Maria tinha acordado mais tarde
que o habitual e iria chegar tarde ao trabalho. Começa a resmungar, toma um duche
rápido, perfuma-se, veste-se, passa rímel nos olhos e sai a correr de casa.
Naquele dia tinham agendado uma reunião matinal com a direcção da empresa de
estudos de mercado, na qual Maria era consultora.
No carro parado no usual trânsito
da cidade, Maria passa batom castanho nos lábios combinando com as unhas
imaculadamente cuidadas e pintadas também de castanho. Coloca um pouco de
sombra nos olhos e apetece-lhe começar a buzinar para ver se a fila avança mais
depressa.
“Maria, RESPIRA, o trajecto não é
longo, vais ver que chegas apenas um pouco atrasada!”, pensou. “Que mania de
ficar a ver televisão até tarde, depois de manhã ninguém me tira da cama!”
Efectivamente o trânsito começa a
circular melhor e Maria estaciona no seu lugar de estacionamento, no prédio
onde se situa a empresa em que trabalha.
Corre para o elevador,
apercebendo-se que alguém estava lá dentro e ainda grita:
- Espere um segundo, por favor.
Era um director novo que
trabalhava há poucos dias na empresa e que ela via do seu gabinete, observando
sempre a sua postura correcta e de cavalheiro. Ainda não tinha tido a
oportunidade de o conhecer.
Olhou e apresentou-se:
- Bom dia, sou a Maria, coordenadora
da equipa de empreendedorismo. Obrigada por ter esperado, já estou atrasada.
- Ainda não tínhamos o prazer de
nos terem apresentado. Sou o Lucas e já deve saber as minhas funções – disse o
director sorrindo e mostrando um sorriso brilhante e sedutor – Não se preocupe,
Maria, também estou atrasado. A pontualidade portuguesa é assim mesmo.
Maria sentia-se sem fôlego ao
observar o seu sorriso e as suas feições. A voz era profunda, baixa, doce. Os
olhos eram pardos, nem azuis, nem verdes. A barba impecavelmente bem feita e
uns lábios com a medida certa, nem finos, coisa que Maria detestada porque
associava sempre a pessoas cínicas e paradas, nem grossos. Perfeitos! E devia
beijar…
“Ai, Maria, pára imediatamente
com esses pensamentos” – Pensou reprimindo-se.
Um solavanco forte em que ambos
se desequilibram e o elevador pára e a luz apaga-se. Bonito. Atrasados e ainda
o elevador encrava entre pisos.
- Está bem, Maria?
- Sim, mas já percebi que hoje devia
ter ficado na cama. Que início de dia!
Maria por acaso tinha uma pequena
lanterna de bolso na mala e acende a luz.
Lucas parecia divertido com a
situação. Sorria e olhava Maria, tentando perceber se esta estava com medo ou
calma.
- Maria, não se assuste, rapidamente
nos vêm retirar daqui.
“Esse é o melhor dos males, presa
no elevador com este homenzarrão é que é pior” – pensa, mas diz:
- Não tenho fobias, o que me
aborrece é estar mesmo atrasada e o Presidente é intransigente.
Lucas tenta carregar no botão de
alarme, mas nada se ouve.
- Deve ter sido alguma falha
eléctrica. Isto resolve-se. E o Presidente tem mais é de compreender que se
aqui estamos a culpa de nos atrasarmos é do elevador e não nossa. - Dá uma
sonora gargalhada e continua: ele não precisa saber que chegámos mais tarde.
Maria ri também. Lucas senta-se
no chão e diz-lhe que o melhor é sentar-se também. Pode não demorar, mas podem
passar o tempo a conversar.
Maria ainda pensa se será melhor
ficar em pé, para não amarrotar o fato azul turquesa.
- Deixe estar, Lucas, estou bem
assim.
Lucas encosta-se a uma das
paredes do elevador e diz:
- Gosta de trabalhar aqui?
Tenho-a observado e vejo que está sempre muito ocupada e que a sua equipa me
parece muito feliz por trabalhar consigo.
Efectivamente Maria és perita em
motivação e tinha sempre algo criativo para as situações mais agudas. A sua
equipa e ela sabia-o, era feliz no seu trabalho. Eram ouvidos, brincavam, partilhavam
ideias e puxavam uns pelos outros.
- Adoro, Lucas. Tenho dedicado
muitos anos a esta empresa e são todos fantásticos. Vai gostar de aqui estar.
“Ele tem observado?” – pensou Maria
– “E que será que observa mais”, sentindo Lucas percorrer com os olhos as suas
pernas, subindo como numa carícia até ao rosto e fixando o olhar.
- Maria, você tem uma forma de
estar divertida e é uma mulher atraente. Claro que tenho observado, mas como
eu, outros também. Sou atento – diz Lucas voltando a sorrir.
Maria começa a sentir o pulso a
acelerar e a respiração a intensificar-se. “Mas porque raios demoram tanto a
ligar a electricidade para poder sair daqui?!” – Pensa aflita.
Lucas levanta-se e continua:
- Maria, já a vi olhar para mim.
Sei quando as mulheres olham com desejo de tocar, de sentir, de estar. Sou um
homem directo. E estamos aqui fechados os dois podemos aproveitar para passar o
tempo de outra forma mais divertida.
Maria não sabia o que dizer ou se
deveria apagar a sua pequena lanterna, porque as cores do rosto deveriam estar
a traí-la.
Lucas chega-se devagar, toca nos
seus cabelos e com voz suave diz:
- Desejo tocá-la desde o momento
em que a vi a trabalhar. Estava nesse dia com uma saia curta, sentada na sua
secretária de pernas cruzadas. Isso não se faz.
Maria parecia estar colada ao
chão. Ou pelo menos assim se sentia.
Beija-a na testa, acariciando o
seu pescoço, descendo as mãos de forma apressada até ao rabo de Maria puxando-a
para si.
- Sinta, Maria, sinta como fico
quando olho para si.
E Maria sentia um calor nas
entranhas e sabia que o sexo de Lucas estava efervescente também.
Maria perde a vergonha e agarra
também no rabo de Lucas, dizendo:
- Estou incendiada. Sim, você é
lindo e doce e adoro observá-lo.
Lucas levanta a saia de Maria,
coloca-se de joelhos no chão e puxa a perna de Maria para cima do seu ombro.
Afastando as cuecas dela, coloca a sua boca na sua vagina e começa a explorar
os grandes lábios, a vulva e Maria contorce-se de prazer. Deseja tocar também
no sexo de Lucas, mas este nem a deixa mexer-se.
Lucas levanta-se dizendo:
- Maria, a qualquer momento as
portas abrem-se, vou fodê-la aqui mesmo e é já. Tira-me do sério.
Baixando as calças e as cuecas,
levantando a perna direita de Maria, penetra-a com intensidade dizendo-lhe ao
ouvido:
- Ai Maria, as noites que tenho
tido, com um pau bem teso só de pensar nas tuas pernas. Quero comê-las todas,
lambê-las, chupá-las, tocá-las. Mas agora preciso desse calor no seu sexo.
Lucas acelera e toca-lhe nos
mamilos por cima da roupa. Não havia grande tempo, mas desejava possuí-la nua.
Ao imaginar-se nu contra o corpo nu Maria, Lucas esvaísse num orgasmo intenso e
esporra a vagina de Maria. Esta agarra-se a ele e continua a esfregar-se até
que geme bem devagar, um gemido que a Lucas soava a miado.
As luzes piscam e Lucas puxa as
calças para cima e ajuda Maria a compor-se.
Corados saem do elevador e os
colegas preocupados querem saber se estão bem.
Vão para a reunião e Lucas
senta-se ao lado de Maria. A reunião, já com todos começa e Maria apresenta
novos projectos com muito dinamismo. Lucas apenas olha maravilhado. Quando
Maria se senta, Lucas encosta a sua perna à da Maria e passa-lhe um papel
pequenino. Sem que ninguém veja lê: “Quero comer-te, TODA nua para mim. Hoje,
22h. Vou buscar-te a casa. Quero-te cheirosa e gostosa.”
Maria sorri e acena-lhe que sim.
A imaginação começa a voar e Maria já nada ouve da reunião. Pensava que
lingerie iria vestir, que roupas usaria, que brinquedos levaria. Onde gostaria
de beijar, que massagem gostaria de fazer… E enquanto todos se riam, os olhos
vidrados de Maria prendiam-se a um desejo de um conjunto de situações de
fantasia erótica dentro da sua imaginação.

Não aprecio elevadores, mas vou tornar-me frequentador... pode ser que avariem...
ResponderEliminarJoão... quem não arrisca não petisca. E há elevadores que merecem ser bem frequentados :P
ResponderEliminarNas escadas coisas boas também podem acontecer, Sr. Eu :)
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