domingo, 14 de setembro de 2014

Diana volta a atacar

Chovia torrencialmente e Diana estava farta de estar fechada em casa. Teria de pensar em algo que a deixasse mais arrebitada.
Agarrou no telemóvel e enviou uma mensagem ao Marco: “Marco, vem até minha casa. Calça as tuas botas de motard, umas bóxeres, uma gabardine e nada mais. Quero que chegues molhado pela chuva”. Já não falavam há mais de um mês e não sabia se ele iria reagir à mensagem.
Marco não respondia e Diana estava irritadíssima. Não lhe apetecia ver televisão, ler, fazer o que quer que fosse.
Acende velas pela casa toda, inundando o ar com aroma de laranja e chocolate. Despe-se e coloca o seu robe curto vermelho e penteia os longos cabelos, olhando para si ao espelho. Inspira profundamente e, quando resolve ir fazer um chá, ouve a campainha.
Abre o trinco da porta rua e espreita pelo óculo para ver quem subia as escadas. Lá estava Marco, completamente encharcado. Diana sorri.
- Olá, Marco. Entra!
Marco entra sorrindo encantado, sem nada dizer. Diana puxa-o e coloca-lhe dois dedos nos lábios, dizendo:
- Shiuuuuu. Vem comigo. Não quero que fales. Ouve apenas o que te peço.
Coloca Marco em frente ao grande espelho de parede que fica ao fundo da cama do seu quarto, e olha-o por cima do ombro. Estava encantador com os cabelos a escorrer. Aquele homem excitava-a loucamente. Dirige-se à sua aparelhagem e coloca uma música bem calma.
- Dança para mim. Sempre gostei da forma como dançavas. Quero que retires o que tens vestido e calçado bem devagar, enquanto te vejo. Dança virado para o espelho e observa como te movimentas.
Marco olha para Diana através do reflexo do espelho e sente-se trémulo de excitação. Começa a dar pequenos passos, a abanar de forma sensual o corpo, a sentir a música doce e a ver a reacção de Diana. Passado uns minutos começa a desapertar a gabardine botão a botão, de forma lenta e ritmada.
Diana sentia-se quente, molhada, com vontade de o abraçar e puxar para a cama, mas continua a olhar.
Quando Marco acaba de retirar os botões deixa cair suavemente no chão o casaco molhado e, de bóxeres, dobra-se para começar a desapertar as botas olhando nos olhos de Diana que estavam completamente vitrificados. Notava-se claramente a erecção de Marco e Diana não sabia se iria continuar a jogar aquele jogo tão perigoso.
Após desapertar as botas descalça-se e vira-se para Diana abanando as ancas ritmadamente. Dança em direcção a esta e coloca-se bem junto da beira da cama onde ela estava sentada, ficando com a zona da pélvis de Marco bem junto ao seu rosto.
Já se sentia a escorrer e agarrou-se à anca de Marco, puxando-o para o seu rosto. Baixa-lhe as bóxeres com avidez e o sexo salta erecto. Coloca-o na boca e via que Marco olhava cheio de tesão. Chupa lentamente, beija-lhe os testículos, coloca-os na boca, arranha-lhe as nádegas e ouve-o gemer baixinho. Geme também expressando o estado em que se sente. Lânguida e deliciada.
Levanta-se repentinamente e empurra-o para a cama.
Marco ajeita-se entre as almofadas e vê Diana a sair do quarto. Expectante fica a olhar para a porta iluminada pelas chamas das velas e esta entra com dois copos cheios de champagne. Oferece-lhe um copo gelado, dá um golo, Marco dá outro e sente a bebida fresca a descer pela garganta e Diana empurra-o para baixo com o seu pé descalço. Atira-lhe o resto do seu copo para o peito, atira o robe para longe e senta-se em cima das pernas de Marco,
Absorve a bebida com os lábios, bebendo e chupando, parando no centro do peito, arranhando-lhe os ombros. Marco agarra as nádegas rijas de Diana e puxa-a para cima. Queria senti-la. Tinha uma necessidade de se sentir dentro dela. De se mexer, de ver, de sentir, de se vir.
Mas Diana não era a mulher que ele conhecera e esta afasta-se retirando algo da gaveta da mesa-de-cabeceira. Não consegue perceber o que é, até Diana se aproximar do seu rosto, vendando-lhe os olhos.
- Hoje vais sentir sem ver. Sente apenas. Deixa-te levar pelo tacto, pelo paladar, pela audição, pelos cheiros dos nossos corpos.
Marco sente os lábios de Diana nos seus e acolhe-a loucamente. Abraça-a e beija-a ferozmente. Tinha fome dela. Muita fome de a sentir. E gostava daqueles jogos.
Diana pega numa das velas que estava ao lado da cama e entorna cera quente no peito dele. Marco dá um salto assustando-se e Diana apenas se senta em cima dele tapando-lhe a boca. Espalha a cera calmamente pelo peito, deixando cair pequenas gotas nos braços, espalhando de forma suave, na barriga, nas pernas e desce até aos pés. A sensação de calor com a adrenalina da situação fazem com que Marco diga:
- Fode-me, Diana. Fode-me com força, mas preciso de me sentir dentro de ti.
Diana não responde e continua a sentir o corpo de Marco nas suas mãos. Vai passando os dedos, arranhando e beijando lentamente.
Agarra na mão de Marco e ajuda-o a levantar-se. Coloca-se de quatro em cima da cama e coloca as mãos dele na sua anca.
Marco toca-lhe nas costas e penetra-a por trás, com toda a força, vigor e excitação. Será que iria aguentar alguns minutos antes de se desfazer num orgasmo intenso?
Sente as ancas de Diana a mexer, e toca-lhe nas mamas, apertando-a contra si. Os aromas estavam mais intensos, laranja, chocolate e sexo… que cheiro mais excitante e quente. Estava quase a vir-se e Diana afasta-se.
Vira-se e coloca o sexo de Marco na sua boca, dando-lhe beliscões no rabo.
- Vou-me vir na tua boca, Di!
Mas Diana ainda não estava satisfeita e retira a boca.
- Hummmmmmmmm que má estava quase – reclama Marco.
Diana beija-o e abraça-o durante um bom bocado, mas a erecção de Marco não baixava. Empurrou-o em direcção a uma cadeira e ajudou-o a sentar-se. Virou-se de costas e ajudou-o a colocar o pénis no seu ânus.
- Masturba-me! – disse-lhe Diana.
Marco agarra numa perna dela e com a outra mão massaja-lhe o clitóris inchado.
- Hummmmmm, mais devagar, toca-me, penetra-me com os teus dedos.
Marco continua a estimulá-la, sentindo-a cada vez mais molhada e excitada. Acelera os movimentos das ancas e sente o orgasmo de Diana na sua mão. Acelera o movimento e vem-se no ânus apertado e quente. Diana continua sentada ao colo de Marco, respirando aceleradamente, sentindo o seu pénis a diminuir dentro de si.
Levanta-se devagar, retira o lenço dos olhos e beija-lhe as pálpebras.
- Da próxima vez quero sexo num local público. Quero explorar-te e ser explorada, sentindo o risco de podermos ser apanhados e vistos. Não importa onde, depois mando instruções por mensagem. – Informa-o Diana.
- E quando nos encontramos novamente?
- Quando eu quiser e me apetecer. Tu és um mero objecto de prazer, Marco. Eu sou Diana a que escolhe as presas que me apetece foder. Tu foste importante. Agora podes sair.
Afasta-se em direcção da casa de banho e Marco percebe que Diana voltara ao seu estado de indiferença e vazio emocional. Já ali não estava a fazer nada. Só podia esperar momentos de pura loucura e tesão quando esta o chamava.
Veste as bóxeres, a gabardine e calça as botas e sai de casa de Diana sentindo-se perdido. Não iria continuar a ser um objecto nas mãos dos desejos de Diana. Naquele momento em que desce a escada resolve não voltar e não ceder aos encantos e sensualidade desta. Não teriam futuro e Marco percebe que assim sem rumo não queria continuar. Diana que tivesse outros objectos de prazer. Marco sentia-se magoado e usado. Era pessoa e como pessoa não iria permitir mais abusos de uma manipuladora perversa.