Maria voltou
para o seu gabinete para poder organizar o seu dia. Tantos projectos em mente e
não se conseguia concentrar.
Pelo vidro
conseguia ver Lucas a conversar no corredor com uma das secretárias. Riam.
Pelos vistos não era a única que se derretia com o seu sorriso e olhar.
Passou as mãos
pelo cabelo, suspirando. Tinha mesmo de se focar no trabalho. Pegou nos
cadernos e começou a ler. Pouco depois batem à porta.
- Olá, Maria.
Posso entrar?
Maria levanta a
cabeça devagar e depara-se com Lucas à porta.
- Claro, Lucas,
entre. Em que posso ajudá-lo?
Lucas entra e
encosta a porta atrás dele.
- Preciso mesmo
da tua ajuda, Maria. Combinámos ir buscar-te à noite, mas não sei o teu
endereço. Assim vai ser difícil – disse rindo-se com aqueles dentes
imaculadamente brancos numa boca tão sexy.
Maria estremece
e dá-lhe um cartão com os seus contactos.
- Quero-te
deslumbrante! – disse Lucas abrindo a porta e saindo.
Maria segue-o
com o olhar e pensa no que se está a meter. Com tanta coisa para fazer e Lucas
tinha de voltar a desconcentrá-la.
Como a tarde se
arrastava e o trabalho não progredia, Maria arruma as coisas e resolve ir para
casa tomar um banho bem quente e preparar-se para a noite.
Desce novamente
no elevador, desta vez sozinha e conduz até à sua residência.
Quando entra em
casa larga a mala no chão, o casaco, começa a despir a camisa, a saia, o sutiã,
as cuequinhas, deixando um rasto até à casa de banho. Abre a torneira e entra
na banheira. Passa o gel vagarosamente, cantando em voz baixinha. Maria adorava
cantar no banho. Lava o cabelo e deixa-se ficar uma meia hora deitada a sonhar
alto.
Sai da água já
fria e embrulha-se na toalha. Seca-se, passa um creme hidratante pelo corpo e
pega no frasco de perfume favorito. Perfuma-se atrás das orelhas, na nuca, na
barriga, nos joelhos, nas curvas atrás dos joelhos.
Passa um creme
pelo rosto, coloca rímel e olha-se ao espelho. Tinha uns olhos expressivos, mas
um ar cansado. Não gostava de colocar base, por isso decidiu-se colocar uma
sombra cinzenta brilhante e passar um eyeliner preto.
A caminho do
quarto repara nas roupas que deixara no chão. Apanha-as e coloca-as no cesto da
roupa suja.
No quarto olha
para o guarda roupa. Escolhe um corset vermelho e preto e veste uns boxers
vermelhos. Um vestido preto sem alças que realçava o seu peito foi colocado em
cima da cama.
O coração batia
frenético. Estaria deslumbrante com aquela roupa, como o Lucas lhe tinha
pedido? Maria não saía há uns tempos num encontro. O trabalho sobrepusera-se à
sua vida pessoal.
Resolve colocar
o vestido de uma vez por todas e olhar-se ao espelho. O reflexo agradava-lhe.
Estava bem assim. Não estaria perfeita, mas bem.
“Que insegurança
parva” – pensou a sentir o batimento cardíaco.
Como ainda era
cedo, retira o vestido e liga o PC. Vai ao youtube procurar uma música que
goste e deixa-se ir, de olhos fechados, dançando e movimentando-se ao som calmo
que ia ecoando pela casa. Deixa-se ir, relaxando, dançando, respirando
profundamente, utilizando uma das técnicas que tinha aprendido para baixar o
stress.
Depois desse dia
e após os exercícios de respiração começa a sentir sono. Deita-se na cama, deixando
que a música suave percorresse todas as células do seu corpo. Adormece
tranquilamente.
Acorda quando
faltavam apenas 20 minutos para as 22 horas. Salta da cama e corre para o
espelho. O seu cabelo ondulado brilhava à medida que o ajeitava. Veste o
vestido e retoca a maquilhagem. Coloca um batom vermelho, um colar de pérolas
vermelho comprido e uns brincos a condizer.
Na cozinha, uma
jarra cheia de rosas dá-lhe uma ideia. Começa a despetalar as rosas e coloca as
pétalas espalhadas da entrada da casa até ao quarto. Atira algumas para cima da
cama e acende um incenso. Se viessem para casa da Maria, acenderia as inúmeras
velas num cenário romântico e sensual.
Ouve a
campainha. Três toques suaves e ritmados. Vê Lucas pelo vídeo porteiro e
diz-lhe que vai descer.
Olha no espelho
do elevador e pensa que já não é nenhuma adolescente para estar tão ansiosa.
Lucas, na porta
da entrada, estava maravilhoso, calças pretas, blazer preto, camisa rosa claro.
Acompanhado daquele sorriso que derrete qualquer mulher, oferece-lhe uma rosa
vermelha escura e dá-lhe um beijo no rosto, dizendo:
- Vamos, Maria, tenho
reserva num local especial. Estás deslumbrante como esperava.
Maria baixa os
olhos e caminha ao seu lado até ao carro de Lucas. Onde a levaria a jantar?
- Onde vamos
jantar, Lucas?
- Shiu, confia
em mim. – Responde Lucas.
Lucas conduz até
à beira-rio e dá-lhe a mão levando-a para um restaurante resplandecente, com
velas em todas as mesas.
Sorri e afasta
uma cadeira para que Maria se sente.
- O que gostas
de comer? – Pergunta Lucas
“Eu nem fome
tenho, comia-te a ti aqui mesmo” – pensa, mas diz:
- A esta hora
uma salada de frutos do mar com um vinho a acompanhar.
Lucas faz um
sinal e um empregado aproxima-se da mesa. Faz o pedido e olha intensamente para
Maria.
- Maria, Maria… és
tão linda. Quero que esta seja uma noite especial.
- Lucas,
agradeço-te o convite, o local é muito agradável.
Chega a comida,
ambos comiam salada temperada com iogurte e bebem um vinho suave. Apenas se
olham, sem palavras. Maria resolve ser mais activa e descalça um dos sapatos. A
longa toalha não deixava ver o que se passava debaixo da mesa. Toca nos pés de
Lucas e acaricia-lhe a perna bem devagar. Lucas sorri e diz apenas:
- Com esse ar de
anjo, mas esse sorriso maroto deves ser uma mulher quente. Estou doido por te
sentir.
Acabam a
refeição e dirigem-se novamente ao carro.
- Na tua casa,
ou na minha? – pergunta Lucas
- Na minha,
claro! – responde Maria lembrando-se como tinha deixado tudo preparado.
Pelo caminho
Lucas coloca a mão na perna da Maria, acariciando-a e deixando-a louca.
Assim que
estacionam e saem do carro, Lucas encosta a Maria ao carro e beija-a.
- Sentes como me
deixas? – pergunta encostando-se às ancas da Maria.
-
Hummmmmmmmmmmmm – geme Maria – anda, vamos subir.
Assim que entram
em casa, Lucas beija novamente Maria, que se esquiva e pede que aguarde uns
momentos. Pega num isqueiro e acende as velas. Lucas fica à porta olhando a
casa e as pétalas do chão.
Um aroma suave
percorria o ar, a Maria deixava-o louco de tesão.
Maria volta e
diz que está tudo pronto.
Lucas agarra-a com
força e despe-lhe o vestido deixando-o no chão. Olha para o corpo, para o seu
corset e diz:
- Deixas-me
louco, não sei porquê. Nunca senti isto antes, acredita.
Maria agarra-lhe
a mão e leva-o em direcção ao quarto. Ajuda-o a despir-se, deixando a sua roupa
em cima de uma cadeira. Começa a beijar-lhe os olhos bem devagar. Lucas geme
apenas. Beija-lhe o nariz, as maçãs do rosto e dá-lhe uma ligeira mordidela na
orelha. Começa a tocar-lhe nas costas com as mãos, a puxá-lo para o sentir e
vai deixando a língua correr o seu peito, detendo-se nos mamilos. Como Maria
gostava de os sentir na boca.
As mãos ávidas
de Lucas puxavam-na em direcção à cama, mas os planos eram outros. Fincou os
pés no chão e disse-lhe que ficasse quietinho. Foi descendo com a língua,
beijando a barriga plana de Lucas, tocando-lhe nas nádegas. Colocou a boca no
seu sexo erecto e brincou com as mãos nos testículos, apertando-os,
massajando-os e depois chupando-os.
Continuou a
descer, sempre beijando e lambendo o corpo dele e rapidamente o empurra para a
cama. Lucas estava de olhos fechados, sentindo apenas. Maria puxa-lhe a mão e
diz:
- É a tua vez.
Dá-me prazer. Beija-me, toca-me, devora-me.
Lucas despe o
corset e os boxers e beija-a na boca. Depois vira-se, coloca a boca nos
grandes lábios inchados de Maria e começa a chupá-la. Maria agarra no sexo dele
e vira-o num 69 perfeito. Beijam-se longamente no sexo, Maria contorcendo-se,
Lucas gemendo.
De repente Lucas
levanta-se e agarra Maria colocando-a ao colo dele. O sexo penetra-a, deixando-a
louca de prazer, sentindo os líquidos que lhe escorriam da vagina.
Abraçam-se,
gemem, gritam. Movimentos lentos, mas ritmados, até que ambos sentem o orgasmo
de Maria e Lucas apressa-se.
Caem na cama,
transpirados, exaustos de prazer.
Maria levanta-se
e vai buscar dois copos de vinho branco à cozinha. Lucas parecia ter adormecido.
Deixa um dos copos em cima da mesa de cabeceira e atira com outro ao peito de
Lucas que dá um salto de surpresa. Maria chupa o peito coberto de vinho e
diz-lhe:
- Aqui não se
dorme, aqui fode-se e tem-se prazer.
Lucas ri às
gargalhadas pensando como ela era ávida. Bebe um golo de vinho e recosta-se nas
almofadas.
Maria agarra no
colar de pérolas e embrulha-o à volta do pénis. Escorregava ainda de toda a
lubrificação do sexo que tiveram. Começa a estimular o sexo dele e rapidamente
Lucas volta a sentir uma enorme erecção. Maria continua a mexer no colar e no
pénis e beija-o dizendo:
- Não querias
comer-me? Então, come-me já!
Lucas salta em
cima de Maria e agarra-lhe as mãos. Penetra-a bruscamente e olha-a dentro dos
olhos.
- Desta vez
quero ver nos teus olhos o teu orgasmo, Maria.
Enquanto a vai
penetrando, mexendo-se, toca-lhe com os dedos no clitóris. Maria abana a
cabeça, treme e Lucas diz:
- Anda, cabrita,
queres tanto, vem-te. Estou a foder-te como querias, não é?
Maria perde-se
naquelas palavras e sente um enorme orgasmo absorvido pelo olhar de Lucas.
Lucas afasta-se
e deita-se dizendo:
- É tarde,
cabrita, gozaste bem. Vou andando.
Foi como se um
balde de água gelada caísse em cima dela. Pensava que ele iria ficar ali até
mais tarde.
Apenas disse:
- Tudo bem Lucas,
acompanho-te à porta. Fazes bem em ir descansar.
Lucas sai e
Maria deita-se na cama pensativa e exausta. O homem era realmente divinal na
cama, mas porque teria saído com tanta pressa?
Acaba por
adormecer e no dia seguinte acorda sorridente e a horas para se aprontar para o
trabalho.
Chega à empresa
e Lucas já lá estava, novamente ao pé da outra administrativa que sorria.
- Bom dia,
Lucas. Bom dia, Isaura. – Cumprimenta.
- Bom dia, Maria
– respondem ambos.
Maria entra no
seu gabinete e a conversa lá fora continua com imensos risos e muita química.
Durante o dia
todo Maria esperava que Lucas entrasse e lhe dissesse alguma coisa.
Ao fim da tarde
Maria vê Lucas a sair muito coladinho à Isaura em direcção ao elevador a
sussurrar-lhe ao ouvido e a sorrir. Sente uma pontada no peito e deixa cair as
lágrimas. Tinha sido apenas um objecto nas mãos daquele homem tão intenso.

Pois é! Depois de se experienciar a cannabis alguém continuará a apreciar o tabaco? Por isso é que eu me fico pelo macinho de cigarros diário...
ResponderEliminarA Cannabis pode ser utilizada até para fins terapêuticos. O tabaco nem tanto. Há fármacos elaborados com cannabis que são melhores por exemplo para o controlo da ansiedade que certos fármacos comuns. O tabaco aumenta a ansiedade, a cannabis diminui. Sim, João, é melhor ficar pelo tabaco.
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