domingo, 17 de agosto de 2014

Quando um elevador encrava e a companhia é agradável...

Maria tinha acordado mais tarde que o habitual e iria chegar tarde ao trabalho. Começa a resmungar, toma um duche rápido, perfuma-se, veste-se, passa rímel nos olhos e sai a correr de casa. Naquele dia tinham agendado uma reunião matinal com a direcção da empresa de estudos de mercado, na qual Maria era consultora.
No carro parado no usual trânsito da cidade, Maria passa batom castanho nos lábios combinando com as unhas imaculadamente cuidadas e pintadas também de castanho. Coloca um pouco de sombra nos olhos e apetece-lhe começar a buzinar para ver se a fila avança mais depressa.
“Maria, RESPIRA, o trajecto não é longo, vais ver que chegas apenas um pouco atrasada!”, pensou. “Que mania de ficar a ver televisão até tarde, depois de manhã ninguém me tira da cama!”
Efectivamente o trânsito começa a circular melhor e Maria estaciona no seu lugar de estacionamento, no prédio onde se situa a empresa em que trabalha.
Corre para o elevador, apercebendo-se que alguém estava lá dentro e ainda grita:
- Espere um segundo, por favor.
Era um director novo que trabalhava há poucos dias na empresa e que ela via do seu gabinete, observando sempre a sua postura correcta e de cavalheiro. Ainda não tinha tido a oportunidade de o conhecer.
Olhou e apresentou-se:
- Bom dia, sou a Maria, coordenadora da equipa de empreendedorismo. Obrigada por ter esperado, já estou atrasada.
- Ainda não tínhamos o prazer de nos terem apresentado. Sou o Lucas e já deve saber as minhas funções – disse o director sorrindo e mostrando um sorriso brilhante e sedutor – Não se preocupe, Maria, também estou atrasado. A pontualidade portuguesa é assim mesmo.
Maria sentia-se sem fôlego ao observar o seu sorriso e as suas feições. A voz era profunda, baixa, doce. Os olhos eram pardos, nem azuis, nem verdes. A barba impecavelmente bem feita e uns lábios com a medida certa, nem finos, coisa que Maria detestada porque associava sempre a pessoas cínicas e paradas, nem grossos. Perfeitos! E devia beijar…
“Ai, Maria, pára imediatamente com esses pensamentos” – Pensou reprimindo-se.
Um solavanco forte em que ambos se desequilibram e o elevador pára e a luz apaga-se. Bonito. Atrasados e ainda o elevador encrava entre pisos.
- Está bem, Maria?
- Sim, mas já percebi que hoje devia ter ficado na cama. Que início de dia!
Maria por acaso tinha uma pequena lanterna de bolso na mala e acende a luz.
Lucas parecia divertido com a situação. Sorria e olhava Maria, tentando perceber se esta estava com medo ou calma.
- Maria, não se assuste, rapidamente nos vêm retirar daqui.
“Esse é o melhor dos males, presa no elevador com este homenzarrão é que é pior” – pensa, mas diz:
- Não tenho fobias, o que me aborrece é estar mesmo atrasada e o Presidente é intransigente.
Lucas tenta carregar no botão de alarme, mas nada se ouve.
- Deve ter sido alguma falha eléctrica. Isto resolve-se. E o Presidente tem mais é de compreender que se aqui estamos a culpa de nos atrasarmos é do elevador e não nossa. - Dá uma sonora gargalhada e continua: ele não precisa saber que chegámos mais tarde.
Maria ri também. Lucas senta-se no chão e diz-lhe que o melhor é sentar-se também. Pode não demorar, mas podem passar o tempo a conversar.
Maria ainda pensa se será melhor ficar em pé, para não amarrotar o fato azul turquesa.
- Deixe estar, Lucas, estou bem assim.
Lucas encosta-se a uma das paredes do elevador e diz:
- Gosta de trabalhar aqui? Tenho-a observado e vejo que está sempre muito ocupada e que a sua equipa me parece muito feliz por trabalhar consigo.
Efectivamente Maria és perita em motivação e tinha sempre algo criativo para as situações mais agudas. A sua equipa e ela sabia-o, era feliz no seu trabalho. Eram ouvidos, brincavam, partilhavam ideias e puxavam uns pelos outros.
- Adoro, Lucas. Tenho dedicado muitos anos a esta empresa e são todos fantásticos. Vai gostar de aqui estar.
“Ele tem observado?” – pensou Maria – “E que será que observa mais”, sentindo Lucas percorrer com os olhos as suas pernas, subindo como numa carícia até ao rosto e fixando o olhar.
- Maria, você tem uma forma de estar divertida e é uma mulher atraente. Claro que tenho observado, mas como eu, outros também. Sou atento – diz Lucas voltando a sorrir.
Maria começa a sentir o pulso a acelerar e a respiração a intensificar-se. “Mas porque raios demoram tanto a ligar a electricidade para poder sair daqui?!” – Pensa aflita.
Lucas levanta-se e continua:
- Maria, já a vi olhar para mim. Sei quando as mulheres olham com desejo de tocar, de sentir, de estar. Sou um homem directo. E estamos aqui fechados os dois podemos aproveitar para passar o tempo de outra forma mais divertida.
Maria não sabia o que dizer ou se deveria apagar a sua pequena lanterna, porque as cores do rosto deveriam estar a traí-la.
Lucas chega-se devagar, toca nos seus cabelos e com voz suave diz:
- Desejo tocá-la desde o momento em que a vi a trabalhar. Estava nesse dia com uma saia curta, sentada na sua secretária de pernas cruzadas. Isso não se faz.
Maria parecia estar colada ao chão. Ou pelo menos assim se sentia.
Beija-a na testa, acariciando o seu pescoço, descendo as mãos de forma apressada até ao rabo de Maria puxando-a para si.
- Sinta, Maria, sinta como fico quando olho para si.
E Maria sentia um calor nas entranhas e sabia que o sexo de Lucas estava efervescente também.
Maria perde a vergonha e agarra também no rabo de Lucas, dizendo:
- Estou incendiada. Sim, você é lindo e doce e adoro observá-lo.
Lucas levanta a saia de Maria, coloca-se de joelhos no chão e puxa a perna de Maria para cima do seu ombro. Afastando as cuecas dela, coloca a sua boca na sua vagina e começa a explorar os grandes lábios, a vulva e Maria contorce-se de prazer. Deseja tocar também no sexo de Lucas, mas este nem a deixa mexer-se.
Lucas levanta-se dizendo:
- Maria, a qualquer momento as portas abrem-se, vou fodê-la aqui mesmo e é já. Tira-me do sério.
Baixando as calças e as cuecas, levantando a perna direita de Maria, penetra-a com intensidade dizendo-lhe ao ouvido:
- Ai Maria, as noites que tenho tido, com um pau bem teso só de pensar nas tuas pernas. Quero comê-las todas, lambê-las, chupá-las, tocá-las. Mas agora preciso desse calor no seu sexo.
Lucas acelera e toca-lhe nos mamilos por cima da roupa. Não havia grande tempo, mas desejava possuí-la nua. Ao imaginar-se nu contra o corpo nu Maria, Lucas esvaísse num orgasmo intenso e esporra a vagina de Maria. Esta agarra-se a ele e continua a esfregar-se até que geme bem devagar, um gemido que a Lucas soava a miado.
As luzes piscam e Lucas puxa as calças para cima e ajuda Maria a compor-se.
Corados saem do elevador e os colegas preocupados querem saber se estão bem.
Vão para a reunião e Lucas senta-se ao lado de Maria. A reunião, já com todos começa e Maria apresenta novos projectos com muito dinamismo. Lucas apenas olha maravilhado. Quando Maria se senta, Lucas encosta a sua perna à da Maria e passa-lhe um papel pequenino. Sem que ninguém veja lê: “Quero comer-te, TODA nua para mim. Hoje, 22h. Vou buscar-te a casa. Quero-te cheirosa e gostosa.”

Maria sorri e acena-lhe que sim. A imaginação começa a voar e Maria já nada ouve da reunião. Pensava que lingerie iria vestir, que roupas usaria, que brinquedos levaria. Onde gostaria de beijar, que massagem gostaria de fazer… E enquanto todos se riam, os olhos vidrados de Maria prendiam-se a um desejo de um conjunto de situações de fantasia erótica dentro da sua imaginação.

3 comentários:

  1. Não aprecio elevadores, mas vou tornar-me frequentador... pode ser que avariem...

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  2. João... quem não arrisca não petisca. E há elevadores que merecem ser bem frequentados :P

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  3. Nas escadas coisas boas também podem acontecer, Sr. Eu :)

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