sábado, 23 de maio de 2015

Entre o mato e a cama

Diana passeava todos os dias desde que fora viver para Gaia, junto ao rio Douro. Caminhava à noite, sentindo a brisa fresca no rosto e seguia a estrada escura com a luz provinda da Lua e das estrelas.

Naquela noite estava Lua cheia e Diana parou numa curva da estrada junto ao rio. Olhando à volta, sentindo-se perfeitamente segura, eleva os braços para cima e inspirou profundamente de olhos colados naquela Lua que parecia uma grande bolacha de prata. Sentia-se uma pequena feiticeira.

- Lua, desde que vim morar aqui ainda não me trouxeste alguém que se aproxime para uma boa noite de sexo. Andas a dormir? – Disse baixinho, rindo-se da sua própria loucura.

Abraçando-se, embalando-se e olhando para o céu, sentindo o aroma da água e das flores campestres, Diana recordava as suas aventuras amorosas. Sempre fora voraz e aquele mês de trabalho não lhe tinha possibilitado ir “caçar”, como costumava dizer a brincar.

Ouviu passos e olhou para trás de si. Passava um rapaz com cabelos enormes e bem escuros. Diana não tinha medo de estar em locais descampados, mas os seus sentidos aguçaram-se.

- Boa noite – cumprimentou o estranho. Está uma noite de sonho.

- Boa noite! – respondeu sorrindo. Está maravilhosa e este Douro fascina-me.

- Costumas vir aqui muitas vezes?

Hum… Seria tempo de caçar? Tinha uns olhos expressivos que se iluminavam enquanto sorria abertamente.

- Sim, desde que me mudei há um mês e que descobri este recanto tranquilo, venho respirar os silêncios da noite. Gosto do escuro, gosto dos cheiros, gosto dos sentidos que se despertam.

- E que sentidos despertam em ti?

- Isso agora – sorriu de forma bem malandra.

Pensando que estava a vestir umas calças desportivas e ténis, sentiu-se incompleta para seduzir.

- Sou a Diana

- Muito prazer, Diana, sou o Nuno.

- Está na altura de regressar a casa. Gostei muito de te conhecer.

Diana começa a andar e expectante olha para trás, mas Nuno manteve os olhos nela, sem avançar.
“Devia ter trazido saltos altos” – pensou sorrindo interiormente.

Diana tomou um banho bem quente de emersão na banheira assim que chegou a casa e aquele estranho não lhe saia da cabeça.

Deitou-se cansada, agarrou no vibrador e começou a masturbar-se com a imagem dos olhos brilhantes. Quando inseriu o objecto na vagina começou a tremer e veio-se gemendo e pensando no Nuno. De manhã acordou como se não tivesse dormido, cansada, vazia e cheia de tesão.

“Preciso de sexo e com urgência, estou a dar em maluca” – pensou

Passou o dia entre reuniões de trabalho na agência de modelos e esqueceu o que se passara na véspera.

Estava tão cansada que considerou não dar a caminhada do costume, mas algo a puxava para a rua e lá vestiu uma roupa desportiva e começou o seu passeio.

Devagar, foi andando e respirando, rodando os braços e o pescoço, soltando as tensões do dia.
Chegou à beira rio e sentou-se a contemplar a Lua. Estava apaixonada por aquele lugar com vista para o Porto e para a ponte D. Luís.

Estava tão absorta nos seus pensamentos que não ouviu passos atrás de si.

- Boa noite, Diana, que bom reencontrar-te – disse Nuno sentando-se ao seu lado.

- Olá, Nuno, nem te ouvi, estava imersa na paisagem, como se eu fosse parte dela, da cidade, do rio, das luzes, da ponte. Como se eu fosse apenas vento que passa e sente.

- Hum, tens uma forma de falar poética – sorriu Nuno.

- Somos todos poetas, loucos, pessoas que divagam.

Voltou a olhar para o rio e Nuno fixou os olhos na boca dela. Apetecia beijá-la e não sabia qual seria a reacção.

O vento começou a soprar com alguma força e Diana cruzou os braços dizendo:

- Hoje está fresco e não trouxe casaco.

Nuno aproximou o corpo dela e abraçou-a para ver como reagia.

Diana sorriu e encostou a cabeça no seu ombro forte. Ficaram imóveis a olhar para o vazio cheio de luz e quando ela levantou a cabeça, Nuno agarrou-a no rosto, com muita ternura e depositou um pequeno ósculo nos lábios.

Diana passou a língua e agarrou-se às suas costas, puxando-o para si, intensificando o beijo e brincando com a sua língua.

Nuno empurra-a para o chão, apertando os seios de Diana que começa a gemer. Levanta-lhe a camisola e beija os mamilos enrijecidos.

- Hum… que bom, gosto disso – disse Diana agarrando na cabeça dele.

Enfia a mão dentro das calças dele e sentiu como estava excitado e molhado.

- Queres foder-me? – questiona Diana.

Nuno não responde, os seus olhos brilhavam e baixou as calças dela. Desce com a boca, passando a língua pela sua barriga, afasta-lhe as cuequinhas e começa a chupá-la deixando-a cada vez mais maluca e molhada.

- Que bom – dizia. Não páres, quero vir-me na tua boca.

Nuno continuou, enfiando a língua na vagina, chupando, mordiscando os grandes lábios e Diana pede que se vire, agarrando depois no seu pénis e começando a masturbá-lo.

- Hummmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm

Nuno sente a sua boca invadida por um líquido quente e salgado e não aguenta e ejacula.

Riem-se ambos. Compondo a roupa levantam-se. Nuno agarrando na mão de Diana diz:

- Foi muito rápido. Vem até minha casa e fazemos as coisas mais devagar e com mais à vontade. Tenho sempre medo que aqui apareça alguém e não fico confortável.

Diana segue-o faminta e imaginando como seria ter aquele sexo dentro dela a consumi-la de prazer.
Pelo caminho não trocaram uma única palavra. Queriam sentir os corpos nús, o prazer sem ser no meio do mato.

A casa de Nuno era perto e sobem ao último andar. Assim que entram Diana depara-se com uma vista maravilhosa sobre Gaia, sobre o Porto e sobre o rio.

Havia uma varanda enorme com uma mesa. Diana agarrou na camisola do Nuno e puxou-o com força. Beijou-o e disse:

- Quero que me beijes novamente a cona. Quero sentir essa boca gostosa a explorar-me. Mas depois quero que me deites num colchão e quero fazer-te vir na minha boca também.

Despem-se apressadamente e a roupa voa para o chão.

Nuno olha pela janela e diz:

- E se alguém vir? Esta varanda é muito exposta.

- Se vir pode gostar do que vê – responde Diana rindo.

Deitou-se na mesa, virando e deixando cair a cabeça ligeiramente, observando as cidades.

Abrindo as pernas, colocando os pés em cima da mesa, lambendo os lábios disse:

- Chupa-me toda!

Nuno não se faz rogado e mergulhou a cabeça entre as pernas de Diana. Esta contorceu-se e gemeu bem alto.

- Shiuuuuuuuuuuuu – diz Nuno, os meus vizinhos são uns chatos e daqui a pouco chamam a polícia.
- Cala-te e chupa-me a cona. Os vizinhos que venham foder aqui também!

Nuno voltou a sentir o calor da vagina e esquece o barulho, absorvendo o cheiro, a humidade, sentindo o seu sexo mais duro que nunca.

Diana empurrou-o e levantou-se.

- Onde é a tua cama?

Nuno pega-lhe na mão e leva-a para um quarto bem escuro. Acende um candeeiro de sal e fica a observar a respiração ofegante dela.

Diana empurra Nuno para cima do colchão e senta-se em cima do rosto dele.

- Chupa agora e depois eu já trato de ti.

Nuno adorava que se sentassem em cima do seu rosto com a vagina e sente-se cada vez mais abrasado. Fervia, queria sorvê-la toda até à alma, dar-lhe prazer, sentir que ela estava a desfrutar.

Diana mexia-se o que o deixava ainda mais agitado. Queria comê-la toda!

Quando Diana sente que o orgasmo é eminente, levanta-se e mandou-o deitar-se.

Chupando o pénis ainda sussurra:

- Que caralho tão bom!!!

Beijou-o para sentir o gosto de ambos os sexos na boca e desceu até mordiscar os mamilos dele, o abdómen e mordeu também lentamente a cabeça do pénis.

Nuno sentiu-se quase no ponto de se perder numa ejaculação, mas Diana percebe e pára. Dá-lhe uma estalada com força e diz:

- Controla-te! És homem ou não?

Nuno olha aborrecido, mas Diana voltou a beijá-lo e começou a beliscar os mamilos dele. A princípio estranhou a dor, depois começou a gostar. Mordeu-lhe o pescoço com força e agarrou nas suas mãos. Junto à cama havia uma t-shirt no chão. Apanhou-a e atou-lhe as mãos à cabeceira da cama.

Sentou-se em cima do pénis e disse:

- Agora és meu e vais fazer tudo direitinho. Só te vens quando te der permissão!

- Sou teu? Que merda é esta? – começou a sentir-se assustado.

- Agora, neste momento, quando for embora és tu, agora obedeces

Diana sentou-se e começou a cavalgar em cima dele. Passando as mãos e apertando as próprias mamas, ofegando, começou a abrandar.

Roçava-se apenas, devagar, tão devagar que o seu clitóris já escorria sobre o pénis dele. Sentia que se queria vir, queria sentir a esporra quente na cona que tremia de prazer.

- Prepara-te que quero que te esporres todinho! Sente a minha cona a apertar-te.

Nuno sentia, mas sentia também as mãos de Diana à volta do seu pescoço e estava a ficar sem respirar. Diana percebeu e aliviou a pressão. Roçando e empurrando aquele lindo caralho lá para o fundo da sua cona, disse:

- Vem-te agora!!!!!!!!

E ambos sentiram uma explosão de cheiros e líquidos, de tesão, loucura e prazer.

Diana levantou-se e Nuno perguntou:

- Onde vais?

- Vou para minha casa. Agora és livre novamente.

- Voltamos a ver-nos? – questionou Nuno.

- Nunca se sabe, eu acredito no destino. Sou voraz em sexo, não me satisfaço apenas com um homem. Não tenho relacionamentos, tenho noites ou dias quando me apetece com quem me apetece. Talvez nos encontremos. Talvez não! Adeus Nuno, és delicioso na cama, o teu sexo deixou-me completamente louca.

Desatou-lhe a t-shirt, depositou um beijo nos lábios dele, virou-se e saiu sem ruído.