terça-feira, 23 de junho de 2015

Uma questão de poder

À mesa da reunião com o outro Director da empresa, Diana começava a sentir-se cansada. A comunicação não fluía, ambos queriam impor as suas ideias sem ceder em qualquer dos pontos.
- Vasco, você é teimoso, não percebe que precisamos de recrutar mais pessoas para que esta empresa tenha mais desempenho nos objectivos a que nos propusemos?
- Diana, deixe de ser casmurra! – afirma cerrando os punhos em cima da mesa – você não me está a ouvir.
Diana levanta-se, dizendo:
- Casmurra? Agora deu em fechar as mãos, quer bater-me?
Sai pela porta, cabeça altiva e ombros direitos. Vasco olha para o seu rabo a abanar, a saia curta e as pernas longas e suspira.
Diana sente-se furiosa, mais a mais porque os profundos olhos castanhos do Vasco a despem com o olhar e sente-se sempre excitada quando tem de estar sozinha com ele em reunião.
Fecha a porta do seu gabinete, bebe um copo de água bem gelada e sente a sua tanga bem molhada. Os pensamentos divagam pela imagem do Director, pensando em como seria senti-lo nu contra o seu corpo, sussurrando e arrancando gemidos de prazer.
Apaga a luz e deixa-se envolver pelo crepúsculo da noite. Fecha os olhos, levanta a saia e começa a tocar-se. Afinal, àquela hora já todos os funcionários tinham saído. Aqueles olhos… aquela boca dele… como seriam as mãos se a tocassem.
Ouve bater à porta e endireita-se na cadeira respondendo:
- Pode entrar.
Vasco entreabre a porta dizendo:
- Desculpe, Diana, sou efectivamente teimoso e já podíamos ter isto resolvido. Vamos fazer o seguinte, convido-a para um copo e falamos de tudo menos da empresa. Vamos conhecer-nos – diz aproximando-se da mesa.
Repara que a saia de Diana está levantada e os seus olhos brilham de uma forma bem sedutora e sorri de forma malandra.
- Tem umas pernas lindas!
Diana ajeita a saia e sorri, levantando-se lentamente, caminhando bem devagar, contornando a mesa e chegando bem perto de Vasco, falando baixo e em tom suave.
- Vamos tomar um copo, sim. Acho que estamos a precisar. E você não é teimoso… somos ambos – lança uma gargalhada – creio que estamos a medir forças.
Vasco toca-lhe no braço e sente que a pele dela se arrepia. Olha para os lábios e puxa-a para si, dando-lhe um beijo bem suave, esfregando as costas com as mão, encostando-se a ela, para que sentisse o seu sexo bem duro e cheio de vontade de a possuir ali mesmo.
Calmamente Diana empurra-o e diz:
- Daqui a uma hora no Bar Sonhos de Luar.
Sai pela porta, sentindo o coração bater rapidamente a boca a queimar de desejo.
Conduz até casa, toma um banho, perfuma-se e sorri perante a ideia que lhe surgiu pelo caminho. Se Vasco queria medir forças, ela tinha um desafio a lançar-lhe. Coloca rimel nos olhos e passa um batom bem vermelho pelos lábios. Coloca uma gargantilha e uns brincos prateados e veste uma tanga vibradora preta e um vestido preto comprido bem rodado. Calça umas sandálias de salto alto vermelhas e sai de casa a sentir-se profundamente excitada.
A rua vazia àquela hora permite que respire e se acalme enquanto anda.
O bar era mesmo ao fundo da rua onde morava e lá estava o carro de Vasco à porta. Encostado a fumar um cigarro, a olhar para ela enquanto caminhava, volta a sentir-se a escorrer e a desejar sentir aquela boca e aquelas mãos. Mas não podia. O que tinha em mente era um jogo de poder e sedução.
Vasco pega-lhe na mão e deposita um beijo na palma. Ambos tremem.
Entram e sentam-se mesmo no centro do bar. A música era agradável e suave e as conversas à volta rapidamente deixaram de se fazer ouvir. Mantinham os olhos presos um no outro.
- Boa noite, o que desejam tomar? – questiona um dos empregados enquanto acende a vela da mesa.
- Que me dizes a tomarmos um copo de champagne para celebrar as tréguas? – pergunta Vasco
- Parece-me muito bem – responde Diana, esticando os pés por baixo da mesa, tocando ligeiramente nos pés dele.
O empregado afasta-se e Diana dobra-se sobre a mesa, dizendo:
- Vasco, estamos a medir forças e poder. Ambos somos Directores e temos de entrar em acordo.
- Pensei que a ideia não era falarmos de trabalho.
Diana agarra num objecto e coloca-o na mão dele.
- Vesti uma tanga com  um vibromassajador incorporado. Vai ser você a controlar a intensidade e quando ele deve vibrar. Vamos ver durante quanto tempo dura até me fazer ter um orgasmo.
Vasco sorri, afinal Diana tinha mais trunfos que ele pensava. Apetecia-lhe sexo, mas sabia que aquele não seria o dia. Se ela queria jogar, então que começassem os jogos de sedução. Olha à volta e aperta ligeiramente o botão.
Ela sente a vibração e aperta as pernas. Olha-o nos olhos e em voz baixa diz:
- Gosto disso, começo a sentir-me molhada e o melhor, você não sente, apenas eu!
Vasco sorri apenas e aumenta a intensidade. Diana salta suavemente na cadeira e o empregado chega com as taças e uma garrafa de champagne.
Ambos agradecem e Diana sente-se a escorrer. Os seus olhos demonstram bem como se sente: excitada e rendida às vibrações.
- Gostava de a poder tocar e sentir essa ratinha toda molhada. Sentir com a boca e beber daí. Diana, apetece-me mesmo… fodê-la.
- Hoje não me fode, hoje apenas me dá prazer à distância de um clique.
Sorrindo, Vasco aumenta ainda mais a vibração. Diana recosta-se na cadeira, fecha os olhos, dá um gole no copo e lambe os lábios sentindo-se num turbilhão de sentidos e prazeres.

Vasco observa cada movimento do seu corpo e fixa o seu olhar nos seios que sobem e descem descontroladamente a cada inspiração e expiração. Aquela mulher sabia impor poder. Nunca tinha estado numa situação assim e as calças ameaçavam rebentar com a forma como tinha o seu sexo teso e cheio de vontade em explodir. Bastaria uma carícia daquela mulher para que perdesse todo o controlo e esporrar-se nas calças.
Diana contorce-se na cadeira e geme baixo soltando os braços ao longo do corpo. Sorri, olha para Vasco e levanta-se dizendo:
- Venha até à porta da casa de banho.
As casas de banho ficavam atrás de umas colunas e nada se via para lá.
Ela levanta-se, rebolando os quadris e Vasco vai atrás, bebendo primeiro um enorme gole de bebida.
Junto às portas que dividiam a casa de banho, Diana agarra-lhe a mão e coloca-a debaixo do vestido e sussurra ao ouvido:
- Toque-me, sinta como me deixou.
Vasco sobe as mãos pelas pernas, sem se importar que pudesse aparecer alguém e sente a cona a escorrer. Não aguenta e agarra na mão da Diana e encosta-a ao seu duro pénis, gemendo ao seu ouvido dizendo:
- Acabei de me esporrar só por senti-la molhada e com a mão no meu canhão.
Diana sorri e afasta-se lentamente.
- Amanhã é dia de reunião. Às 9 horas conto consigo na sala de reuniões para decidirmos o futuro desta empresa.
Vasco observa-a a afastar-se sem dizer mais nada, pensando: “Ambos ganhámos, mas ainda te vou foder, ainda vais sentir este caralho dentro da tua cona saborosamente molhada, Diana”.



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sábado, 23 de maio de 2015

Entre o mato e a cama

Diana passeava todos os dias desde que fora viver para Gaia, junto ao rio Douro. Caminhava à noite, sentindo a brisa fresca no rosto e seguia a estrada escura com a luz provinda da Lua e das estrelas.

Naquela noite estava Lua cheia e Diana parou numa curva da estrada junto ao rio. Olhando à volta, sentindo-se perfeitamente segura, eleva os braços para cima e inspirou profundamente de olhos colados naquela Lua que parecia uma grande bolacha de prata. Sentia-se uma pequena feiticeira.

- Lua, desde que vim morar aqui ainda não me trouxeste alguém que se aproxime para uma boa noite de sexo. Andas a dormir? – Disse baixinho, rindo-se da sua própria loucura.

Abraçando-se, embalando-se e olhando para o céu, sentindo o aroma da água e das flores campestres, Diana recordava as suas aventuras amorosas. Sempre fora voraz e aquele mês de trabalho não lhe tinha possibilitado ir “caçar”, como costumava dizer a brincar.

Ouviu passos e olhou para trás de si. Passava um rapaz com cabelos enormes e bem escuros. Diana não tinha medo de estar em locais descampados, mas os seus sentidos aguçaram-se.

- Boa noite – cumprimentou o estranho. Está uma noite de sonho.

- Boa noite! – respondeu sorrindo. Está maravilhosa e este Douro fascina-me.

- Costumas vir aqui muitas vezes?

Hum… Seria tempo de caçar? Tinha uns olhos expressivos que se iluminavam enquanto sorria abertamente.

- Sim, desde que me mudei há um mês e que descobri este recanto tranquilo, venho respirar os silêncios da noite. Gosto do escuro, gosto dos cheiros, gosto dos sentidos que se despertam.

- E que sentidos despertam em ti?

- Isso agora – sorriu de forma bem malandra.

Pensando que estava a vestir umas calças desportivas e ténis, sentiu-se incompleta para seduzir.

- Sou a Diana

- Muito prazer, Diana, sou o Nuno.

- Está na altura de regressar a casa. Gostei muito de te conhecer.

Diana começa a andar e expectante olha para trás, mas Nuno manteve os olhos nela, sem avançar.
“Devia ter trazido saltos altos” – pensou sorrindo interiormente.

Diana tomou um banho bem quente de emersão na banheira assim que chegou a casa e aquele estranho não lhe saia da cabeça.

Deitou-se cansada, agarrou no vibrador e começou a masturbar-se com a imagem dos olhos brilhantes. Quando inseriu o objecto na vagina começou a tremer e veio-se gemendo e pensando no Nuno. De manhã acordou como se não tivesse dormido, cansada, vazia e cheia de tesão.

“Preciso de sexo e com urgência, estou a dar em maluca” – pensou

Passou o dia entre reuniões de trabalho na agência de modelos e esqueceu o que se passara na véspera.

Estava tão cansada que considerou não dar a caminhada do costume, mas algo a puxava para a rua e lá vestiu uma roupa desportiva e começou o seu passeio.

Devagar, foi andando e respirando, rodando os braços e o pescoço, soltando as tensões do dia.
Chegou à beira rio e sentou-se a contemplar a Lua. Estava apaixonada por aquele lugar com vista para o Porto e para a ponte D. Luís.

Estava tão absorta nos seus pensamentos que não ouviu passos atrás de si.

- Boa noite, Diana, que bom reencontrar-te – disse Nuno sentando-se ao seu lado.

- Olá, Nuno, nem te ouvi, estava imersa na paisagem, como se eu fosse parte dela, da cidade, do rio, das luzes, da ponte. Como se eu fosse apenas vento que passa e sente.

- Hum, tens uma forma de falar poética – sorriu Nuno.

- Somos todos poetas, loucos, pessoas que divagam.

Voltou a olhar para o rio e Nuno fixou os olhos na boca dela. Apetecia beijá-la e não sabia qual seria a reacção.

O vento começou a soprar com alguma força e Diana cruzou os braços dizendo:

- Hoje está fresco e não trouxe casaco.

Nuno aproximou o corpo dela e abraçou-a para ver como reagia.

Diana sorriu e encostou a cabeça no seu ombro forte. Ficaram imóveis a olhar para o vazio cheio de luz e quando ela levantou a cabeça, Nuno agarrou-a no rosto, com muita ternura e depositou um pequeno ósculo nos lábios.

Diana passou a língua e agarrou-se às suas costas, puxando-o para si, intensificando o beijo e brincando com a sua língua.

Nuno empurra-a para o chão, apertando os seios de Diana que começa a gemer. Levanta-lhe a camisola e beija os mamilos enrijecidos.

- Hum… que bom, gosto disso – disse Diana agarrando na cabeça dele.

Enfia a mão dentro das calças dele e sentiu como estava excitado e molhado.

- Queres foder-me? – questiona Diana.

Nuno não responde, os seus olhos brilhavam e baixou as calças dela. Desce com a boca, passando a língua pela sua barriga, afasta-lhe as cuequinhas e começa a chupá-la deixando-a cada vez mais maluca e molhada.

- Que bom – dizia. Não páres, quero vir-me na tua boca.

Nuno continuou, enfiando a língua na vagina, chupando, mordiscando os grandes lábios e Diana pede que se vire, agarrando depois no seu pénis e começando a masturbá-lo.

- Hummmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm

Nuno sente a sua boca invadida por um líquido quente e salgado e não aguenta e ejacula.

Riem-se ambos. Compondo a roupa levantam-se. Nuno agarrando na mão de Diana diz:

- Foi muito rápido. Vem até minha casa e fazemos as coisas mais devagar e com mais à vontade. Tenho sempre medo que aqui apareça alguém e não fico confortável.

Diana segue-o faminta e imaginando como seria ter aquele sexo dentro dela a consumi-la de prazer.
Pelo caminho não trocaram uma única palavra. Queriam sentir os corpos nús, o prazer sem ser no meio do mato.

A casa de Nuno era perto e sobem ao último andar. Assim que entram Diana depara-se com uma vista maravilhosa sobre Gaia, sobre o Porto e sobre o rio.

Havia uma varanda enorme com uma mesa. Diana agarrou na camisola do Nuno e puxou-o com força. Beijou-o e disse:

- Quero que me beijes novamente a cona. Quero sentir essa boca gostosa a explorar-me. Mas depois quero que me deites num colchão e quero fazer-te vir na minha boca também.

Despem-se apressadamente e a roupa voa para o chão.

Nuno olha pela janela e diz:

- E se alguém vir? Esta varanda é muito exposta.

- Se vir pode gostar do que vê – responde Diana rindo.

Deitou-se na mesa, virando e deixando cair a cabeça ligeiramente, observando as cidades.

Abrindo as pernas, colocando os pés em cima da mesa, lambendo os lábios disse:

- Chupa-me toda!

Nuno não se faz rogado e mergulhou a cabeça entre as pernas de Diana. Esta contorceu-se e gemeu bem alto.

- Shiuuuuuuuuuuuu – diz Nuno, os meus vizinhos são uns chatos e daqui a pouco chamam a polícia.
- Cala-te e chupa-me a cona. Os vizinhos que venham foder aqui também!

Nuno voltou a sentir o calor da vagina e esquece o barulho, absorvendo o cheiro, a humidade, sentindo o seu sexo mais duro que nunca.

Diana empurrou-o e levantou-se.

- Onde é a tua cama?

Nuno pega-lhe na mão e leva-a para um quarto bem escuro. Acende um candeeiro de sal e fica a observar a respiração ofegante dela.

Diana empurra Nuno para cima do colchão e senta-se em cima do rosto dele.

- Chupa agora e depois eu já trato de ti.

Nuno adorava que se sentassem em cima do seu rosto com a vagina e sente-se cada vez mais abrasado. Fervia, queria sorvê-la toda até à alma, dar-lhe prazer, sentir que ela estava a desfrutar.

Diana mexia-se o que o deixava ainda mais agitado. Queria comê-la toda!

Quando Diana sente que o orgasmo é eminente, levanta-se e mandou-o deitar-se.

Chupando o pénis ainda sussurra:

- Que caralho tão bom!!!

Beijou-o para sentir o gosto de ambos os sexos na boca e desceu até mordiscar os mamilos dele, o abdómen e mordeu também lentamente a cabeça do pénis.

Nuno sentiu-se quase no ponto de se perder numa ejaculação, mas Diana percebe e pára. Dá-lhe uma estalada com força e diz:

- Controla-te! És homem ou não?

Nuno olha aborrecido, mas Diana voltou a beijá-lo e começou a beliscar os mamilos dele. A princípio estranhou a dor, depois começou a gostar. Mordeu-lhe o pescoço com força e agarrou nas suas mãos. Junto à cama havia uma t-shirt no chão. Apanhou-a e atou-lhe as mãos à cabeceira da cama.

Sentou-se em cima do pénis e disse:

- Agora és meu e vais fazer tudo direitinho. Só te vens quando te der permissão!

- Sou teu? Que merda é esta? – começou a sentir-se assustado.

- Agora, neste momento, quando for embora és tu, agora obedeces

Diana sentou-se e começou a cavalgar em cima dele. Passando as mãos e apertando as próprias mamas, ofegando, começou a abrandar.

Roçava-se apenas, devagar, tão devagar que o seu clitóris já escorria sobre o pénis dele. Sentia que se queria vir, queria sentir a esporra quente na cona que tremia de prazer.

- Prepara-te que quero que te esporres todinho! Sente a minha cona a apertar-te.

Nuno sentia, mas sentia também as mãos de Diana à volta do seu pescoço e estava a ficar sem respirar. Diana percebeu e aliviou a pressão. Roçando e empurrando aquele lindo caralho lá para o fundo da sua cona, disse:

- Vem-te agora!!!!!!!!

E ambos sentiram uma explosão de cheiros e líquidos, de tesão, loucura e prazer.

Diana levantou-se e Nuno perguntou:

- Onde vais?

- Vou para minha casa. Agora és livre novamente.

- Voltamos a ver-nos? – questionou Nuno.

- Nunca se sabe, eu acredito no destino. Sou voraz em sexo, não me satisfaço apenas com um homem. Não tenho relacionamentos, tenho noites ou dias quando me apetece com quem me apetece. Talvez nos encontremos. Talvez não! Adeus Nuno, és delicioso na cama, o teu sexo deixou-me completamente louca.

Desatou-lhe a t-shirt, depositou um beijo nos lábios dele, virou-se e saiu sem ruído.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Noite quente e inesperada na Invicta


Estava uma noite bem amena, comparativamente aos dias de frio que antecederam a semana.
Diana, sentada à beira do rio Douro, maravilhava-se com as luzes de Vila Nova de Gaia. Sentia-se em paz, sentia-se livre, alegre, descontraída. Passada uma semana de intenso trabalho, nada melhor que libertar a mente e deixar apenas os olhos vaguear sem se fixarem em absolutamente nada em concreto.
O céu reluzia com tantas estrelinhas brilhantes e uma Lua pendurada bem alto e bem redonda e cheia. O ruído à volta de Diana pouco era sentido de tão abstraída que estava.
Uns braços rodearam os ombros dela, assustando-a e fazendo com que desse um salto. Estava tão compenetrada no vazio que nem se apercebera que Filipe a tinha chamado várias vezes.
- Olá, Filipe, desculpa, estava presa dentro das imagens lindas deste rio tão mágico, nem senti que estavas a chegar.
Ele riu-se e dá-lhe um beijo em cada face.
Bebem um vinho à beira rio e resolvem caminhar um pouco.
- Queres vir até lá a casa? Há uns filmes engraçados que passam hoje na televisão e a malta saiu. Estaremos à vontade para conversar e ver televisão.
Diana pisca os olhos ofuscada por um carro que descia a rua com os máximos ligados. Desequilibra-se e é agarrada por uns braços fortes mas gentis. Olhando para o rosto de Filipe, Diana fixa o seu olhar dentro daqueles olhos que transbordam emoções, estados de espírito e desejo. Estaria a ver bem? Estaria a receber a mensagem certa?
- Quero, vamos! Está a apetecer-me sentar num local sem ruído.
Subindo devagar, entre brincadeiras e muitas gargalhadas, chegam a casa.
Os degraus eram inúmeros e nunca mais chegavam ao topo da escada. Diana ia à frente e sentia que Filipe observava o ondular do seu vestido negro e comprido, as suas nádegas que se abanavam em cada levantar dos pés. E isso estava a deixar Diana extremamente excitada, o que seria de loucos, uma vez que eram amigos e não queria perder essa amizade. Devia ser imaginação sua! Na volta nem estava a ser observada.
Ao entrar em casa, Diana volta-se para pedir um copo de água, quando Filipe a agarra, empurra contra a parede e a beija, levantando o vestido e passando as mãos nas pernas. Que tesão lhe provocou esta situação! Diana sentia-se inundar entre as pernas, queria sentir mais e mais aqueles beijos, aquele corpo, aquelas mãos.
Agarra-se e aprofunda o beijo, mas Filipe tinha outros planos. Vira-a contra a parede, sobe o vestido e puxa-lhe as pequenas boxeres para baixo. Beija-lhe as nádegas e enfia dois dos seus dedos pela vagina, provocando um gemido bem alto, uma vontade de ser penetrada, explorada, fodida por aquele homem!
Diana mexe-se, querendo virar-se, querendo agarrá-lo, mas ele intensifica a força contra a parede e apenas diz:
- Não te mexas, não fales, não faças absolutamente nada.
Baixa as calças, retira o pénis e enfia-o no ânus dela. Diana contorce-se com dor, mas Filipe não pára e aprofunda-se dentro dela. Empurra-a ligeiramente para a frente, colocando as mãos contra a parede. Diana agarra-se às mãos dele e deixa de sentir dor, apenas desejo, apenas vontade de gritar. Geme alto e ele dá-lhe uma palmada no rabo.
- Shiu! Eu disse que não falas e não fazes nada. Não te quero ouvir!
Entrando e saindo com o seu poderoso pénis, Filipe sente o orgasmo a chegar e pára. Sai de dentro dela e agarra-lhe nas mãos. Conduz Diana até à casa de banho e abre a torneira. Despe-a com carinho, despe-se e entrando na banheira puxa-a lá para dentro.
- Vou dar-te um bom banho e depois vou foder-te na cama! Quero-te sentir agora de outra forma. Estava cheio de fome de ti, não aguentava mais na rua sem te possuir.
Filipe pega numa esponja e em gel de banho e ensaboa-a dos pés à cabeça. Diana pega depois na esponja e faz-lhe o mesmo, largando tudo quando chega ao seu pénis, acariciando-o com as mãos, sentindo-o quente, grande, duro.
Passam os corpos por água e embrulham-se na toalha.
Ao chegar ao pé da cama, Filipe retira ambas as toalhas e atira-as para longe. Abraça-a e beija-lhe o pescoço, os lóbulos das orelhas, mordicando lentamente, suavemente. Descendo, passa a lamber os mamilos rijos e Diana empurra-o para o colchão fofo e macio. Também queria beijá-lo, passar as mãos, sentir aquele corpo a vibrar.
À medida que ia explorando, colocou uma das mãos de Filipe na sua vagina.
- Sente, sente como me molhas, como me fazes ficar cheia de tesão. Masturba-me, gosto tanto!
Filipe masturba-a e vira-se em cima dela, passado uns instantes. Diana coloca o seu pénis na boca e sente a boca dele na sua vagina. Enquanto se beijavam nos sexos, gemiam, sentindo cada vez mais tesão, mais vontade de mais e mais preliminares.
- Filipe, ou paramos ou venho-me na tua boca! Não estou a aguentar mais.
Ao tentar sair, Filipe agarra-lhe as nádegas e continua com a sua língua a trabalhar os grandes lábios, o clitóris inchado. Diana sente umas contrações, crava as unhas nas costas dele e deixa que o orgasmo venha e escorra pela boca dele.
Filipe sorri e vira-se.
- Agora é a minha vez. E quero que te venhas mais vezes. Quero foder-te e ser fodido, quero dar-te prazer e ter prazer.
Colocando-se em cima de Diana, passando a língua pelos lábios, beija-a com sofreguidão, entrando rapidamente naquela coninha tão molhada e tão quente. Acelera os movimentos e sussurra-lhe ao ouvido:
- Quero que essa cona me aperte bem o caralho, que me inunde tanto quanto te vou inundar de esporra quente!
Diana geme, perdendo-se entre estas palavras e o sentir daquele corpo tão gostoso e quente.
Abraça com as penas as costas de Filipe, deixando que ele acelere os movimentos, sentindo-se perder completamente numa volúpia maravilhosa.
Beija-lhe o pescoço, crava as unhas pelas costas abaixo e puxa-o para si.
- Diana vem-te comigo! Quando quiseres, estou a perder o controlo!
- AGORA! – grita ela entre ondas de outro orgasmo que a percorre dos pés à cabeça.
Num orgasmo conjunto, ambos respiram apressada e ofegantemente.
Filipe sai de cima dela, tapa-os e abraça-se num gesto de ternura.
Acabam por adormecer agarrados e em paz, sentindo o pulsar da vida em cada célula, o renascer do prazer dentro dos sonhos.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

No escuro do cinema... tudo acontece!

O vento estava tão forte que Diana tremia de frio, apertando os braços contra o peito, junto à porta do centro comercial, onde iria ver um filme com um amigo recente.
Como grande parte dos seus encontros, Paulo era um daqueles amigos das redes sociais, mas um amigo com o qual se identificava em variados aspectos. Paulo era um homem com conversa fácil e agradável, mas acima de tudo, gostava de sexo. Tinham planeado umas marotices na sala e Diana estava um pouco ansiosa.
Desde que tinham começado a falar que Diana sentia-se desperta na sua sexualidade, na sua sensualidade, nos seus desejos enquanto mulher ardente que era. Diana tinha parado uns tempos com os seus encontros fortuitos, decidido explorar o silêncio, o estar longe de tudo e de todos. Mas aquele homem tinha conseguido despertar o lado animal dela, o lado de mulher, de sensualidade e paixão, de desejo.
Apesar do frio, Diana sentia algo entre as pernas. Algo que lhe era familiar e que despertava quando se sentia excitada, sentia-se cada vez mais húmida, mais desejosa de concretizar o prazer. Apertando as pernas, disfarçadamente, olhava à volta, expectante. O filme começava em breve e detestava entrar atrasada.
- Diana?
Olha para o lado e lá estava Paulo com um sorriso enorme.
- Olá, Paulo – respondeu sentindo um rubor ligeiro
Deram um abraço e Paulo pregou-lhe um ósculo nos lábios. Diana sentia-se presa aos olhos dele. Agarrando-a pelo braço entraram no centro comercial e na sala quase vazia do cinema. O filme já tinha estreado há bastante tempo e pouca gente estava a assistir.
Sentados na última fila, as luzes foram apagadas e o filme começa.
Paulo pega na mão de Diana e coloca-a no seu sexo. Ela olha para o seu rosto na penumbra e percebe como está ofegante e desejosa de senti-lo. Afaga-o ligeiramente e retira a mão. Com ar maroto, desaperta as calças e puxa o sexo para fora. Ele coloca o casaco em cima das pernas e desliza com a sua mão pelas pernas de Diana, levantando o seu vestido e acariciando as suas pernas. Ela geme ao sentir a sua mão a explorar, abre bem as pernas e deixa que ele a penetre com os dedos. Tudo ao redor deixa de ser ouvido, apenas se sente uma necessidade crescente de prazer. Diana acelera os movimentos com a mão e baixa-se, retirando o casaco e colocando a boca naquele pénis duro e bem erecto. Sugando devagar, chupando, deleitando-se, gemendo. De olhos fechados sentia cada vez mais prazer, mais vontade de ser enterrada por aquele sexo tão delicioso.
Paulo retira a mão da vagina e levanta a cabeça da Diana. Beijando-a, sentindo os sabores misturar-se levemente, tranquilamente, suavemente, numa dança de línguas e líbidos exaltadas. Olhando à volta nota que está tudo tranquilo na sala. Diana queria aquele sexo rapidamente dentro de si, deixando inundar-se por ondas de deleite.
Levantando o vestido comprido, Diana afasta as cuecas e senta-se ao colo dele, sentindo-o penetrar fundo, empurrando as ancas contra os bancos, pressionando, gemendo ao ouvido, sentindo que o orgasmo estava a chegar rapidamente tal era o seu estado de excitação.
Dando uma mordidela ligeira no lóbulo de Paulo, sussurra:
- Vou-me vir, vem-te também, quero sentir essa esporra dentro de mim!
Paulo perde o controlo e vem-se, derramando o seu leite quente dentro da vagina da Diana.
- Esse teu caralho fez-me perder o controlo – disse-lhe ao ouvido. Quero desforra numa outra altura, com mais tempo, mais preliminares, mais tudo!
Sentia-se escorrer, queria mais, sentia-se gulosa, mulher, deusa, tarada, sexual, sensual.
O filme nem ia a meio e ambos repousavam as cabeças nas cadeiras. Beijam-se, tocando novamente nos corpos um do outro, sem se importarem com nada, apenas o sentir das mãos e o despertar da loucura!
Diana levava morangos para partilhar. Paulo agarra na caixa e retira um para fora. Ajoelha-se no chão e abre as pernas dela, inserindo o morango na sua vagina, mordendo e despertando novamente para novas ondas de prazer. Come o morango e beija-a no clitóris, inserindo os dedos na vagina novamente quente e a escorrer. Esfrega com a língua, morde ligeiramente, Diana empurra a cabeça dele, gemendo bem baixinho, puxando os cabelos de forma suave. Mexe-se na cadeira e Paulo dá-lhe uma ligeira palmada na perna dizendo para ficar quieta.
Aquela ordem, naquele tom, deixou Diana mais acesa e aquela língua que sabia bem onde tocar, leva Diana a sentir um orgasmo imensamente grande, derramando para a boca de Paulo o seu néctar vaginal.
Limpando a boca, Paulo beija Diana que suspira profundamente no silêncio dos sentidos.
Saindo do cinema, afastam-se, cada um para seu lado, apenas sentindo os corpos satisfeitos, saciados.
Não havia mais planos, mas ambos sentiam que havia ainda algumas outras fantasias a realizar.


  




quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Entre a arte, o fogo e o desejo

Luís inspirava-se nos sons da terra, das pessoas, dos animais para criar as suas obras. Mergulhava os seus olhos no mar, nos rios, nas nuvens em busca de azuis. Ouvia a chuva e retinha no seu coração o arco-íris. A cada olhar uma pincelada numa tela, que nada mais era que um espelho da sua alma. A cada batimento cardíaco uma nova cor, uma nova emoção. As suas mãos muitas vezes tocavam e levantavam terra em busca de vermelhos, de castanhos, de amarelos, de cinzas. Ao inspirar o vento, vinham os verdes que tinham passado pelas folhas. Por todo o lado cores de formas infinitas e tons sublimes. Em cada rosto com que se cruzava uma expressão, um mistério atrás de um pensamento não revelado.
De manhã, ao sentir o cheiro do café, novas ideias revolviam a sua mente. Criava dentro de si o dia, a vontade de passar para a tela todos os sonhos da noite.
Gostava de estar sozinho, inspirando-se em musas que nada mais eram que desejos expressos em cores e formatos diversos.
Ouviu a campainha e levantou-se da mesa, deixando o café a fumegar.
Abrindo a porta, a sua amiga Mila pingava debaixo da chuva forte. Luís afastou-se para que entrasse e foi buscar uma toalha grande para a ajudar a limpar as gotas da água. O seu cabelo a escorrer parecia uma cascata turbulenta. O seu rosto vermelho, um pedaço de fogo da lareira…
A lareira! Empurrando Mila para a sala, deu-lhe uma manta, dizendo:
- Despe essa roupa molhada e senta-te a secar. Vou buscar-te um café quentinho.
Enquanto Luís foi à cozinha, ela deixou cair as roupas encharcadas no chão, virando-se nua para a lareira quente. Gostava da sensação do frio do corpo em contraste com o calor que vinha da lenha, do cheiro a caruma, das cores fortes.
Sentia o olhar de Luís atrás de si, e estava a adorar. Ouvia a sua respiração, a chuva a bater nas janelas e desejava que Luís a agarrasse e a fizesse gemer nos seus braços. Eram amigos há anos, mas nunca se tinham envolvido sexualmente. No entanto, naquele momento, Mila sentia-se com vontade de quebrar tudo e deixar-se mergulhar naquela boca, naquele corpo quente.
Mila vira-se e vê o olhar dele a percorrer o seu corpo, a sua respiração notoriamente mais apressada.
Avança e pega na chávena de café. Bebe um pouco e passa com a língua pelos lábios, de uma forma tão suave e lenta que percebe que Luís engole em seco. Sorri para ele, com um olhar bem maroto e estende a mão.
- Estou com frio, Luís, mas com umas ideias de me aquecer, se me ajudares.
Este dá um passo em frente, agarrando a sua mão, puxa-a para si e abraça-a, sentindo a sua pele suave e fria. Beija-a vagarosamente no pescoço, nos ombros, sentindo o seu sexo erguer-se de forma poderosa e intensa dentro das suas calças.
Mila geme alto, adorando a sensação e pensa em algo que gostaria de fazer com o seu amigo. Afasta-se dele e vai à cozinha. Abrindo um dos armários, retira umas tabletes de chocolate. Pega em duas caçarolas e leva-as para junto da lareira. Numa delas coloca uma tablete de chocolate preto e na outra, duas de chocolate branco.
Vira-se lentamente, levantando os braços para se aninhar no corpo de Luís e diz-lhe ao ouvido:
- Coloca umas mantas no chão e deita-te. Hoje vou pintar-te o corpo com as minhas mãos.
Mila retira-lhe a camisola, beijando-lhe a barriga bem devagar, passando as mãos por cima da cabeça dele, atirando a roupa para o chão. Subindo com a boca, mordisca-lhe os mamilos enrijecidos. Beija-lhe os lábios num ósculo bem demorado, desapertando o cinto e as calças. Baixando-se, vai deixando escorregar as calças devagar, passando com a língua na parte inferior do abdómen, nas pernas, tão lentamente que Luís quase não se consegue conter, sentindo vontade de a atirar ao chão e possuí-la sem demoras.
De bóxeres, Mila olha avidamente para o sexo erecto e sente um desejo a consumir-lhe as entranhas.
Empurra-o para cima das mantas quentes do chão e pega numa das caçarolas. Envolve os dedos em chocolate e começa a passar pelo peito do Luís. Rabiscos que se transformam numa árvore cheia de galhos e sabores. Leva os dedos à boca de Luís, que os chupa cheio de tesão e desejo. Continua a pintar o corpo, alternando os castanhos com os brancos e misturando as cores. Luís sentia os dedos suaves, o cheiro do chocolate, a sensação de calor no corpo, misturada com o desejo.
- Hummmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm – geme Luís – Quero foder-te, agora!
- Shiuuuuuuuuuu – diz Mila – Calma, sente apenas.
Cobrindo-lhe o corpo todo de chocolate, entre desenhos e sensações de prazer, começou a lamber desde os pés, até ao pescoço, passando a boca, a língua, as mãos que esborratavam os desenhos, encostando as mamas ao corpo latejante de Luís, entre gemidos e a pressa do prazer a ser consumido.
Luís ergue-se, agarra nos restos das caçarolas e envolve-lhe as mamas, chupando-as, tocando-lhe no sexo que escorria, sentindo-se cada vez mais tonto e com vontade de a penetrar. Resolve entrar no jogo de Mila, fazendo tudo com muita calma e lentidão.
Vira-se, colocando-se por cima de Mila, deixando que esta acolha na sua boca o seu pénis bem rijo e cobrindo-lhe os grandes lábios vaginais com a sua boca cheia de chocolate. Toca-lhe com a língua no clitóris e sente-a a tremer. Chupa-a com gosto, com desejo, com surpresa. Sente o cheiro do prazer, da mistura de um orgasmo que se aproxima com o cacau.
Puxa-a para cima dele e enterra-se bem no fundo da vagina.
- Quero que essa cona goze bem o meu caralho!
Mila apenas gemia, sussurrando:
- Não páres, quero sentir a tua esporra dentro de mim, quero o teu calor, o teu desejo. Fode-me! Força! Enterra-te mais.
Puxa-o pelas nádegas, sentindo-se perder-se num orgasmo em forma de gemidos e gritos amordaçados pelo pescoço que sugava em doce delírio. Luís não aguenta e vem-se, enterrando a sua língua na boca de Mila. Absorvendo os cheiros, as cores, as sensações.
Deitam-se lado a lado, de mãos dadas e sentem o sono vir ao som do crepitar da lenha, sujos de chocolate e satisfeitos, surpreendidos e cansados. A chuva continua a cair, ajudando a embalar dois pequenos mundos artísticos num sonho tranquilo.




segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Sexo junto à lareira

O tempo muda, começa a chover e desejo que chegues depressa.
Acendo a lareira e fico a ouvir o crepitar da lenha… relaxo. A campainha toca, entras e cobres a minha boca com a tua. Gemo, sinto-me a ficar molhada, excitada. Abro a boca para falar, mas tapas-me os lábios.
Puxas-me para o chão, para o tapete felpudo em frente à lareira. Tiras a minha roupa uma por uma e quando tento ajudar-te a despir, prendes as minhas mãos num lenço sedoso.
Abres as minhas pernas e beijas-me o sexo… ao som da lenha a queimar sinto-me invadida pelo prazer. Quero mexer-me e imobilizas-me, tocas-me pelo corpo todo, beijando, passando as mãos. Agarras no meu cabelo e puxas-me contra os teus lábios… tocando-me nos genitais de forma meiga, sabendo onde eu gosto que toques.
Sabes que estou quase a perder o controlo… sentes que estou quase a vir-me… aceleras os movimentos dos dedos na vagina, no clitóris, a tua língua contra a minha… e eu não aguento e desfaço-me entre gemidos e tremores na tua mão, na tua boca, na tua língua. Uma cascata de puro prazer escorre.
Cobres-me com uma manta, sem nenhuma palavra proferida desde que entraste, sorris e sais devagar pela porta.

Adormeço satisfeita, mas claro... com vontade de mais. 

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A Janela de Chat Errada


A semana estava plena de sol e calor. O Outono mais parecia um Verão tardio. No escritório, Cristiana entretinha-se de manhã a ler as novidades no feed de notícias do facebook, antes de começar o seu trabalho pendente.
Uma janela de chat salta. Cristiana espreita e lê “vemo-nos?”. Quem seria aquele Pedro? Nunca antes se tinham falado. Provavelmente nem tinham reparado que estavam “amigados” no mundo virtual.
Cristiana responde, com a sua boa disposição:
“Onde?”
“Desculpa, ahahahaha. Não era para ti, mas pode ser”.
Cristiana que gosta de provocar aproveita a dica:
“Se pode ser, tens de me dizer onde nos encontramos para nos vermos. Poderia ser até no vão de uma escada escura e sentir apenas o corpo”.
“Tenho uma pessoa amiga que vive num prédio onde não há luz nas escadas. Parece-me bem. Domingo?”
“Hum… parece-me bem também. Vai saber a mel”
Trocam números de telefone. Cristiana percebe que Pedro gosta de sexo, assim como ela.
Nessa tarde, Cristiana impulsiva resolve ligar e ouvir a voz do Pedro. Conversam um pouco, sentem a voz um do outro e quando desligam, Cristiana pingava de desejo.
Envia uma nova mensagem pelo facebook, dizendo:
“Adorei a tua voz… estimula. Quero-te aqui na escada do trabalho, em breve, antes de Domingo. Quero sentir os teus lábios, a tua tesão, as tuas mãos a entrar pela minha vagina, a tocar nas minhas mamas.”
Pedro responde passado um pouco:
“Estás com pressa… estamos curiosos. Amanhã vou aí”.
Nessa noite Cristiana masturbou-se na cama a imaginar como seria estar encostada a um vão de escadas, a ser penetrada por um estranho com voz profunda. Chegou ao orgasmo em poucos minutos e adormeceu satisfeita.
No dia seguinte tomou um banho rápido, olhou para o seu corpo totalmente depilado e vestiu umas calças de ganga e uma blusa.
Chegando ao trabalho repara que Pedro está online.
“Vemo-nos?”
Pedro responde:
“Daqui a pouco passo aí”.
Cristiana cheia de sono desce para o café e repara que um rapaz vem a subir a rua. Olha para cima e pega no telemóvel. Ela chama-o e convida-o para um café.
Conversam e riem-se das palhaçadas um do outro. Passado um pouco levantam-se e dirigem-se para o prédio onde Cristiana trabalha.
Encostam-se ao vão da escada e Pedro toca nos seios dela.
- Hummmmmmmmmmmmm.
Cristiana toca no sexo rijo de Pedro e encosta a boca à dele, beijando-o e desejando ser ali devorada naquele instante.
Guia a mão dele para que sinta a sua vagina que escorria de prazer e retira o seu pénis masturbando-o e gemendo de prazer. Queria colocar as calças no chão, erguer as pernas e sentir aquele membro enorme dentro de si.
Ouvem a porta da entrada e afastam-se, tapando-se disfarçadamente e conversando. Entra um sujeito que sobe as escadas e quando ouvem a porta fechar agarram-se lânguidos num beijo que não os satisfazia só por si.
Masturbam-se mutuamente, gemendo, Cristiana sentindo o orgasmo eminente e Pedro a ejacular para o chão, completamente perdido nos sentidos da líbido.
Riem-se e despedem-se.
Vão conversando pelo facebook e Cristiana sente-se feliz por ter conhecido alguém que gosta de sexo, mas que não se quer prender. Ela estava farta de homens carentes que se colam e querem viver apaixonadamente a vida inteira.
Cristiana pouco tinha vivido em liberdade e agora queria disfrutar da vida quando e com quem quisesse, sem ter de dar satisfações e sem pensar num futuro. O momento é o AGORA e o prazer é no AGORA.
Que bom haver pessoas de mente livre que apenas estão quando querem e se entenderem. Nada de regras, nada de compromissos.
Cristiana ficou a pensar que gostava de voltar a saborear aquele Pedro um dia… apenas sentir o seu sexo dentro dela e apenas isso: sexo casual com sabor a mel.

Afinal… a janela errada tinha-lhe trazido um prazer imensamente louco!