passado esse tempo ligou-lhe:
- Estou, Zeca. Tudo bem? Queria saber se queres vir beber umas cervejas comigo. Tens tempo? Tenho de me redimir do que te disse.
- Olá, olá. Posso ir sem problema, mas está tudo bem. Amigos como sempre.
- Logo à noite aparece lá para as 23 horas no Bar Quebra Costas.
- Estamos combinados, lá estarei.
Alexandra vestiu um vestido preto gótico que lhe tapava os pés. Por baixo uma lingerie de cabedal e umas botas altas. Pintou os olhos de cor de prata, o rímel aumentava-lhe os olhos e nos lábios um batom castanho-escuro.
Chegou propositadamente meia hora atrasada. Lá estava o Zeca num canto a olhar para a porta.
- Desculpa, amigo, atrasei-me.
Zeca olhou de cima abaixo, agradado com o aspecto negro e sereno.
- Vamos para os copos, celebrar a vida – disse Alexandra – a primeira rodada é por minha conta.
Pediram as cervejas e entretanto Zeca vai ao wc.
Alexandra pede mais uma rodada sorrindo com pensamentos bem maquiavélicos.
Quando ele chega ela diz-lhe:
- Brindo à amizade e às bejecas, claro. Vá, penalti.
Tocam os copos e Zeca bebe a cerveja debaixo do olhar atento da Alexandra.
Passado pouco tempo diz que se sente mal disposto e tonto. Afinal tinha bebido demais.
- Então, Zeca, já não estás habituado a beber? Anda até minha casa, é aqui ao lado e faço-te um chá que isso passa num instante.
Levantam-se e Alexandra tem de amparar o amigo que efectivamente quase nem se aguentava em pé. Caminharam bem devagar, subiram as escadas e Alexandra deixou-o em cima da cama, dirigindo-se à cozinha. Da porta foi observando Zeca adormecer e ficar completamente imóvel. Abanou-o e disse-lhe:
- Queres experimentar uma forma de sexo diferente comigo?
Zeca, de olhos vidrados disse-lhe:
- Vamos nessa. Estou bêbedo.
Na cozinha agarrou numas cordas de juta e começou a amarrar Zeca. Primeiro as mãos atrás das costas, depois os pés um ao outro. Depois passou uma corda entre as mãos e os pés, deixando-o imobilizado. No fim colocou-lhe uma mordaça na boca. Deixou cair o vestido, colocou uma máscara negra no rosto e agarrou na sua palmatória, naquela que usava para se autoflagelar quando as coisas não corriam como desejava.
Ficou sentada na cadeira, de pernas cruzadasdeixando que ele a observasse. As botas brilhavam na escuridão e o seu sorrido era um esgar de contentamento. 
Alexandra vira-o ligeiramente e diz-lhe:
- Zeca, jamais me poderias rejeitar. Jamais, percebes? Eu sou aquela que comanda a minha vida e o que me fizeste foi muito aborrecido. Sim, porque eu sempre vi os teus sorrisos e nunca me contaste da tua namorada. Porquê? Porque me querias. És um cobarde, um merdas do caralho e agora vais receber o castigo que mereces. Mas de uma forma prazerosa, claro.
Zeca com a vista turva não estava a perceber nada daquela conversa.
- Hum. Hum… Hum! – Gemia ele sem conseguir deixar sair qualquer palavra.
Alexandra virou-o ligeiramente, colocou a bota em cima das costas dele e bateu-lhe no rabo com força.
- Hum. Hum.
- Gostas, não é meu cabrão? Tu gostas de apanhar. Hoje és meu e eu mando. Eu decido quando isto acaba. Escusas de gemer, aqui ninguém te ouve. O prédio está vazio.
No entanto os olhos de Zeca brilhavam e Alexandra percebia que ele estava a gostar.
Empurrou Zeca para o chão e pisou com o bico nas botas no pénis dele. Largou a palmatória e agarrou no chicote que tinha ficado na cadeira.
Bateu-lhe no rosto, mas pernas, nas nádegas. Zeca apenas gemia de vez em quando.
Alexandra vira o Zeca ligeiramente para ela e aconchega-o.
- Calma bebé, calma, está tudo bem, já estou mais calma e cuido de ti. Calma bebé, calma.
Vai passando as mãos pelo corpo dele e resolve continuar. Desaperta o botão das calças, o fecho e começa a acariciar o pénis. Zeca contorce-se, mas quando há estímulo, o pénis começa a ficar erecto. Beija-o, aliciando mais à erecção. Zeca contorce-se e Alexandra senta-se em cima dele imobilizando-o ainda mais.
- Vamos foder com muito carinho. Calma...
Dá-lhe uma palmada e afastando a tanga enfia o pénis para dentro da vagina que escorria de prazer. Dá-lhe outra palmada quando ele se tenta mexer e diz-lhe:
- Fode como homem, caralho!
O que é um facto é que Zeca apesar de tudo começa a ficar excitado e vem-se, gemendo desta vez com o orgasmo. Alexandra cobre-o de beijos, dizendo:
- Eu sabia que gostavas de mim. Foi bom não foi? Vou soltar-te.
Zeca apenas disse:
- Adorei, foi diferente de tudo o que tinha experimentado. Quero repetir noutra altura, sem estar bêbedo.
Solta o Zeca, ajuda-o a vestir-se em silêncio e empurra-o pela porta, trôpego, quase caindo pelas escadas.

Retira a máscara e deita-se, saciada e feliz. Na próxima semana ele viria novamente. Tinha a certeza! E dessa vez, teria mais umas surpresas para ele guardadas no baú que mantinha fechado no canto do quarto.

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