Chovia
torrencialmente e Diana estava farta de estar fechada em casa. Teria de pensar
em algo que a deixasse mais arrebitada.
Agarrou no
telemóvel e enviou uma mensagem ao Marco: “Marco, vem até minha casa. Calça as
tuas botas de motard, umas bóxeres,
uma gabardine e nada mais. Quero que
chegues molhado pela chuva”. Já não falavam há mais de um mês e não sabia se
ele iria reagir à mensagem.
Marco não
respondia e Diana estava irritadíssima. Não lhe apetecia ver televisão, ler,
fazer o que quer que fosse.
Acende velas
pela casa toda, inundando o ar com aroma de laranja e chocolate. Despe-se e
coloca o seu robe curto vermelho e penteia os longos cabelos, olhando para si
ao espelho. Inspira profundamente e, quando resolve ir fazer um chá, ouve a
campainha.
Abre o trinco da
porta rua e espreita pelo óculo para ver quem subia as escadas. Lá estava
Marco, completamente encharcado. Diana sorri.
- Olá, Marco.
Entra!
Marco entra
sorrindo encantado, sem nada dizer. Diana puxa-o e coloca-lhe dois dedos nos
lábios, dizendo:
- Shiuuuuu. Vem
comigo. Não quero que fales. Ouve apenas o que te peço.
Coloca Marco em
frente ao grande espelho de parede que fica ao fundo da cama do seu quarto, e
olha-o por cima do ombro. Estava encantador com os cabelos a escorrer. Aquele
homem excitava-a loucamente. Dirige-se à sua aparelhagem e coloca uma música bem
calma.
- Dança para
mim. Sempre gostei da forma como dançavas. Quero que retires o que tens vestido
e calçado bem devagar, enquanto te vejo. Dança virado para o espelho e observa
como te movimentas.
Marco olha para
Diana através do reflexo do espelho e sente-se trémulo de excitação. Começa a
dar pequenos passos, a abanar de forma sensual o corpo, a sentir a música doce
e a ver a reacção de Diana. Passado uns minutos começa a desapertar a gabardine botão a botão, de forma lenta
e ritmada.
Diana sentia-se
quente, molhada, com vontade de o abraçar e puxar para a cama, mas continua a
olhar.
Quando Marco
acaba de retirar os botões deixa cair suavemente no chão o casaco molhado e, de
bóxeres, dobra-se para começar a desapertar as botas olhando nos olhos de Diana
que estavam completamente vitrificados. Notava-se claramente a erecção de Marco
e Diana não sabia se iria continuar a jogar aquele jogo tão perigoso.
Após desapertar
as botas descalça-se e vira-se para Diana abanando as ancas ritmadamente. Dança
em direcção a esta e coloca-se bem junto da beira da cama onde ela estava
sentada, ficando com a zona da pélvis
de Marco bem junto ao seu rosto.
Já se sentia a
escorrer e agarrou-se à anca de Marco, puxando-o para o seu rosto. Baixa-lhe as
bóxeres com avidez e o sexo salta erecto. Coloca-o na boca e via que Marco olhava
cheio de tesão. Chupa lentamente, beija-lhe os testículos, coloca-os na boca,
arranha-lhe as nádegas e ouve-o gemer baixinho. Geme também expressando o
estado em que se sente. Lânguida e deliciada.
Levanta-se
repentinamente e empurra-o para a cama.
Marco ajeita-se
entre as almofadas e vê Diana a sair do quarto. Expectante fica a olhar para a
porta iluminada pelas chamas das velas e esta entra com dois copos cheios de
champagne. Oferece-lhe um copo gelado, dá um golo, Marco dá outro e sente a
bebida fresca a descer pela garganta e Diana empurra-o para baixo com o seu pé
descalço. Atira-lhe o resto do seu copo para o peito, atira o robe para longe e
senta-se em cima das pernas de Marco,
Absorve a bebida
com os lábios, bebendo e chupando, parando no centro do peito, arranhando-lhe
os ombros. Marco agarra as nádegas rijas de Diana e puxa-a para cima. Queria
senti-la. Tinha uma necessidade de se sentir dentro dela. De se mexer, de ver,
de sentir, de se vir.
Mas Diana não
era a mulher que ele conhecera e esta afasta-se retirando algo da gaveta da mesa-de-cabeceira.
Não consegue perceber o que é, até Diana se aproximar do seu rosto,
vendando-lhe os olhos.
- Hoje vais
sentir sem ver. Sente apenas. Deixa-te levar pelo tacto, pelo paladar, pela
audição, pelos cheiros dos nossos corpos.
Marco sente os
lábios de Diana nos seus e acolhe-a loucamente. Abraça-a e beija-a ferozmente.
Tinha fome dela. Muita fome de a sentir. E gostava daqueles jogos.
Diana pega numa
das velas que estava ao lado da cama e entorna cera quente no peito dele. Marco
dá um salto assustando-se e Diana apenas se senta em cima dele tapando-lhe a
boca. Espalha a cera calmamente pelo peito, deixando cair pequenas gotas nos
braços, espalhando de forma suave, na barriga, nas pernas e desce até aos pés. A
sensação de calor com a adrenalina da situação fazem com que Marco diga:
- Fode-me,
Diana. Fode-me com força, mas preciso de me sentir dentro de ti.
Diana não
responde e continua a sentir o corpo de Marco nas suas mãos. Vai passando os
dedos, arranhando e beijando lentamente.
Agarra na mão de
Marco e ajuda-o a levantar-se. Coloca-se de quatro em cima da cama e coloca as
mãos dele na sua anca.
Marco toca-lhe
nas costas e penetra-a por trás, com toda a força, vigor e excitação. Será que
iria aguentar alguns minutos antes de se desfazer num orgasmo intenso?
Sente as ancas
de Diana a mexer, e toca-lhe nas mamas, apertando-a contra si. Os aromas
estavam mais intensos, laranja, chocolate e sexo… que cheiro mais excitante e
quente. Estava quase a vir-se e Diana afasta-se.
Vira-se e coloca
o sexo de Marco na sua boca, dando-lhe beliscões no rabo.
- Vou-me vir na tua
boca, Di!
Mas Diana ainda
não estava satisfeita e retira a boca.
- Hummmmmmmmm
que má estava quase – reclama Marco.
Diana beija-o e
abraça-o durante um bom bocado, mas a erecção de Marco não baixava. Empurrou-o
em direcção a uma cadeira e ajudou-o a sentar-se. Virou-se de costas e ajudou-o
a colocar o pénis no seu ânus.
- Masturba-me! –
disse-lhe Diana.
Marco agarra
numa perna dela e com a outra mão massaja-lhe o clitóris inchado.
- Hummmmmm, mais
devagar, toca-me, penetra-me com os teus dedos.
Marco continua a
estimulá-la, sentindo-a cada vez mais molhada e excitada. Acelera os movimentos
das ancas e sente o orgasmo de Diana na sua mão. Acelera o movimento e vem-se
no ânus apertado e quente. Diana continua sentada ao colo de Marco, respirando
aceleradamente, sentindo o seu pénis a diminuir dentro de si.
Levanta-se
devagar, retira o lenço dos olhos e beija-lhe as pálpebras.
- Da próxima vez
quero sexo num local público. Quero explorar-te e ser explorada, sentindo o
risco de podermos ser apanhados e vistos. Não importa onde, depois mando
instruções por mensagem. – Informa-o Diana.
- E quando nos
encontramos novamente?
- Quando eu
quiser e me apetecer. Tu és um mero objecto de prazer, Marco. Eu sou Diana a
que escolhe as presas que me apetece foder. Tu foste importante. Agora podes
sair.
Afasta-se em
direcção da casa de banho e Marco percebe que Diana voltara ao seu estado de
indiferença e vazio emocional. Já ali não estava a fazer nada. Só podia esperar
momentos de pura loucura e tesão quando esta o chamava.
Veste as bóxeres,
a gabardine e calça as botas e sai de
casa de Diana sentindo-se perdido. Não iria continuar a ser um objecto nas mãos
dos desejos de Diana. Naquele momento em que desce a escada resolve não voltar
e não ceder aos encantos e sensualidade desta. Não teriam futuro e Marco percebe
que assim sem rumo não queria continuar. Diana que tivesse outros objectos de
prazer. Marco sentia-se magoado e usado. Era pessoa e como pessoa não iria
permitir mais abusos de uma manipuladora perversa.
