quinta-feira, 11 de setembro de 2014

De mortal a Deusa Diana

Diana subia a Avenida da Liberdade apressadamente com os phones nos ouvidos. Havia dias em que a música a ajudava a relaxar, mas naquele dia nada fazia efeito. Já estava atrasada e irritada pelas horas passarem.
Tinha-se separado de Marco há um ano e tinham combinado jantar essa noite. Nunca tinham sido felizes no casamento, com muita falta de comunicação e interacção um com o outro. Porque raios Marco a tinha convidado para jantar e porque tinha ela aceitado? É certo que ele fora um grande amor na vida dela, mas como as coisas não funcionaram decidiram não voltar a ver-se.
Subindo em direcção à Praça da Alegria, entra no seu pequeno apartamento, despe-se e toma um banho bem quente.
Marco não sai do seu pensamento. O cabelo louro, os profundos olhos azuis, os ombros largos que a acolhiam no sofá…
Resolve vestir-se a rigor. De caçada ia passar a caçadora. Iria honrar o seu nome. Diana era a deusa da caça. Nem que fosse por uns momentos, Marco iria perceber como Diana estava poderosa e confiante.
Diana escolhe um sutiã preto em conjunto com uma tanga fio dental de cabedal. Veste uma saia curta rodada vermelha e um top preto bem justo. As caminhadas fortaleceram-lhe os músculos das pernas e estava bronzeada pelo Sol. Passa um hidratante no corpo e coloca um pouco de sombra e rímel nos olhos. Perfuma o corpo todo com um aroma de côco, calça umas sandálias de salto alto e sai para a rua.
Marco tinha escolhido um restaurante romântico ali perto e podia ir a pé. Pelo caminho sentia os olhos dos homens a cravar-se no seu corpo. Afinal, Diana estava a sentir-se confiante e isso transbordava no seu rosto e no seu andar. 

Entra no restaurante, todo semi-escuro. Apenas velas iluminavam o ambiente e os casais apenas olhavam nos olhos uns dos outros. Assim que entra, Marco aparece ao seu lado:
- Estás mais bonita agora que há um ano atrás. Deixa-me olhar para ti.
Diana levanta o rosto e sustenta o olhar, sem timidez, sem mostrar qualquer emoção.
Marco dá-lhe um beijo na testa e leva-a para uma mesa num cantinho.
- Deves estranhar porque te liguei. Tenho pensado em ti, muito mesmo, e quis saber como estavas. Pelo que vi estás fantástica.
Diana fechou a boca com força, sabia que ele tinha tido um relacionamento há bem pouco tempo. Mas hoje ela era a deusa e saberia o que fazer.
- Tu também estás fantástico. Fiquei contente por ligares.
Pediram uma garrafa de vinho verde fresco e os olhares cruzavam-se. Ambos pareciam famintos e surpreendidos de se ver.
A conversa foi decorrendo de forma tranquila e fluindo durante todo o jantar, apreciando as saladas frescas que ambos tinham pedido, com queijo de cabra, frutos secos e muitas verduras.
Como Diana não tinha por hábito beber rapidamente se sentia cada vez mais descontraída e risonha. Marco deliciava-se a contar-lhe algumas peripécias com os sobrinhos e saboreava o riso fácil da sua companhia.
Os olhos de Marco brilhavam e Diana percebia as mensagens subtis. Descalçou uma das sandálias e começou a passar na perna dele. Ao ver o sorriso de surpresa, foi subindo o pé até sentir o seu sexo já rijo. Olhando à volta, repara que ninguém olha para ninguém. Sorri languidamente para Marco e repara na longa toalha vermelha até ao chão, escorrega da cadeira e posiciona-se debaixo da mesa. As mãos de Marco perscrutam à volta, mas Diana dá-lhe uma palmada. Desaperta o cinto das calças e começa a chupá-lo ali mesmo. Marco tenta novamente agarrar Diana, e esta novamente lhe dá uma palmada na mão. Sente que a respiração acelera. Diana está em controlo da situação e sente-se lindamente.
Marco agita-se na cadeira e Diana sente que está praticamente descontrolado. Sai de baixo da mesa e senta-se a sorrir na cadeira. Marco olha surpreso e pergunta:
- Queres matar-me de desejo? Vamos para algum lado?
Diana levanta a mão e pede a conta. Saem do restaurante e Diana conduz Marco até sua casa. Sobem as escadas e Diana encosta Marco à parede afirmando:
- Vais fazer tudo o que eu quero. Como eu quero e como eu disser. Entendido?
Marco acena com a cabeça e entram em casa.
Diana pega num lenço negro e venda Marco. Ajuda-o a chegar ao quarto e empurra-o para cima da cama de ferro. Pega numas algemas e prende-lhe os pulsos à cabeceira da cama.
- Que estás a fazer Diana?
- Calado! Não vês, não mexes sem eu avisar, não dás opinião. Apenas vais fazer o que eu mandar e nada mais.
Marco encolhe-se ligeiramente. Estaria Diana louca?
Deixando Marco sozinho no quarto vai até à cozinha e retira uns cubos de gelo do congelador. A deusa entraria em acção com toda a pujança.
Começa por passar gelo nos tornozelos dele, passando a boca de seguida. Marco encolhe-se e Diana bate-lhe nas pernas. Depois sobe os cubos pelas pernas e coxas e imobiliza-o com o seu corpo. Gelo e língua iam arrefecendo e aquecendo o corpo de Marco. Ela sentia-o a tremer, a vibrar. Jamais tinha tomado controlo na cama. E ele parecia estar a gostar.
Passa-lhe gelo pelos abdominais e novamente o sente tremer. Coloca a boca no sexo erecto e o gelo num dos mamilos. Marco geme e contorce-se. Diana percebe claramente o que ele deseja, mas ainda é cedo… muito cedo.
Larga o sexo e continua com o gelo e a língua até ao pescoço. Rodeia os mamilos um de cada vez com a língua e coloca-lhe o resto do gelo na boca. Beija-o longamente dizendo:
- Está na hora de me satisfazeres.
Retira a roupa atirando-a para longe da cama e senta-se em cima do pénis de Marco.
- Hummmmmmmmmmmmmmmmm – geme Diana – Vais foder-me toda. Faz força nas pernas e enterra-te. Quero sentir esse sexo ardente bem no fundo da minha cona.
Marco finca os pés e enterra-se no fundo de Diana. Esta roça-se e vai tocando no peito dele enrolando os dedos nos pelos e puxando com alguma força.
- Tira-me as algemas e a venda, Diana, quero tocar-te, quero ver-te.
Diana dá-lhe uma estalada na cara e manda-o calar-se. Sentia-se tão poderosa que o orgasmo não tardou em chegar.
Levanta-se e Marco reclama:
- Onde vais? Diana? Então? Que se passa? Ouvi-te gemer, senti a tua coninha a ficar molhada. Diana?
Diana sussurra-lhe ao ouvido:
- Queres-te vir é, querido?
- Sim, quero. Diana, estou super excitado. Estás demais, mulher!
Diana diz baixinho:
- Mais logo… agora vou tomar um banho e já volto.
- Mas… Diana volta aqui.
Marco contorce-se na cama mas não consegue soltar-se. Ouve a água a correr na casa de banho e sente-se algo assustado. Diana nunca fora assim, era tão submissa e doce. Que estaria a aprontar?
Diana sai do banho, enxuga-se cuidadosamente e vai à cozinha fazer um chá.
Veste um pequeno e curto robe e pega na caneca de chá e senta-se ao lado da cama. Desvenda Marco e diz abrindo as pernas nuas:
- Olha para mim. Olha bem para mim. Achavas que eu era a mesma? Não, Marco, a Diana agora é deusa, não se submete. Manda! Queres, gostas?
Marco olha-a de cima abaixo, fixando o olhar na vagina de Diana pede:
- Vem, possui-me, bate-me, faz o que quiseres, mas vem para cima de mim
Diana bebe calmamente o chá.
- Ainda não percebeste que eu vou quando eu quiser?
Acende a televisão e fica a olhar para uma série que costuma ver todas as semanas.
Marco fica quieto, apreciando a silhueta e a mulher que Diana estava a demonstrar ser.
A série acaba e Diana desliga a televisão dizendo:
- Agora vou dormir. Já me saciei e tu vais para tua casa. Se quiseres vir outro dia liga-me, talvez tenha disponibilidade.
- Diana deixas-me louco e depois não acabas as coisas?
Diana ri às gargalhadas.
- Já não sou aquela que conheceste. Gostas, queres, vem à luta. Mas só quando eu quiser.
Marco é solto e sai azamboado. Tinha gostado da experiência e queria mais. Queria diferente. Queria Diana, aquela mulher que comandava.

Será que Diana ia aceitar estar novamente com o ex-marido? Sentia que não. Fosse como fosse, aquela noite despertou em si desejo que nunca sentira por aquela afinal estranha mulher.