terça-feira, 19 de agosto de 2014

Depois do elevador...



Maria voltou para o seu gabinete para poder organizar o seu dia. Tantos projectos em mente e não se conseguia concentrar.
Pelo vidro conseguia ver Lucas a conversar no corredor com uma das secretárias. Riam. Pelos vistos não era a única que se derretia com o seu sorriso e olhar.
Passou as mãos pelo cabelo, suspirando. Tinha mesmo de se focar no trabalho. Pegou nos cadernos e começou a ler. Pouco depois batem à porta.
- Olá, Maria. Posso entrar?
Maria levanta a cabeça devagar e depara-se com Lucas à porta.
- Claro, Lucas, entre. Em que posso ajudá-lo?
Lucas entra e encosta a porta atrás dele.
- Preciso mesmo da tua ajuda, Maria. Combinámos ir buscar-te à noite, mas não sei o teu endereço. Assim vai ser difícil – disse rindo-se com aqueles dentes imaculadamente brancos numa boca tão sexy.
Maria estremece e dá-lhe um cartão com os seus contactos.
- Quero-te deslumbrante! – disse Lucas abrindo a porta e saindo.
Maria segue-o com o olhar e pensa no que se está a meter. Com tanta coisa para fazer e Lucas tinha de voltar a desconcentrá-la.
Como a tarde se arrastava e o trabalho não progredia, Maria arruma as coisas e resolve ir para casa tomar um banho bem quente e preparar-se para a noite.
Desce novamente no elevador, desta vez sozinha e conduz até à sua residência.
Quando entra em casa larga a mala no chão, o casaco, começa a despir a camisa, a saia, o sutiã, as cuequinhas, deixando um rasto até à casa de banho. Abre a torneira e entra na banheira. Passa o gel vagarosamente, cantando em voz baixinha. Maria adorava cantar no banho. Lava o cabelo e deixa-se ficar uma meia hora deitada a sonhar alto.
Sai da água já fria e embrulha-se na toalha. Seca-se, passa um creme hidratante pelo corpo e pega no frasco de perfume favorito. Perfuma-se atrás das orelhas, na nuca, na barriga, nos joelhos, nas curvas atrás dos joelhos.
Passa um creme pelo rosto, coloca rímel e olha-se ao espelho. Tinha uns olhos expressivos, mas um ar cansado. Não gostava de colocar base, por isso decidiu-se colocar uma sombra cinzenta brilhante e passar um eyeliner preto.
A caminho do quarto repara nas roupas que deixara no chão. Apanha-as e coloca-as no cesto da roupa suja.
No quarto olha para o guarda roupa. Escolhe um corset vermelho e preto e veste uns boxers vermelhos. Um vestido preto sem alças que realçava o seu peito foi colocado em cima da cama.
O coração batia frenético. Estaria deslumbrante com aquela roupa, como o Lucas lhe tinha pedido? Maria não saía há uns tempos num encontro. O trabalho sobrepusera-se à sua vida pessoal.
Resolve colocar o vestido de uma vez por todas e olhar-se ao espelho. O reflexo agradava-lhe. Estava bem assim. Não estaria perfeita, mas bem.
“Que insegurança parva” – pensou a sentir o batimento cardíaco.
Como ainda era cedo, retira o vestido e liga o PC. Vai ao youtube procurar uma música que goste e deixa-se ir, de olhos fechados, dançando e movimentando-se ao som calmo que ia ecoando pela casa. Deixa-se ir, relaxando, dançando, respirando profundamente, utilizando uma das técnicas que tinha aprendido para baixar o stress.
Depois desse dia e após os exercícios de respiração começa a sentir sono. Deita-se na cama, deixando que a música suave percorresse todas as células do seu corpo. Adormece tranquilamente.
Acorda quando faltavam apenas 20 minutos para as 22 horas. Salta da cama e corre para o espelho. O seu cabelo ondulado brilhava à medida que o ajeitava. Veste o vestido e retoca a maquilhagem. Coloca um batom vermelho, um colar de pérolas vermelho comprido e uns brincos a condizer.
Na cozinha, uma jarra cheia de rosas dá-lhe uma ideia. Começa a despetalar as rosas e coloca as pétalas espalhadas da entrada da casa até ao quarto. Atira algumas para cima da cama e acende um incenso. Se viessem para casa da Maria, acenderia as inúmeras velas num cenário romântico e sensual.
Ouve a campainha. Três toques suaves e ritmados. Vê Lucas pelo vídeo porteiro e diz-lhe que vai descer.
Olha no espelho do elevador e pensa que já não é nenhuma adolescente para estar tão ansiosa.
Lucas, na porta da entrada, estava maravilhoso, calças pretas, blazer preto, camisa rosa claro. Acompanhado daquele sorriso que derrete qualquer mulher, oferece-lhe uma rosa vermelha escura e dá-lhe um beijo no rosto, dizendo:
- Vamos, Maria, tenho reserva num local especial. Estás deslumbrante como esperava.
Maria baixa os olhos e caminha ao seu lado até ao carro de Lucas. Onde a levaria a jantar?
- Onde vamos jantar, Lucas?
- Shiu, confia em mim. – Responde Lucas.
Lucas conduz até à beira-rio e dá-lhe a mão levando-a para um restaurante resplandecente, com velas em todas as mesas.
Sorri e afasta uma cadeira para que Maria se sente.
- O que gostas de comer? – Pergunta Lucas
“Eu nem fome tenho, comia-te a ti aqui mesmo” – pensa, mas diz:
- A esta hora uma salada de frutos do mar com um vinho a acompanhar.
Lucas faz um sinal e um empregado aproxima-se da mesa. Faz o pedido e olha intensamente para Maria.
- Maria, Maria… és tão linda. Quero que esta seja uma noite especial.
- Lucas, agradeço-te o convite, o local é muito agradável.
Chega a comida, ambos comiam salada temperada com iogurte e bebem um vinho suave. Apenas se olham, sem palavras. Maria resolve ser mais activa e descalça um dos sapatos. A longa toalha não deixava ver o que se passava debaixo da mesa. Toca nos pés de Lucas e acaricia-lhe a perna bem devagar. Lucas sorri e diz apenas:
- Com esse ar de anjo, mas esse sorriso maroto deves ser uma mulher quente. Estou doido por te sentir.
Acabam a refeição e dirigem-se novamente ao carro.
- Na tua casa, ou na minha? – pergunta Lucas
- Na minha, claro! – responde Maria lembrando-se como tinha deixado tudo preparado.
Pelo caminho Lucas coloca a mão na perna da Maria, acariciando-a e deixando-a louca.
Assim que estacionam e saem do carro, Lucas encosta a Maria ao carro e beija-a.
- Sentes como me deixas? – pergunta encostando-se às ancas da Maria.
- Hummmmmmmmmmmmm – geme Maria – anda, vamos subir.
Assim que entram em casa, Lucas beija novamente Maria, que se esquiva e pede que aguarde uns momentos. Pega num isqueiro e acende as velas. Lucas fica à porta olhando a casa e as pétalas do chão.
Um aroma suave percorria o ar, a Maria deixava-o louco de tesão.
Maria volta e diz que está tudo pronto.
Lucas agarra-a com força e despe-lhe o vestido deixando-o no chão. Olha para o corpo, para o seu corset e diz:
- Deixas-me louco, não sei porquê. Nunca senti isto antes, acredita.
Maria agarra-lhe a mão e leva-o em direcção ao quarto. Ajuda-o a despir-se, deixando a sua roupa em cima de uma cadeira. Começa a beijar-lhe os olhos bem devagar. Lucas geme apenas. Beija-lhe o nariz, as maçãs do rosto e dá-lhe uma ligeira mordidela na orelha. Começa a tocar-lhe nas costas com as mãos, a puxá-lo para o sentir e vai deixando a língua correr o seu peito, detendo-se nos mamilos. Como Maria gostava de os sentir na boca.
As mãos ávidas de Lucas puxavam-na em direcção à cama, mas os planos eram outros. Fincou os pés no chão e disse-lhe que ficasse quietinho. Foi descendo com a língua, beijando a barriga plana de Lucas, tocando-lhe nas nádegas. Colocou a boca no seu sexo erecto e brincou com as mãos nos testículos, apertando-os, massajando-os e depois chupando-os.
Continuou a descer, sempre beijando e lambendo o corpo dele e rapidamente o empurra para a cama. Lucas estava de olhos fechados, sentindo apenas. Maria puxa-lhe a mão e diz:
- É a tua vez. Dá-me prazer. Beija-me, toca-me, devora-me.
Lucas despe o corset e os boxers e beija-a na boca. Depois vira-se, coloca a boca nos grandes lábios inchados de Maria e começa a chupá-la. Maria agarra no sexo dele e vira-o num 69 perfeito. Beijam-se longamente no sexo, Maria contorcendo-se, Lucas gemendo.
De repente Lucas levanta-se e agarra Maria colocando-a ao colo dele. O sexo penetra-a, deixando-a louca de prazer, sentindo os líquidos que lhe escorriam da vagina.
Abraçam-se, gemem, gritam. Movimentos lentos, mas ritmados, até que ambos sentem o orgasmo de Maria e Lucas apressa-se.
Caem na cama, transpirados, exaustos de prazer.
Maria levanta-se e vai buscar dois copos de vinho branco à cozinha. Lucas parecia ter adormecido. Deixa um dos copos em cima da mesa de cabeceira e atira com outro ao peito de Lucas que dá um salto de surpresa. Maria chupa o peito coberto de vinho e diz-lhe:
- Aqui não se dorme, aqui fode-se e tem-se prazer.
Lucas ri às gargalhadas pensando como ela era ávida. Bebe um golo de vinho e recosta-se nas almofadas.
Maria agarra no colar de pérolas e embrulha-o à volta do pénis. Escorregava ainda de toda a lubrificação do sexo que tiveram. Começa a estimular o sexo dele e rapidamente Lucas volta a sentir uma enorme erecção. Maria continua a mexer no colar e no pénis e beija-o dizendo:
- Não querias comer-me? Então, come-me já!
Lucas salta em cima de Maria e agarra-lhe as mãos. Penetra-a bruscamente e olha-a dentro dos olhos.
- Desta vez quero ver nos teus olhos o teu orgasmo, Maria.
Enquanto a vai penetrando, mexendo-se, toca-lhe com os dedos no clitóris. Maria abana a cabeça, treme e Lucas diz:
- Anda, cabrita, queres tanto, vem-te. Estou a foder-te como querias, não é?
Maria perde-se naquelas palavras e sente um enorme orgasmo absorvido pelo olhar de Lucas.
Lucas afasta-se e deita-se dizendo:
- É tarde, cabrita, gozaste bem. Vou andando.
Foi como se um balde de água gelada caísse em cima dela. Pensava que ele iria ficar ali até mais tarde.
Apenas disse:
- Tudo bem Lucas, acompanho-te à porta. Fazes bem em ir descansar.
Lucas sai e Maria deita-se na cama pensativa e exausta. O homem era realmente divinal na cama, mas porque teria saído com tanta pressa?
Acaba por adormecer e no dia seguinte acorda sorridente e a horas para se aprontar para o trabalho.
Chega à empresa e Lucas já lá estava, novamente ao pé da outra administrativa que sorria.
- Bom dia, Lucas. Bom dia, Isaura. – Cumprimenta.
- Bom dia, Maria – respondem ambos.
Maria entra no seu gabinete e a conversa lá fora continua com imensos risos e muita química.
Durante o dia todo Maria esperava que Lucas entrasse e lhe dissesse alguma coisa.

Ao fim da tarde Maria vê Lucas a sair muito coladinho à Isaura em direcção ao elevador a sussurrar-lhe ao ouvido e a sorrir. Sente uma pontada no peito e deixa cair as lágrimas. Tinha sido apenas um objecto nas mãos daquele homem tão intenso.

2 comentários:

  1. Pois é! Depois de se experienciar a cannabis alguém continuará a apreciar o tabaco? Por isso é que eu me fico pelo macinho de cigarros diário...

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    1. A Cannabis pode ser utilizada até para fins terapêuticos. O tabaco nem tanto. Há fármacos elaborados com cannabis que são melhores por exemplo para o controlo da ansiedade que certos fármacos comuns. O tabaco aumenta a ansiedade, a cannabis diminui. Sim, João, é melhor ficar pelo tabaco.

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