Finalmente
chegara Agosto e Célia podia ter um mês inteiro de férias. Célia dava aulas e
estava cansada desse ano lectivo passado.
Chegara a hora de poder colocar as coisas na bagageira do carro e rumar em direcção ao
Gerês para acampar.
Célia acampava
desde pequena e não abdicava desta prática que tão bem lhe sabia e fazia.
Renovava-se cada ano em pequenos locais recônditos, umas vezes junto ao mar,
outras no campo, outras em algumas das serras do país.
No
dia de partir, estava tudo pronto para arrumar e sair. Célia sempre fora uma
mulher independente e nunca se importava de passar férias sozinha. Aliás, até
preferia, pois estava sempre cansada de ouvir ruídos e vozes. Precisava do som
dos grilos pela noite, do piar das corujas, da brisa que brincava com as
árvores. Animada, conduz em direcção à Autoestrada já com o coração mais leve.
Depois
de uma breve paragem numa estação de serviço para comer alguma coisa leve,
continua em direcção ao norte.
Ao
fim da tarde chega ao parque de campismo da Cerdeira. Cansada pelas horas atrás
do volante, mas feliz. Monta a tenda, descarrega as roupas e arruma tudo
meticulosamente na sua provisória “casa”.
Arruma
o carro no parque de estacionamento e volta para a tenda para ir buscar roupa e
ir tomar um belo banho quente e relaxante.
A
caminho do balneário, vai sentindo o vento fresco e o aroma das árvores. No céu
voavam pássaros e cantavam. Ali respirava-se e Célia sentia-se a relaxar. Que
boa seria aquela noite naquele local tão aprazível e tão calmo. Ao olhar para o
chão para subir o degrau para o balneário, choca com um homem alto e louro.
Deixa cair tudo ao chão, corando. Ele diz com um sotaque estrangeiro marcado:
-
Oh desculpa não a vi.
-
Não tem importância – responde Célia olhando dentro de uns olhos azuis
profundos, sentindo-se a navegar algures num oceano de sensações.
Entra
a correr para o balneário, sentindo-se uma adolescente palerma. “Que disparate,
Célia, não podes ver um homem bonito que atiras tudo ao chão” – pensa rindo-se
com a situação.
Toma
um duche bem quente, passa hidratante na pele e veste um fato de treino
quentinho. Ali as noites costumavam ser fresquinhas. Só faltava chegar à tenda,
acender o fogãozinho portátil, fazer um belo chá, comer umas bolachinhas e
deitar-se embalada pelos sons da noite.
Entra
na tenda e retira o fogão e o chá. Coloca uma cadeira desdobrável no chão e
fica a olhar a chama calma do gás. Na tenda ao seu lado sente uma pessoa que se
senta com uma guitarra e toca algo bem calmo. Olha com curiosidade e lá está o
louraço do balneário a tocar, olhando para ela e sorrindo.
-
Gostas de música? – Pergunta-lhe – Sou o Brian e venho de Inglaterra todos os
anos acampar no Gerês. Sou apaixonado pela energia desta serra.
-
Gosto de música sim. Sou a Célia e realmente esta serra é fantástica. Falas bem
português.
-
Aprendi em pequeno. Os meus pais eram professores e passámos cá quatro anos.
Mas a pronúncia atraiçoa-me – diz Brian rindo.
-
Queres beber chá? Só tenho bolachas para acompanhar
-
Aceito, como bom britânico adoro chá.
Célia
faz um chá de menta e oferece-lhe uma chávena sentindo-se ofegante. Só podia
ser do calor da água! Brian tinha uns olhos tão profundos que até mesmo com a
luz do fim do dia pareciam ter brilho próprio.
Depois
do chá Célia boceja despede-se de Brian:
-
Brian estou cheia de sono. Vou dormir. Fiz muitos quilómetros e estou cansada.
-
Boa noite linda Célia. Fico a tocar para ti – despediu-se ele.
Célia
entra na tenda a sentir-se quente sem nenhuma explicação a não ser que tinha
ficado cativada pelo Brian.
Apesar
do cansaço aqueles olhos mar não lhe saiam da memória e virando-se dentro do
saco de cama, ouvindo os acordes lá fora, custou-lhe adormecer.
De
manhã acorda com o piar das aves que passeavam por ali. Espreguiçando-se resolve
ir tomar um duche e ir buscar mantimentos. Depois disso iria explorar as quedas
de água e os lagos e rios que circundavam a região.
Quando
sai da tenda ainda era muito cedo e o movimento de pessoas era escasso. Toma um
duche rápido e vai até café existente no Parque. Bebe um leite bem fresco e uma
torrada e bebe um café aromático. Inspira profundamente o perfume da serra
enchendo os pulmões bem devagar. Ao acabar o café vai ao supermercado comprar
alguns mantimentos para esse dia e dá de caras com Brian.
-
Bom dia, miss Célia, dormiste bem?
Aquele
sorriso e aqueles olhos novamente. Uma mulher não é de ferro. Devolve-lhe um
sorrisos dizendo:
-
Dormi muito bem, agora vou dar uma volta e ver onde posso dar uns mergulhos.
-
Se quiseres companhia, conheço bem esta serra e posso mostrar-te locais
muito bonitos e escondidos, longe dos olhos humanos… às vezes – rindo-se
mostrando uns dentes perfeitos.
-
Então daqui a cinco minutos estarei pronta e à tua espera. Até já – diz quase
correndo para fora do supermercado.
Entra
na tenda e veste um fato de banho, um fato de treino azul-turquesa e pega numa
toalha grande de praia. Calça uns ténis confortáveis e olha para Brian que lhe
oferece a mão à porta da sua tenda.
-
Que cavalheiro – diz agarrando na sua mão e sentindo o corpo tremer.
Em
direcção ao carro, por vezes os braços tocavam-se, provocando uma sensação de
calor a ambos.
Brian
deu todas as indicações e deixaram o carro junto a um caminho pedestre.
Começando
a subir, Brian à frente, ajudando Célia de vez em quando nas zonas com rochas
maiores, comendo amoras pelo caminho, demoraram cerca de trinta minutos a
chegar a um local onde uma bela cascata caia numa espécie de lago amplo, cheio
de árvores à volta e corria depois pela serra abaixo, tão sereno que Célia
ficara sem palavras a olhar. Ouviam-se as cigarras, os passarinhos que pulavam
de árvore em árvore, a brisa que brincava com as folhagens e nada mais se ouvia
a não ser a respiração semi-ofegante de ambos.
Estendem
as toalhas e sentam-se em silêncio, a olhar apenas, a absorver o som da
natureza que os circunda. Que paz, que sossego, que mundo fantástico. Parecia
que estavam fora do planeta.
Passados
alguns minutos Brian despe-se completamente e convida Célia para um mergulho.
Esta despe-se, ficando com o fato de banho e entra devagar na água.
-
Que gelooooooooooooooooooooooooo – diz toda arrepiada.
-
Fria, mas vais ver que a tua pele vai ficar muito macia.
Dão
umas braçadas até junto da cascata e Brian puxa Célia num abraço dentro de água
dizendo:
-
Anda cá, estás cheia de frio. Deixa-te estar nos meus braços que eu aqueço-te.
Flutuam
os dois abraçados olhando dentro dos olhos e Célia aproxima a sua boca e beija Brian
com a língua, deixando-se ir, deixando-se sentir o sabor a amoras silvestres
daquela boca que acolhe a sua com tanto carinho.
Brian
vai puxando Célia até uma zona menos funda, coloca os pés no chão e despe o
fato de banho de Célia com todo o cuidado. Atira-o para a margem e deita-se nas
rochas dentro de água e coloca Célia em cima dele, fazendo com que ela sinta o
seu pénis numa erecção deliciosa. Ela ajuda-o a penetrá-la e cavalga-o
loucamente, como nunca houvera feito. Brian acaricia-lhe as mamas e puxa-a pela
anca, fincando-se profundamente dentro dela.
Célia
sentia-se mais e mais excitada e Brian afasta-a, pegando-a pela mão, levando-a
até à toalha. Deita-se em cima dela, beijando-a na boca, nos lóbulos das
orelhas, no pescoço, olhando de vez em quando nos olhos, acariciando-lhe ao
mesmo tempo o clitóris, fazendo com que Célia sentisse as contracções vaginais
cada vez mais intensas. Célia estremece e agarra-se com força às costas de
Brian, arranhando-o. Brian apressa-se e vem-se, deixando o seu esperma escorrer
para dentro de Célia. Ficam abraçados, ouvindo a respiração, sentindo o coração
acelerado.
Quando
Brian sai de cima de Célia esta corre para a água, nua, nadando até se cansar.
Quando sai da água Brian puxa-a para a toalha e começa a beijar-lhe novamente o
pescoço, descendo até aos mamilos, dando-lhe mordidelas pequeninas. Célia
sentia-se escorrer outra vez. Beijam-se loucamente, brincando com as línguas e
Brian senta-se no chão, colocando Célia em cima dele. Mexem-se ritmadamente,
beijando-se, passando as mãos pelos corpos um do outro, despertando os
sentidos.
Mais
tarde regressam ao parque, jantam no restaurante e de mãos dadas vão para a
tenda do Brian, onde voltam a explorar-se em êxtase. Depois resolvem ir tomar
juntos um duche nos lavabos, àquela hora completamente vazios.
Brian
esfrega Célia com gel de banho e ela faz-lhe o mesmo. Tão escorregadios e a rir
baixinho, Brian agarra na perna dela e penetra-a contra a parede dizendo:
- You’re mine and I’m gonna fuck you
‘till I want.
Aquelas
palavras ainda excitaram mais Célia, que se vem gemendo e escorregando pelo
corpo de Brian.
Voltam
para a tenda.
Durante
esse mês, todos os dias faziam incursões pela serra, descobrindo locais
isolados e fazendo amor em cima das rochas. Todos os dias dormiam agarradinhos,
até que passado um mês Célia tem de voltar para casa e Brian para Inglaterra.
Prometeram
encontrar-se algures na europa, querendo passar e descobrir mais coisas juntos.
Todas
as noites falavam no skype e um dia Brian convida-a para ir a Inglaterra
dizendo-lhe que é casado e que a esposa sabia do que se passava e queria que
ela dormisse e fizesse sexo com ambos.
Célia,
completamente rendida, diz que vai e aceita a experiência.
Como
será que vai reagir ao estar com um casal da mesma cama, partilhando
experiências sexuais?

:) Momentos coca cola light :P
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