quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Parque de Estacionamento

Chovia torrencialmente quando saí do comboio. Completamente encharcada entro no teu carro aquecido.
Em direcção ao mar, onde pensávamos ver em silêncio as ondas furiosas, olhei para ti e senti uma agradável sensação de excitação entre as pernas.
A minha mão começou a acariciar a tua perna, subindo… tocando o teu sexo. Resmungas que assim te distraías a conduzir, mas o meu desejo era mais ávido.
Desaperto o botão das tuas calças e puxo o teu sexo para fora. Baixo-me, sussurrando que conduzes bem e que está tudo controlado.
Coloco o teu sexo na minha boca, acariciando os testículos com as mãos. Vai crescendo na minha boca e tu tentas afastar-me para te concentrares na estrada molhada.
Mordo-te a cabeça do sexo e recuso-me a sair.
Vou beijando, chupando, deliciando-me com o sabor e com a forma como me sentia emergir em algo que escorria de dentro de mim. As cuecas molhadas e um desejo que me consumia.
Fui continuando a beijar-te e fui também acariciando o meu clitóris. Estava completamente rendida aos sentidos.
Chegamos ao parque de estacionamento quase vazio, vidros já embaciados e tu estacionas. Assim que paras o carro empurras o banco para trás e mandas-me abrir as pernas. Chupas-me toda… beijas o clitóris e eu sem conseguir controlar-me venho-me na tua boca, gemendo e sentindo todos os músculos a relaxar.
Chamas-me de sacaninha e tiras o pénis entrando dentro de mim, beijando-me com força e alguma brutidão.
Penetras-me freneticamente, chamando-me irresponsável, tarada. Hum… como me sabia bem ouvir-te dizer-me essas coisas… Sinto novamente algo a escorrer, tu gemes, eu gemo, eu grito e tu tapas-me a boca. Tão bom, tão agradável. Sinto o teu esperma a escorrer a sentir-me completamente louca de tesão.
No parque passam uns pescadores… olham mas nada conseguem ver. Ouvimos as gargalhadas apenas.

Nada importa, apenas o consumir do desejo que se esbate entre beijos e sentidos.

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