terça-feira, 23 de junho de 2015

Uma questão de poder

À mesa da reunião com o outro Director da empresa, Diana começava a sentir-se cansada. A comunicação não fluía, ambos queriam impor as suas ideias sem ceder em qualquer dos pontos.
- Vasco, você é teimoso, não percebe que precisamos de recrutar mais pessoas para que esta empresa tenha mais desempenho nos objectivos a que nos propusemos?
- Diana, deixe de ser casmurra! – afirma cerrando os punhos em cima da mesa – você não me está a ouvir.
Diana levanta-se, dizendo:
- Casmurra? Agora deu em fechar as mãos, quer bater-me?
Sai pela porta, cabeça altiva e ombros direitos. Vasco olha para o seu rabo a abanar, a saia curta e as pernas longas e suspira.
Diana sente-se furiosa, mais a mais porque os profundos olhos castanhos do Vasco a despem com o olhar e sente-se sempre excitada quando tem de estar sozinha com ele em reunião.
Fecha a porta do seu gabinete, bebe um copo de água bem gelada e sente a sua tanga bem molhada. Os pensamentos divagam pela imagem do Director, pensando em como seria senti-lo nu contra o seu corpo, sussurrando e arrancando gemidos de prazer.
Apaga a luz e deixa-se envolver pelo crepúsculo da noite. Fecha os olhos, levanta a saia e começa a tocar-se. Afinal, àquela hora já todos os funcionários tinham saído. Aqueles olhos… aquela boca dele… como seriam as mãos se a tocassem.
Ouve bater à porta e endireita-se na cadeira respondendo:
- Pode entrar.
Vasco entreabre a porta dizendo:
- Desculpe, Diana, sou efectivamente teimoso e já podíamos ter isto resolvido. Vamos fazer o seguinte, convido-a para um copo e falamos de tudo menos da empresa. Vamos conhecer-nos – diz aproximando-se da mesa.
Repara que a saia de Diana está levantada e os seus olhos brilham de uma forma bem sedutora e sorri de forma malandra.
- Tem umas pernas lindas!
Diana ajeita a saia e sorri, levantando-se lentamente, caminhando bem devagar, contornando a mesa e chegando bem perto de Vasco, falando baixo e em tom suave.
- Vamos tomar um copo, sim. Acho que estamos a precisar. E você não é teimoso… somos ambos – lança uma gargalhada – creio que estamos a medir forças.
Vasco toca-lhe no braço e sente que a pele dela se arrepia. Olha para os lábios e puxa-a para si, dando-lhe um beijo bem suave, esfregando as costas com as mão, encostando-se a ela, para que sentisse o seu sexo bem duro e cheio de vontade de a possuir ali mesmo.
Calmamente Diana empurra-o e diz:
- Daqui a uma hora no Bar Sonhos de Luar.
Sai pela porta, sentindo o coração bater rapidamente a boca a queimar de desejo.
Conduz até casa, toma um banho, perfuma-se e sorri perante a ideia que lhe surgiu pelo caminho. Se Vasco queria medir forças, ela tinha um desafio a lançar-lhe. Coloca rimel nos olhos e passa um batom bem vermelho pelos lábios. Coloca uma gargantilha e uns brincos prateados e veste uma tanga vibradora preta e um vestido preto comprido bem rodado. Calça umas sandálias de salto alto vermelhas e sai de casa a sentir-se profundamente excitada.
A rua vazia àquela hora permite que respire e se acalme enquanto anda.
O bar era mesmo ao fundo da rua onde morava e lá estava o carro de Vasco à porta. Encostado a fumar um cigarro, a olhar para ela enquanto caminhava, volta a sentir-se a escorrer e a desejar sentir aquela boca e aquelas mãos. Mas não podia. O que tinha em mente era um jogo de poder e sedução.
Vasco pega-lhe na mão e deposita um beijo na palma. Ambos tremem.
Entram e sentam-se mesmo no centro do bar. A música era agradável e suave e as conversas à volta rapidamente deixaram de se fazer ouvir. Mantinham os olhos presos um no outro.
- Boa noite, o que desejam tomar? – questiona um dos empregados enquanto acende a vela da mesa.
- Que me dizes a tomarmos um copo de champagne para celebrar as tréguas? – pergunta Vasco
- Parece-me muito bem – responde Diana, esticando os pés por baixo da mesa, tocando ligeiramente nos pés dele.
O empregado afasta-se e Diana dobra-se sobre a mesa, dizendo:
- Vasco, estamos a medir forças e poder. Ambos somos Directores e temos de entrar em acordo.
- Pensei que a ideia não era falarmos de trabalho.
Diana agarra num objecto e coloca-o na mão dele.
- Vesti uma tanga com  um vibromassajador incorporado. Vai ser você a controlar a intensidade e quando ele deve vibrar. Vamos ver durante quanto tempo dura até me fazer ter um orgasmo.
Vasco sorri, afinal Diana tinha mais trunfos que ele pensava. Apetecia-lhe sexo, mas sabia que aquele não seria o dia. Se ela queria jogar, então que começassem os jogos de sedução. Olha à volta e aperta ligeiramente o botão.
Ela sente a vibração e aperta as pernas. Olha-o nos olhos e em voz baixa diz:
- Gosto disso, começo a sentir-me molhada e o melhor, você não sente, apenas eu!
Vasco sorri apenas e aumenta a intensidade. Diana salta suavemente na cadeira e o empregado chega com as taças e uma garrafa de champagne.
Ambos agradecem e Diana sente-se a escorrer. Os seus olhos demonstram bem como se sente: excitada e rendida às vibrações.
- Gostava de a poder tocar e sentir essa ratinha toda molhada. Sentir com a boca e beber daí. Diana, apetece-me mesmo… fodê-la.
- Hoje não me fode, hoje apenas me dá prazer à distância de um clique.
Sorrindo, Vasco aumenta ainda mais a vibração. Diana recosta-se na cadeira, fecha os olhos, dá um gole no copo e lambe os lábios sentindo-se num turbilhão de sentidos e prazeres.

Vasco observa cada movimento do seu corpo e fixa o seu olhar nos seios que sobem e descem descontroladamente a cada inspiração e expiração. Aquela mulher sabia impor poder. Nunca tinha estado numa situação assim e as calças ameaçavam rebentar com a forma como tinha o seu sexo teso e cheio de vontade em explodir. Bastaria uma carícia daquela mulher para que perdesse todo o controlo e esporrar-se nas calças.
Diana contorce-se na cadeira e geme baixo soltando os braços ao longo do corpo. Sorri, olha para Vasco e levanta-se dizendo:
- Venha até à porta da casa de banho.
As casas de banho ficavam atrás de umas colunas e nada se via para lá.
Ela levanta-se, rebolando os quadris e Vasco vai atrás, bebendo primeiro um enorme gole de bebida.
Junto às portas que dividiam a casa de banho, Diana agarra-lhe a mão e coloca-a debaixo do vestido e sussurra ao ouvido:
- Toque-me, sinta como me deixou.
Vasco sobe as mãos pelas pernas, sem se importar que pudesse aparecer alguém e sente a cona a escorrer. Não aguenta e agarra na mão da Diana e encosta-a ao seu duro pénis, gemendo ao seu ouvido dizendo:
- Acabei de me esporrar só por senti-la molhada e com a mão no meu canhão.
Diana sorri e afasta-se lentamente.
- Amanhã é dia de reunião. Às 9 horas conto consigo na sala de reuniões para decidirmos o futuro desta empresa.
Vasco observa-a a afastar-se sem dizer mais nada, pensando: “Ambos ganhámos, mas ainda te vou foder, ainda vais sentir este caralho dentro da tua cona saborosamente molhada, Diana”.



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