Nesse dia o Sol
estava abrasador. Sofia escorre com o calor que sentia. À porta do estádio do Sporting
ligava ao Manuel. Do outro lado apenas o silêncio. Tinham combinado dar um
passeio por Sintra, onde por certo estaria bem mais fresco e agradável.
Sofia olha à
volta à procura de sombras. Mas o Sol alto da hora de almoço teimava em não se
deixar ofuscar por locais mais frescos.
Toca o telefone
e Sofia olha à volta. Lá estava Manuel a comer um gelado bem à sua frente, com
ar fresco e descontraído. Sofia já não se lembrava de como ele era charmoso,
alto e como caminhava com confiança. Uma gota de suor cai da testa e Sofia
arrepia-se.
Ambos se tinham
conhecido no facebook há alguns anos e passado por alguns momentos de flirt. Os anos foram passando e tinham
resolvido ver como se sentiam novamente juntos por algumas horas. Depois de se
picarem no chat, combinaram aquele
encontro. O destino era Sintra, numa pequena manor house que os iria acolher durante a tarde.
Descem ao
estacionamento do parque do estádio e entram no carro do Manuel. O ar
condicionado rapidamente faz efeito refrescando o ambiente. Sofia começa a
reclamar do frio excessivo. Aumenta-se a temperatura e tranquilamente a
conversa decorre.
Chegam a Sintra
e entram na casinha amorosa que se ergue bem junto da Vila. Fazem o check-in e visitam a casa. São avisados
que esta está assombrada pelos antigos donos, mas que a energia é boa. Se
tivessem medo de fantasmas seria uma chatice! A aragem corria pelas portadas
das janelas abertas e realmente sentia-se uma história em cada pedaço da casa.
Mas uma história de alegrias e esperanças.
Sobem ao quarto
e Sofia fica a ver a paisagem da Serra de Sintra. Os seus olhos perdem-se pela
magia que sente. O céu bem azul as cores das casas em contraste com o verde da
serra. Inspira profundamente e quando olha para o quarto Manuel está deitado e
nu risonho. Sofia senta-se na cama e observa o corpo trabalhado dele.
Manuel
levanta-se e diz:
- Vou tomar um
banho. Quando vier estás nua?
- Vamos ver –
responde Sofia rindo-se. Precisava de estímulos, queria que fosse Manuel a despi-la,
beijando-lhe o corpo enquanto as roupas iam caindo ao chão.
Enquanto ele
entra no banho, Sofia despe-se, ficando com boxeres e babydoll. Toda vestida de
negro, deita-se na cama esperando que o banho acabasse.
Manuel sai do
banho e vem deitar-se na cama.
- Toca-me aqui
na perna – diz guiando a mão de Sofia para as coxas. Este local é agradável de sentir.
Depois toca-me nos testículos e no pénis. Beija-me o sexo!
“Hum… mandão…
vamos lá” - pensa Sofia
Começa a
acariciar as coxas de Manuel, dando-lhe beijos pelos mamilos, descendo para o
abdómen, sentindo os pelos do peito… tocando nos testículos e começando a
sentir a erecção cada vez mais intensa.
Manuel
levanta-se da cama.
- Vamos ver as
pessoas da rua. Anda para a janela.
Sofia levanta-se
excitada, uma nova experiência. E se os vissem? Agradava-lhe a ideia.
Sofia abre as
portadas da janela, observando as pessoas que passam lá fora. Manuel abraça-a
por trás e penetra-a por trás. Aquela paisagem e o ar perfumado com as carícias
à mistura fazem com que Sofia comece a escorrer. Mexem-se ritmadamente arfando,
gemendo, transpondo patamares de loucura profunda.
Manuel agarra a
mão da Sofia e leva-a para a cama. Empurra-a de frente para o colchão e
novamente a penetra por trás dizendo:
- Toca-te. Quero
que te masturbes ao mesmo tempo.
Puxa-a
ligeiramente pelos cabelos acrescentando:
- Estás a
portar-te mal…
Aquelas palavras
e o gesto dele ainda aumentam mais a excitação de Sofia que se toca ao mesmo tempo
que sente as mãos de Manuel pelo corpo todo. Sente a vagina a tremer enquanto
goza todo o prazer do sexo e do momento.
Manuel empurra-a
para a cama e deita-se de lado. Sofia tenta beijá-lo, mas ele fecha os olhos e
fecha-se. Compreende que Manuel não quer beijos. Será por não haver sentimento
e ser apenas algo primário? Não insiste e continua, sentindo apenas a falta de
uma língua na sua boca. Sofia é beijoqueira e adora sentir o calor das bocas
que se colam.
Manuel sai de
dentro de Sofia e acaricia-lhe o clitóris. Sofia quer mais, quer sentir o sexo
duro e erecto dele.
- Manuel vem
para dentro de mim. Quero sentir-te, comer-te, devorar-te, foder-te!
- Vamos dar uma
volta à vila agora e já voltamos.
Sofia sente-se
gelar por dentro. Tanta tesão e uma vontade de se vir intensamente e Manuel
quer passear. Controla a vontade e levanta-se.
Manuel entra
novamente no banho e convida-a a entrar também. Será que era no banho que o
esperado orgasmo e concretização do momento se daria?
Tomam um duche e
nada de sexo. Sofia sentia as entranhas a chamar, a desejar, a querer mais e
mais.
Vestiram a roupa
e saíram. Lá em cima o castelo dos mouros, imponente e cheio de história de
batalhas passadas sobressaia entre o verde e o pintalgado de mil cores das
rochas e das flores.
Decidem ir ao
castelo passear.
A subida íngreme
e a falta de preparação física de Sofia fazem com que Manuel num instante
chegue à entrada e que Sofia fique para trás a observar toda a paisagem, as
flores e plantas do caminho, o piar dos pássaros e o azul intenso do céu.
O castelo é
rodeado por granitos rosa, cheios de feldspatos que brilham intensamente ao
Sol, árvores imponentes que viveram a história de tempos passados. Flores e
cheiros compõem o resto. Sente-se a paz e a magia… magia que pode ser vista em
cada pedaço de céu, de terra de gente que por ali passa. Já é fim de tarde e o
castelo está quase a fechar. Poucas pessoas passeiam por ali.
Manuel estava à
entrada à espera, bebendo água e observando também a paisagem.
Entraram no
castelo e subiram mais escadas. Sofia apenas pensa que a descida será bem mais
fácil.
Numa das torres
desertas, Manuel agarra Sofia e baixa-lhe os corsários. Encosta-a à parede de
pedra e penetra-a olhando-a dentro dos olhos. Apenas olha, sente. Os olhos
frios tentam ler lá dentro, tentando decifrar o desejo. Como noutros tempos,
nos tempos dos mouros, um homem e uma mulher apenas se saciam em forma de sexo.
Nada mais. O instinto básico somente.
Sofia escorre
novamente de tesão. O castelo, o facto de poderem ser vistos excita-a
imensamente. Rapidamente sente o orgasmo e Manuel vem-se de seguida. Respiram profundamente.
Ali sim, muito oxigénio que entra, muito relaxamento que se sente e paz. E
prazer delirante e louco.
Ambos saciados
puxam a roupa para cima e saem do castelo. Conversas triviais vão ocorrendo
enquanto descem.
Fazem o
check-out do quarto e retornam a Lisboa. Manuel ainda segue para o norte e
Sofia fica.
Foi bom… mais um
momento de luxúria e prazer. Momentos apenas que podem ou não repetir-se. A
ambos pouco importa. Viver o agora e o desejo foi importante, mas não ocupa o
pensamento com vontade de saber se mais para a frente haverá novo encontro.
Sofia apenas
sente a falta da boca e da língua que não provou. Ambos são gelados no que
concerne a emoções e sentimentos desses momentos que pouco mais que o sexo
importa.
Uma pergunta
fica apenas na cabeça de Sofia. Porque não terá Manuel partilhado beijos? Mas
depois se desvanece, ficando apenas o gosto do prazer da tarde em Sintra.
