Chovia torrencialmente quando saí
do comboio. Completamente encharcada entro no teu carro aquecido.
Em direcção ao mar, onde
pensávamos ver em silêncio as ondas furiosas, olhei para ti e senti uma
agradável sensação de excitação entre as pernas.
A minha mão começou a acariciar a
tua perna, subindo… tocando o teu sexo. Resmungas que assim te distraías a
conduzir, mas o meu desejo era mais ávido.
Desaperto o botão das tuas calças
e puxo o teu sexo para fora. Baixo-me, sussurrando que conduzes bem e que está
tudo controlado.
Coloco o teu sexo na minha boca,
acariciando os testículos com as mãos. Vai crescendo na minha boca e tu tentas
afastar-me para te concentrares na estrada molhada.
Mordo-te a cabeça do sexo e
recuso-me a sair.
Vou beijando, chupando,
deliciando-me com o sabor e com a forma como me sentia emergir em algo que
escorria de dentro de mim. As cuecas molhadas e um desejo que me consumia.
Fui continuando a beijar-te e fui
também acariciando o meu clitóris. Estava completamente rendida aos sentidos.
Chegamos ao parque de
estacionamento quase vazio, vidros já embaciados e tu estacionas. Assim que paras
o carro empurras o banco para trás e mandas-me abrir as pernas. Chupas-me toda…
beijas o clitóris e eu sem conseguir controlar-me venho-me na tua boca, gemendo
e sentindo todos os músculos a relaxar.
Chamas-me de sacaninha e tiras o
pénis entrando dentro de mim, beijando-me com força e alguma brutidão.
Penetras-me freneticamente,
chamando-me irresponsável, tarada. Hum… como me sabia bem ouvir-te dizer-me
essas coisas… Sinto novamente algo a escorrer, tu gemes, eu gemo, eu grito e tu
tapas-me a boca. Tão bom, tão agradável. Sinto o teu esperma a escorrer a
sentir-me completamente louca de tesão.
No parque passam uns pescadores…
olham mas nada conseguem ver. Ouvimos as gargalhadas apenas.
Nada importa, apenas o consumir
do desejo que se esbate entre beijos e sentidos.
