segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Os sons do silêncio

Finalmente chegara Agosto e Célia podia ter um mês inteiro de férias. Célia dava aulas e estava cansada desse ano lectivo passado.
Chegara a hora de poder colocar as coisas na bagageira do carro e rumar em direcção ao Gerês para acampar.
Célia acampava desde pequena e não abdicava desta prática que tão bem lhe sabia e fazia. Renovava-se cada ano em pequenos locais recônditos, umas vezes junto ao mar, outras no campo, outras em algumas das serras do país.
No dia de partir, estava tudo pronto para arrumar e sair. Célia sempre fora uma mulher independente e nunca se importava de passar férias sozinha. Aliás, até preferia, pois estava sempre cansada de ouvir ruídos e vozes. Precisava do som dos grilos pela noite, do piar das corujas, da brisa que brincava com as árvores. Animada, conduz em direcção à Autoestrada já com o coração mais leve.
Depois de uma breve paragem numa estação de serviço para comer alguma coisa leve, continua em direcção ao norte.
Ao fim da tarde chega ao parque de campismo da Cerdeira. Cansada pelas horas atrás do volante, mas feliz. Monta a tenda, descarrega as roupas e arruma tudo meticulosamente na sua provisória “casa”.
Arruma o carro no parque de estacionamento e volta para a tenda para ir buscar roupa e ir tomar um belo banho quente e relaxante.
A caminho do balneário, vai sentindo o vento fresco e o aroma das árvores. No céu voavam pássaros e cantavam. Ali respirava-se e Célia sentia-se a relaxar. Que boa seria aquela noite naquele local tão aprazível e tão calmo. Ao olhar para o chão para subir o degrau para o balneário, choca com um homem alto e louro. Deixa cair tudo ao chão, corando. Ele diz com um sotaque estrangeiro marcado:
- Oh desculpa não a vi.
- Não tem importância – responde Célia olhando dentro de uns olhos azuis profundos, sentindo-se a navegar algures num oceano de sensações.
Entra a correr para o balneário, sentindo-se uma adolescente palerma. “Que disparate, Célia, não podes ver um homem bonito que atiras tudo ao chão” – pensa rindo-se com a situação.
Toma um duche bem quente, passa hidratante na pele e veste um fato de treino quentinho. Ali as noites costumavam ser fresquinhas. Só faltava chegar à tenda, acender o fogãozinho portátil, fazer um belo chá, comer umas bolachinhas e deitar-se embalada pelos sons da noite.
Entra na tenda e retira o fogão e o chá. Coloca uma cadeira desdobrável no chão e fica a olhar a chama calma do gás. Na tenda ao seu lado sente uma pessoa que se senta com uma guitarra e toca algo bem calmo. Olha com curiosidade e lá está o louraço do balneário a tocar, olhando para ela e sorrindo.
- Gostas de música? – Pergunta-lhe – Sou o Brian e venho de Inglaterra todos os anos acampar no Gerês. Sou apaixonado pela energia desta serra.
- Gosto de música sim. Sou a Célia e realmente esta serra é fantástica. Falas bem português.
- Aprendi em pequeno. Os meus pais eram professores e passámos cá quatro anos. Mas a pronúncia atraiçoa-me – diz Brian rindo.
- Queres beber chá? Só tenho bolachas para acompanhar
- Aceito, como bom britânico adoro chá.
Célia faz um chá de menta e oferece-lhe uma chávena sentindo-se ofegante. Só podia ser do calor da água! Brian tinha uns olhos tão profundos que até mesmo com a luz do fim do dia pareciam ter brilho próprio.
Depois do chá Célia boceja despede-se de Brian:
- Brian estou cheia de sono. Vou dormir. Fiz muitos quilómetros e estou cansada.
- Boa noite linda Célia. Fico a tocar para ti – despediu-se ele.
Célia entra na tenda a sentir-se quente sem nenhuma explicação a não ser que tinha ficado cativada pelo Brian.
Apesar do cansaço aqueles olhos mar não lhe saiam da memória e virando-se dentro do saco de cama, ouvindo os acordes lá fora, custou-lhe adormecer.
De manhã acorda com o piar das aves que passeavam por ali. Espreguiçando-se resolve ir tomar um duche e ir buscar mantimentos. Depois disso iria explorar as quedas de água e os lagos e rios que circundavam a região.
Quando sai da tenda ainda era muito cedo e o movimento de pessoas era escasso. Toma um duche rápido e vai até café existente no Parque. Bebe um leite bem fresco e uma torrada e bebe um café aromático. Inspira profundamente o perfume da serra enchendo os pulmões bem devagar. Ao acabar o café vai ao supermercado comprar alguns mantimentos para esse dia e dá de caras com Brian.
- Bom dia, miss Célia, dormiste bem?
Aquele sorriso e aqueles olhos novamente. Uma mulher não é de ferro. Devolve-lhe um sorrisos dizendo:
- Dormi muito bem, agora vou dar uma volta e ver onde posso dar uns mergulhos.
- Se quiseres companhia, conheço bem esta serra e posso mostrar-te locais muito bonitos e escondidos, longe dos olhos humanos… às vezes – rindo-se mostrando uns dentes perfeitos.
- Então daqui a cinco minutos estarei pronta e à tua espera. Até já – diz quase correndo para fora do supermercado.
Entra na tenda e veste um fato de banho, um fato de treino azul-turquesa e pega numa toalha grande de praia. Calça uns ténis confortáveis e olha para Brian que lhe oferece a mão à porta da sua tenda.
- Que cavalheiro – diz agarrando na sua mão e sentindo o corpo tremer.
Em direcção ao carro, por vezes os braços tocavam-se, provocando uma sensação de calor a ambos.
Brian deu todas as indicações e deixaram o carro junto a um caminho pedestre.
Começando a subir, Brian à frente, ajudando Célia de vez em quando nas zonas com rochas maiores, comendo amoras pelo caminho, demoraram cerca de trinta minutos a chegar a um local onde uma bela cascata caia numa espécie de lago amplo, cheio de árvores à volta e corria depois pela serra abaixo, tão sereno que Célia ficara sem palavras a olhar. Ouviam-se as cigarras, os passarinhos que pulavam de árvore em árvore, a brisa que brincava com as folhagens e nada mais se ouvia a não ser a respiração semi-ofegante de ambos.
Estendem as toalhas e sentam-se em silêncio, a olhar apenas, a absorver o som da natureza que os circunda. Que paz, que sossego, que mundo fantástico. Parecia que estavam fora do planeta.
Passados alguns minutos Brian despe-se completamente e convida Célia para um mergulho. Esta despe-se, ficando com o fato de banho e entra devagar na água.
- Que gelooooooooooooooooooooooooo – diz toda arrepiada.
- Fria, mas vais ver que a tua pele vai ficar muito macia.
Dão umas braçadas até junto da cascata e Brian puxa Célia num abraço dentro de água dizendo:
- Anda cá, estás cheia de frio. Deixa-te estar nos meus braços que eu aqueço-te.
Flutuam os dois abraçados olhando dentro dos olhos e Célia aproxima a sua boca e beija Brian com a língua, deixando-se ir, deixando-se sentir o sabor a amoras silvestres daquela boca que acolhe a sua com tanto carinho.
Brian vai puxando Célia até uma zona menos funda, coloca os pés no chão e despe o fato de banho de Célia com todo o cuidado. Atira-o para a margem e deita-se nas rochas dentro de água e coloca Célia em cima dele, fazendo com que ela sinta o seu pénis numa erecção deliciosa. Ela ajuda-o a penetrá-la e cavalga-o loucamente, como nunca houvera feito. Brian acaricia-lhe as mamas e puxa-a pela anca, fincando-se profundamente dentro dela.
Célia sentia-se mais e mais excitada e Brian afasta-a, pegando-a pela mão, levando-a até à toalha. Deita-se em cima dela, beijando-a na boca, nos lóbulos das orelhas, no pescoço, olhando de vez em quando nos olhos, acariciando-lhe ao mesmo tempo o clitóris, fazendo com que Célia sentisse as contracções vaginais cada vez mais intensas. Célia estremece e agarra-se com força às costas de Brian, arranhando-o. Brian apressa-se e vem-se, deixando o seu esperma escorrer para dentro de Célia. Ficam abraçados, ouvindo a respiração, sentindo o coração acelerado.
Quando Brian sai de cima de Célia esta corre para a água, nua, nadando até se cansar. Quando sai da água Brian puxa-a para a toalha e começa a beijar-lhe novamente o pescoço, descendo até aos mamilos, dando-lhe mordidelas pequeninas. Célia sentia-se escorrer outra vez. Beijam-se loucamente, brincando com as línguas e Brian senta-se no chão, colocando Célia em cima dele. Mexem-se ritmadamente, beijando-se, passando as mãos pelos corpos um do outro, despertando os sentidos.
Mais tarde regressam ao parque, jantam no restaurante e de mãos dadas vão para a tenda do Brian, onde voltam a explorar-se em êxtase. Depois resolvem ir tomar juntos um duche nos lavabos, àquela hora completamente vazios.
Brian esfrega Célia com gel de banho e ela faz-lhe o mesmo. Tão escorregadios e a rir baixinho, Brian agarra na perna dela e penetra-a contra a parede dizendo:
- You’re mine and I’m gonna fuck you ‘till I want.
Aquelas palavras ainda excitaram mais Célia, que se vem gemendo e escorregando pelo corpo de Brian.
Voltam para a tenda.
Durante esse mês, todos os dias faziam incursões pela serra, descobrindo locais isolados e fazendo amor em cima das rochas. Todos os dias dormiam agarradinhos, até que passado um mês Célia tem de voltar para casa e Brian para Inglaterra.
Prometeram encontrar-se algures na europa, querendo passar e descobrir mais coisas juntos.
Todas as noites falavam no skype e um dia Brian convida-a para ir a Inglaterra dizendo-lhe que é casado e que a esposa sabia do que se passava e queria que ela dormisse e fizesse sexo com ambos.
Célia, completamente rendida, diz que vai e aceita a experiência.
Como será que vai reagir ao estar com um casal da mesma cama, partilhando experiências sexuais?








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