O vento estava tão forte que
Diana tremia de frio, apertando os braços contra o peito, junto à porta do centro comercial, onde iria ver um
filme com um amigo recente.
Como grande parte dos seus
encontros, Paulo era um daqueles amigos das redes sociais, mas um amigo com o
qual se identificava em variados aspectos. Paulo era um homem com conversa fácil
e agradável, mas acima de tudo, gostava de sexo. Tinham planeado umas marotices
na sala e Diana estava um pouco ansiosa.
Desde que tinham começado a falar
que Diana sentia-se desperta na sua sexualidade, na sua sensualidade, nos seus
desejos enquanto mulher ardente que era. Diana tinha parado uns tempos com os
seus encontros fortuitos, decidido explorar o silêncio, o estar longe de tudo e
de todos. Mas aquele homem tinha conseguido despertar o lado animal dela, o
lado de mulher, de sensualidade e paixão, de desejo.
Apesar do frio, Diana sentia algo
entre as pernas. Algo que lhe era familiar e que despertava quando se sentia
excitada, sentia-se cada vez mais húmida, mais desejosa de concretizar o prazer.
Apertando as pernas, disfarçadamente, olhava à volta, expectante. O filme
começava em breve e detestava entrar atrasada.
- Diana?
Olha para o lado e lá estava
Paulo com um sorriso enorme.
- Olá, Paulo – respondeu sentindo
um rubor ligeiro
Deram um abraço e Paulo
pregou-lhe um ósculo nos lábios. Diana sentia-se presa aos olhos dele. Agarrando-a
pelo braço entraram no centro comercial e na sala quase vazia do cinema. O
filme já tinha estreado há bastante tempo e pouca gente estava a assistir.
Sentados na última fila, as luzes
foram apagadas e o filme começa.
Paulo pega na mão de Diana e
coloca-a no seu sexo. Ela olha para o seu rosto na penumbra e percebe como está
ofegante e desejosa de senti-lo. Afaga-o ligeiramente e retira a mão. Com ar
maroto, desaperta as calças e puxa o sexo para fora. Ele coloca o casaco em
cima das pernas e desliza com a sua mão pelas pernas de Diana, levantando o seu vestido e acariciando as suas pernas. Ela
geme ao sentir a sua mão a explorar, abre bem as pernas e deixa que ele a
penetre com os dedos. Tudo ao redor deixa de ser ouvido, apenas se sente uma
necessidade crescente de prazer. Diana acelera os movimentos com a mão e
baixa-se, retirando o casaco e colocando a boca naquele pénis duro e bem erecto.
Sugando devagar, chupando, deleitando-se, gemendo. De olhos fechados sentia
cada vez mais prazer, mais vontade de ser enterrada por aquele sexo tão
delicioso.
Paulo retira a mão da vagina e
levanta a cabeça da Diana. Beijando-a, sentindo os sabores misturar-se
levemente, tranquilamente, suavemente, numa dança de línguas e líbidos exaltadas.
Olhando à volta nota que está tudo tranquilo na sala. Diana queria aquele sexo
rapidamente dentro de si, deixando inundar-se por ondas de deleite.
Levantando o vestido comprido,
Diana afasta as cuecas e senta-se ao colo dele, sentindo-o penetrar fundo,
empurrando as ancas contra os bancos, pressionando, gemendo ao ouvido, sentindo
que o orgasmo estava a chegar rapidamente tal era o seu estado de excitação.
Dando uma mordidela ligeira no
lóbulo de Paulo, sussurra:
- Vou-me vir, vem-te também,
quero sentir essa esporra dentro de mim!
Paulo perde o controlo e vem-se,
derramando o seu leite quente dentro da vagina da Diana.
- Esse teu caralho fez-me perder
o controlo – disse-lhe ao ouvido. Quero desforra numa outra altura, com mais
tempo, mais preliminares, mais tudo!
Sentia-se escorrer, queria mais,
sentia-se gulosa, mulher, deusa, tarada, sexual, sensual.
O filme nem ia a meio e ambos
repousavam as cabeças nas cadeiras. Beijam-se, tocando novamente nos corpos um
do outro, sem se importarem com nada, apenas o sentir das mãos e o despertar da
loucura!
Diana levava morangos para
partilhar. Paulo agarra na caixa e retira um para fora. Ajoelha-se no chão e
abre as pernas dela, inserindo o morango na sua vagina, mordendo e despertando
novamente para novas ondas de prazer. Come o morango e beija-a no clitóris,
inserindo os dedos na vagina novamente quente e a escorrer. Esfrega com a
língua, morde ligeiramente, Diana empurra a cabeça dele, gemendo bem baixinho,
puxando os cabelos de forma suave. Mexe-se na cadeira e Paulo dá-lhe uma ligeira
palmada na perna dizendo para ficar quieta.
Aquela ordem, naquele tom, deixou
Diana mais acesa e aquela língua que sabia bem onde tocar, leva Diana a sentir
um orgasmo imensamente grande, derramando para a boca de Paulo o seu néctar
vaginal.
Limpando a boca, Paulo beija
Diana que suspira profundamente no silêncio dos sentidos.
Saindo do cinema, afastam-se,
cada um para seu lado, apenas sentindo os corpos satisfeitos, saciados.
Não havia mais planos, mas ambos
sentiam que havia ainda algumas outras fantasias a realizar.