O tempo muda, começa a chover e
desejo que chegues depressa.
Acendo a lareira e fico a ouvir o
crepitar da lenha… relaxo. A campainha toca, entras e cobres a minha boca com a
tua. Gemo, sinto-me a ficar molhada, excitada. Abro a boca para falar, mas
tapas-me os lábios.
Puxas-me para o chão, para o
tapete felpudo em frente à lareira. Tiras a minha roupa uma por uma e quando
tento ajudar-te a despir, prendes as minhas mãos num lenço sedoso.
Abres as minhas pernas e
beijas-me o sexo… ao som da lenha a queimar sinto-me invadida pelo prazer. Quero
mexer-me e imobilizas-me, tocas-me pelo corpo todo, beijando, passando as mãos.
Agarras no meu cabelo e puxas-me contra os teus lábios… tocando-me nos genitais
de forma meiga, sabendo onde eu gosto que toques.
Sabes que estou quase a perder o
controlo… sentes que estou quase a vir-me… aceleras os movimentos dos dedos na
vagina, no clitóris, a tua língua contra a minha… e eu não aguento e desfaço-me
entre gemidos e tremores na tua mão, na tua boca, na tua língua. Uma cascata de
puro prazer escorre.
Cobres-me com uma manta, sem
nenhuma palavra proferida desde que entraste, sorris e sais devagar pela porta.
Adormeço satisfeita, mas claro... com
vontade de mais.

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