quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Um momento com poucas palavras

Chovia imenso e o vento soprava com toda a intensidade. As nuvens escuras do céu escondiam o Sol e o azul. A cor predominante era o cinzento e o aroma que pairava era de terra molhada e desejo.
Daniela tinha combinado encontrar-se com Rui e estava expectante. Podia ser apenas um momento, mas teria de ser perfeito. Quando pensava em Rui, Daniela sentia-se a escorrer de volúpia e luxúria. As mãos dóceis e hábeis de Rui despertavam os sentidos libidinosos de Daniela, a boca suave que sabia onde tocar e despertar levava-a ao mundo do prazer… Rui era quente, muito quente e os sentidos eram despertados até mesmo pelo simples pensamento.
A Daniela tinha algumas fantasias na cabeça. Afinal, todo o ser humano as tem e muitas vezes não as revela nem as vive.
Há uma semana atrás Daniela tinha enviado uma sms a Rui dizendo:
“Ola sedutor estará um táxi à porta da tua loja no próximo Sábado às 15 horas. Confia e vem ter comigo para umas horas de loucura e paixão” Rui respondeu afirmativamente por sms.
Nesse Sábado, Daniela tomou um banho prolongado, passou um hidratante pelo corpo e escolheu um vestido preto curto e uma gargantilha prateada. Colocou rímel nos olhos e nada mais. Calçou umas sandálias de salto bem alto e saiu de casa alegre e leve.
Rui devia estar a entrar no táxi e Daniela sentia o coração acelerado. Queria que ele tivesse uma tarde especial.
O táxi deixou Rui à entrada de um pequeno prédio e o motorista disse-lhe que devia subir e que ali seria conduzido até à sua amiga.
Subindo umas escadas de madeira cobertas com um tapete vermelho vivo, Rui encontra um senhor à sua espera que silenciosamente o encaminha para uma sala onde uma mesa cheia de velas e pétalas de flores o aguardava. Um cesto com morangos maduros salpicado de mirtilos e um bule de chá e duas chávenas de porcelana ocupavam o resto da pequena mesa. Sente-se um mistério no ar. Rui olha à volta e não encontra ninguém. Onde estaria Daniela?
Senta-se numa das cadeiras junto da mesa, enquanto uma música suave começa a tocar e abre-se uma porta. Lá estava Daniela, com os olhos brilhantes e o peito a encher loucamente. Rui olha-a de cima abaixo e Daniela sente-se novamente quente perante aquele olhar que a despe.
- Olá, gostas deste lugar? - Pergunta Daniela com um sorriso rasgado
- É estranho estarmos aqui. – Afirma Rui com um sorriso maravilhoso
Sentam-se e comem os morangos acompanhados com o chá de jasmim.
Daniela toca-lhe sedutoramente na perna e diz:
- Apeteces-me imenso. Da última vez fomos interrompidos e hoje ficamos num lugar seguro. Vou mimar-te, cuidar de ti, levar-te à loucura. A surpresa que preparei não acaba aqui.
Pega num morango e coloca-o lentamente na boca de Rui. Tinha uma boca tão bonita e uma língua que sabia mexer e provocar.
Bebem o chá e Daniela pega na mão de Rui.
Sobem mais um lanço de escadas e Daniela abre uma porta com uma chave.
Um pequeno quarto com paredes negras e uma cama enorme coberta de branco. Velas pelo chão, pelas pequenas mesas do quarto e a janela completamente fechada. Ao fundo, uma casa de banho igualmente preta e branca com um jacuzzi borbulhante ligado e cheio de jogos de cores.
Daniela puxa Rui e encosta-o à parede. Beija-o lentamente, muito suavemente nas pálpebras dos olhos e abraça-o, sentindo o seu corpo vibrar. Sente os lóbulos das orelhas com a língua e passa as unhas devagar pelas suas costas. Puxa-o pelas nádegas, querendo sentir como estava excitado. Roça-se bem devagar à medida que os seus beijos vão sendo mais intensos, despe-lhe a t-shirt e dá-lhe pequenas mordidelas no seu peito. O seu odor natural inebria-a.
Rui sente como o corpo de Daniela está cada vez mais quente e ela cada vez mais excitada e faminta dele.
Daniela agarra na mão de Rui e coloca-a na sua vagina. Estava sem nada vestido por baixo da roupa. Sente o seu calor, a sua humidade e roça os dedos pelo clitóris que incha ao seu toque.
Rui puxa o vestido para cima e atira-o para o chão. Daniela agarra-se ao cinto de Rui e puxa-lhe as calças até ao chão, aproveitando para colocar na sua boca o seu sexo rijo e saboroso. Este homem fazia Daniela sentir-se safada.
Levantando-se, Daniela puxa a mão de Rui e entram no jacuzzi.
Daniela senta-se em cima de Rui e olha dentro dos seus olhos em silêncio. Adorava mergulhar no seu olhar, sentindo a essência dele. Era uma pessoa tão doce e com um coração tão grande…
Rui ajeita-se e coloca o seu sexo dentro de Daniela. Sentem a água a toda a volta e abraçam-se, tocando nas costas um do outro. Daniela passa as mãos pelos braços de Rui e começa a mexer as ancas. Empurra-se contra Rui para sentir o sexo bem no seu interior. Beijam-se tocam-se de forma doce e sem pressa. As suas mãos vão percorrendo ambos os corpos, excitando-se e provocando delírios. Acabam por se vir em simultâneo e entre gemidos prolongados.
Saem da água e Daniela ajeita Rui na cama. Pega num frasco de óleo e começa a dar-lhe uma massagem bem sexy. Começa pelos dedos dos pés, subindo pelas pernas, coxas e nádegas. Bem devagar, Rui vai relaxando e ao mesmo tempo sentindo-se novamente excitado pelo toque no seu rabo. Daniela toca-lhe no ânus e massaja-o de forma bem lenta. Passa mais óleo pelas mãos e braços e massaja as costas fortes e suaves. Passa para os ombros e pescoço e começa novamente a descer. Agarra nos testículos e massaja-os longamente, sentido o seu pénis rijo e quente… muito, mas mesmo muito quente.
- Rui vira-te!
Rui vira-se de barriga para cima e Daniela volta a passar óleo, sentando-se em cima do seu sexo, ajudando-o a penetrá-la.
- Acaricia-me o clitóris, quero sentir-te todo, todo, todo.
Rui acaricia-a e passado um pouco empurra-a e vira-a de costas contra a cama.
Beija-lhe o clitóris, os grandes lábios, fazendo com que Daniela se arrepiasse de prazer e tesão. Ele sentia-a imparável, a tremer, a contorcer-se contra a sua boca, a gemer e a sussurrar:
- És quente e gostoso, mais, beija-me lá dentro, come-me, devora-me!
Rui beija-a e Daniela puxa-o para que ele se virasse em cima dela. Acolhe o seu pénis na sua boca e chupa-o cheia de vontade de sentir e dar prazer.
Rui vira-se e penetra-a de forma selvagem, puxando as nádegas e as pernas de Daniela para cima, para que esta o sentisse bem enterrado nas suas profundezas escaldantes.
Acabam por se vir, gemendo e gritando, absorvendo o orgasmo entre beijos de puro prazer.
Aninham-se um no outro, olhando-se satisfeitos. Abraçam-se e sentem o calor e o coração a bater.
O momento passado fora muito especial e cúmplice. Poucas palavras foram trocadas, ambos sentiam que aquele momento tinha sido de extrema loucura, desejo e paixão. Os silêncios da alma gritavam por sexo, fantasia e entrega.