Joana entrou no comboio a correr
em cima do apito. Estava de partida e não lhe apetecia nada ficar a esturricar
ao calor, na estação, à espera do comboio seguinte.
Lá ia Joana a caminho das praias
ter com uma amiga que a esperava na estação. O dia estava quente, mas na
carruagem rapidamente se respirava de alívio. Bem dito ar condicionado.
Sentada à janela, a carruagem
levava apenas um passageiro, jovem como ela, que lia distraidamente um livro. O
revisor passa, valida os bilhetes e segue para a carruagem seguinte.
O rapaz era interessante e Joana
olhava pensando que parecia um autêntico deus do Olimpo. Aparentemente alto,
pernas cruzadas, cabelo escuro. Deve ter sentido o olhar intenso de Joana,
levantando os olhos do seu livro, sustentou também o olhar. Estranho, Joana que
era tão desinibida, sentiu aquele olhar entrar dentro de si. O jovem olhou-a
dos pés à cabeça, sorrindo com ar maroto.
Joana suspira e pensa que deveria
ter sido mais discreta a olhar. O rapaz fecha o livro e continua a olhar. Joana
sorri de volta e ele levanta-se, cumprimentando-a suavemente e pedindo licença
para se sentar ao seu lado.
Apresentou-se como sendo o Mateus
e disse que também ia dar uma volta, pensar em fugir das rotinas. O comboio ia
avançando, parando na estação seguinte onde ninguém entrou nessa carruagem.
O silêncio instalou-se, sendo
algo nada desagradável, apenas se ouvindo a respiração de ambos. Estranha sensação
química que se desenrolava ali e se sentia em cada inspiração.
Mateus colocou uma das mãos em
cima da mão da Joana que descansava na perna. Joana olha e Mateus aproxima-se,
um perfeito estranho de olhos profundamente verdes parecia querer beijar Joana.
A boca pára lentamente perto dos lábios de Joana e os olhos não se desviavam
dos olhos dela, esperando um qualquer sinal. Joana fecha os olhos e inspira
profundamente. Mateus apodera-se da boca de Joana, abrindo suavemente os seus
lábios com a língua, fazendo com que esta corasse de prazer.
Joana toca no peito de Mateus e
abraça-o, puxando-o para si. Mateus continua a beijar Joana, seguindo com as
mãos o seu rosto, depois o contorno do pescoço, descendo pelos ombros e
começando a sentir uma das mãos que lhe prendia o pescoço num intensificar do
beijo e outra a acariciar um dos seios por cima da blusa suave.
Joana geme baixinho e Mateus
coloca a mão por dentro da blusa, puxando-a para cima, tocando com a sua mão
suave um dos seios. Joana geme mais alto, esquecendo onde estava e se
apareceria alguém. Mateus sente o bico da mama a inchar de prazer e coloca a
boca onde tinha estado a mão a acariciar. Joana sente-se escorrer… Sente
vontade de mais.
Acaricia as costas de Mateus,
puxando a sua t-shirt para cima e encostando o seu peito ao dele. Mateus
sussurra ao ouvido de Joana: “Quero foder-te aqui mesmo!”
Mateus sobe a longa saia de Joana
e retira-lhe lentamente a tanga do bikini sentindo as pernas enquanto descia
com as mãos, acariciando-a, deliciando-a com o toque suave, nunca desviando o
olhar do rosto de Joana.
Mateus senta-se, abre o fecho das
calças e espera pela reacção de Joana. Esta estremecendo de desejo, escorrendo
pelas pernas já não aguentava ficar quieta.
Toca nas cuecas de Mateus,
sentindo algo quente, duro… hummmmmmmmm. Com olhar maroto, retira o sexo das
calças e beija-o. Agarra na mão de Mateus e coloca-a no seu próprio sexo,
ajudando-o a perceber onde gostava de ser tocada. Mateus encosta-se, esticando
as pernas, olhando à volta. Não se via ninguém. Mateus sentia que Joana não
iria aguentar muito tempo até ter um orgasmo, mas queria que se aguentasse.
Retirou a mão, levando com um “continua” desesperado. Não! Mateus queria outras
coisas, queria que Joana aguentasse mais um pouco.
Joana levanta a saia e senta-se
ao colo de Mateus, sentindo o seu sexo a inchar dentro dela. Mexe-se a um ritmo
suave, dançando e sentindo de olhos fechados. Mateus agarra na anca de Joana e
puxa-a, fazendo com que se apresse, enterrando-se mais fundo e mais
rapidamente. Joana sente que o orgasmo está mesmo a chegar e sussurra: “vem-te
comigo”. Mateus crava-se com mais intensidade dentro da Joana e perde o
controlo vindo-se pouco depois de Joana cravar as unhas nas suas costas
dizendo: “estou-me a vir”.
Mateus e Joana olham nos olhos.
Pela janela já se via a aproximação da estação onde Joana ia sair.
Joana compõe a saia, agarra na
mala e despede-se com um ósculo suave de Mateus.
Desce da carruagem corada, sem
olhar para trás, sabendo que aquela história nunca seria contada a ninguém, mas
que também nunca mais veria Mateus.
Que experiência mais estranha. Dois
estranhos que se olham e se consomem entre estações de comboio vazias.
