sexta-feira, 15 de agosto de 2014

No Comboio entre estações vazias tudo pode acontecer

Joana entrou no comboio a correr em cima do apito. Estava de partida e não lhe apetecia nada ficar a esturricar ao calor, na estação, à espera do comboio seguinte.
Lá ia Joana a caminho das praias ter com uma amiga que a esperava na estação. O dia estava quente, mas na carruagem rapidamente se respirava de alívio. Bem dito ar condicionado.
Sentada à janela, a carruagem levava apenas um passageiro, jovem como ela, que lia distraidamente um livro. O revisor passa, valida os bilhetes e segue para a carruagem seguinte.
O rapaz era interessante e Joana olhava pensando que parecia um autêntico deus do Olimpo. Aparentemente alto, pernas cruzadas, cabelo escuro. Deve ter sentido o olhar intenso de Joana, levantando os olhos do seu livro, sustentou também o olhar. Estranho, Joana que era tão desinibida, sentiu aquele olhar entrar dentro de si. O jovem olhou-a dos pés à cabeça, sorrindo com ar maroto.
Joana suspira e pensa que deveria ter sido mais discreta a olhar. O rapaz fecha o livro e continua a olhar. Joana sorri de volta e ele levanta-se, cumprimentando-a suavemente e pedindo licença para se sentar ao seu lado.
Apresentou-se como sendo o Mateus e disse que também ia dar uma volta, pensar em fugir das rotinas. O comboio ia avançando, parando na estação seguinte onde ninguém entrou nessa carruagem.
O silêncio instalou-se, sendo algo nada desagradável, apenas se ouvindo a respiração de ambos. Estranha sensação química que se desenrolava ali e se sentia em cada inspiração.
Mateus colocou uma das mãos em cima da mão da Joana que descansava na perna. Joana olha e Mateus aproxima-se, um perfeito estranho de olhos profundamente verdes parecia querer beijar Joana. A boca pára lentamente perto dos lábios de Joana e os olhos não se desviavam dos olhos dela, esperando um qualquer sinal. Joana fecha os olhos e inspira profundamente. Mateus apodera-se da boca de Joana, abrindo suavemente os seus lábios com a língua, fazendo com que esta corasse de prazer.
Joana toca no peito de Mateus e abraça-o, puxando-o para si. Mateus continua a beijar Joana, seguindo com as mãos o seu rosto, depois o contorno do pescoço, descendo pelos ombros e começando a sentir uma das mãos que lhe prendia o pescoço num intensificar do beijo e outra a acariciar um dos seios por cima da blusa suave.
Joana geme baixinho e Mateus coloca a mão por dentro da blusa, puxando-a para cima, tocando com a sua mão suave um dos seios. Joana geme mais alto, esquecendo onde estava e se apareceria alguém. Mateus sente o bico da mama a inchar de prazer e coloca a boca onde tinha estado a mão a acariciar. Joana sente-se escorrer… Sente vontade de mais.
Acaricia as costas de Mateus, puxando a sua t-shirt para cima e encostando o seu peito ao dele. Mateus sussurra ao ouvido de Joana: “Quero foder-te aqui mesmo!”
Mateus sobe a longa saia de Joana e retira-lhe lentamente a tanga do bikini sentindo as pernas enquanto descia com as mãos, acariciando-a, deliciando-a com o toque suave, nunca desviando o olhar do rosto de Joana.
Mateus senta-se, abre o fecho das calças e espera pela reacção de Joana. Esta estremecendo de desejo, escorrendo pelas pernas já não aguentava ficar quieta.
Toca nas cuecas de Mateus, sentindo algo quente, duro… hummmmmmmmm. Com olhar maroto, retira o sexo das calças e beija-o. Agarra na mão de Mateus e coloca-a no seu próprio sexo, ajudando-o a perceber onde gostava de ser tocada. Mateus encosta-se, esticando as pernas, olhando à volta. Não se via ninguém. Mateus sentia que Joana não iria aguentar muito tempo até ter um orgasmo, mas queria que se aguentasse. Retirou a mão, levando com um “continua” desesperado. Não! Mateus queria outras coisas, queria que Joana aguentasse mais um pouco.
Joana levanta a saia e senta-se ao colo de Mateus, sentindo o seu sexo a inchar dentro dela. Mexe-se a um ritmo suave, dançando e sentindo de olhos fechados. Mateus agarra na anca de Joana e puxa-a, fazendo com que se apresse, enterrando-se mais fundo e mais rapidamente. Joana sente que o orgasmo está mesmo a chegar e sussurra: “vem-te comigo”. Mateus crava-se com mais intensidade dentro da Joana e perde o controlo vindo-se pouco depois de Joana cravar as unhas nas suas costas dizendo: “estou-me a vir”.
Mateus e Joana olham nos olhos. Pela janela já se via a aproximação da estação onde Joana ia sair.
Joana compõe a saia, agarra na mala e despede-se com um ósculo suave de Mateus.
Desce da carruagem corada, sem olhar para trás, sabendo que aquela história nunca seria contada a ninguém, mas que também nunca mais veria Mateus.

Que experiência mais estranha. Dois estranhos que se olham e se consomem entre estações de comboio vazias. 

1 comentário:

  1. A Joana anda por aí. Uns dias de comboio, outras de autocarro, outras de metro, outras de carro. A Joana vai para muitos lugares, nomeadamente mergulha intensamente num lugar chamado imaginação. Pode ser que lá se encontrem :)

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