Clara acabara de chegar a casa
feliz e muito bem-disposta. O dia fora uma perfeita aventura inesperada e cheia
de cor.
Pousa a sacola no chão começa a
encher a banheira com água quente, colocando óleos aromáticos e acendendo velas
à volta.
Passa pela cozinha, traz um copo
de vinho e coloca a mão na água para sentir se a temperatura será a ideal para
relaxar.
Deixa cair o vestido comprido no
chão reparando que por baixo não tem mais nada vestido. Liga a aparelhagem,
coloca um CD de música calma, ri-se baixinho e entra na banheira.
A água está perfeita, a luz é perfeita, a
música entra e dança nos ouvidos, o aroma é divinal. Um golo de vinho e Clara
começa a relaxar e a pensar de olhos fechados, revivendo o seu dia.
De manhã cedo acordara com
vontade de passar o dia na praia. Clara era extremamente independente. Quando
sentia desejo de ir, agarrava nas coisas e ia. Depois de um divórcio
conturbado, Clara aprendera a viver sozinha, a cuidar de si, a aventurar-se
quando sentia que era o que queria.
Assim que se levantou, vestiu um
fato de banho e olhou-se ao espelho. Ainda não estava preparada para os
bikinis. Tinha engordado ao longo da sua relação e apesar de ir perdendo peso
ainda não estava a sentir-se no seu verdadeiro corpo. Escondia tudo o que
podia, por vergonha e embaraço. Um vestido comprido e um casaquinho caso
estivesse mais fresco compuseram Clara.
Colocou o protector solar, a
toalha de praia, duas garrafas de litro e meio de água, umas bolachas de água e
sal, um livro numa sacola, agarrou nas chaves do carro enquanto bebia um copo
de leite gelado e saiu de casa.
O Sol ainda estava fraco, mas o
dia prometia ser bastante quente.
Rumo ao Meco, Clara ligou o rádio
e a cantarolar chegou em pouco tempo junto da praia. O trânsito era parco
àquela hora e a praia ainda devia estar praticamente vazia.
Estacionou no parque,
cumprimentando alegremente os senhores à entrada. Pegando na sacola e começando
a caminhar à procura de um local onde se sentisse em paz.
Andou pela praia, sentindo a
areia nos pés, ainda fria foi olhando o mar, as gaivotas que passavam e
inspirando profundamente escolheu um local que estava totalmente vazio ainda.
Estendendo a toalha, tira o
casaco. Apesar de não estar muito quente, a temperatura começava a subir.
Enquanto bebeu um pouco de água, fixou o olhar nas ondas do mar. Aquele som
magnífico, aquela força brutal, a água cheia de algas, o voar das gaivotas que
ainda brincavam livremente tanto no ar como na areia, encheu-a com uma sensação
de liberdade e paz.
Deitando-se na tolha, Clara fechou
os olhos e adormeceu embalada pelos sons à sua volta. Quando acordou, vozes ao
seu lado murmuram para não a incomodar. “Mas que gente amorosa”, pensou.
O calor começou efectivamente a
ser mais intenso e Clara despiu o vestido e começou a aplicar o protector
solar. Com uma pele tão branquinha, mais um pouco e queimava-se demais. A praia
começava a compor-se, mas também sabia que nunca enchia em demasia.
Resolveu dar uma volta à beira
mar e pediu ao casal que estava ao lado que tomasse conta dos seus pertences.
Andando à beira mar, sentindo a
brisa, molhando os pés na água ainda fria. Que bem que sabia… o Sol a acariciar
o corpo e o mar a refrescar.
Quando volta à tolha agradeceu ao
casal o cuidado de tomar conta das suas coisas e sentou-se olhando um senhor de
meia-idade que estava ali ao lado dela, completamente nu. Clara pensou como era
maravilhoso o nudismo e como seria bom a sensação de liberdade. Mas Clara ainda
não estava preparada para tal.
Mordisca umas bolachas e começa a
ler o livro que tinha levado. A história era emocionante e os seus olhos não
conseguiam sair das páginas que ia devorando.
A temperatura começa a ser cada
vez mais intensa e Clara começa a transpirar. “Talvez um mergulho ajude”,
pensa. Levanta-se, olhando para o casal que lhe sorri e avança em direcção ao
mar. As ondas eram um pouco grandes e o medo apodera-se de Clara. Resolve
sentar-se e deixar que o mar a salpicasse. A água ainda estava fria, mas
soube-lhe tão bem.
De volta à toalha o casal
pergunta se se quer abrigar debaixo de um dos chapéus. Como tinham dois, podiam
perfeitamente caber todos ali. Clara agradece e deita-se debaixo da sombrinha.
Como Clara tinha tido uma semana
intensa, acabou por adormecer novamente, sentindo-se calma e relaxada.
Uma boa hora depois acordou
envergonhada e a rapariga tinha desaparecido.
- A minha irmã teve de ir embora.
O marido ligou a dizer que um dos filhos estava com febre e a Ana teve de
regressar. O que vale é que viemos em carros separados.
Irmã? Pensou Clara, tinha pensado
que eram um casal.
- Espero que o filho melhore,
peço desculpa se adormeci, sinto-me tão em paz aqui – diz Clara Chamo-me Clara e obrigada por partilhar o
chapéu. Nunca pensei que o calor fosse tanto.
- Sou o Pedro. Não se preocupe,
Clara, eu costumo ficar aqui o dia todo quando estou com tempo. A praia faz-me
bem, o mar faz-me bem e entendo o seu sentimento de paz.
Entretanto, Pedro resolveu tirar
os calções e ir dar um mergulho para se refrescar. Quando voltou perguntou se
podia tratar a Clara por tu. Afinal deviam ser da mesma idade. Clara respondeu
que sim, afinal era uma pessoa muito informal.
- Pedro está mesmo muito calor e
deveria regressar a casa. Daqui a pouco fico lagosta cozida.
Pedro sorri e diz – “Tenho umas
sandes que posso partilhar e podes sempre ir refrescar-te ao ar.
Com um sorriso daqueles, Clara
não resiste e agradece.
- Mas diz-me, Clara, porque não
tiras o fato de banho e ficas à vontade?
Clara cora, sentindo vergonha do
corpo, mas não querendo assumi-lo perante um desconhecido, rematou:
- Eu acho lindo o conceito do
naturismo, mas ainda não estou preparada para o interiorizar.
As horas vão passando e Pedro
ofereceu uma sandes para Clara comer e encheu um copo com chá quente.
- Sabes, Clara, quando tomamos
uma bebida quente o corpo parece que refresca. Experimenta este chá de menta
marroquino. Vais adorar… isto é, se gostares de chá.
Clara bebeu o chá e comeu a
sandes, saboreando aquele aroma doce e intenso.
A tarde vai avançando e a
conversa desenrolou-se de forma fácil e divertida.
O Sol ia descendo no horizonte e
a brisa intensificava-se. Clara vestiu o vestido e Pedro sorriu perguntando:
- Estás a ficar com frio?
- Sim, começa a soprar um ventinho
mais fresco e apesar de me apetecer ver o por do sol, não sei se aguento até
lá.
- Claro que aguentas. Eu viro os
chapéus e ficamos mais abrigados. Vais ver que vale a pena.
Enquanto Pedro virava os chapéus,
Clara sacudiu a toalha e sentou-se novamente a olhar o mar com ar pensativo.
Pedro sentou-se atrás de Clara e
abraçou-a sussurrando:
- Eu ajudo a aquecer.
Clara fica imobilizada, sentindo
os braços fortes e quentes à sua volta. Sabia-lhe bem… tão bem.
Pedro começou a brincar e beijou-lhe
uma orelha dizendo:
- Sabes a mar. Dá-me ideia que és
como o mar, selvagem, senhora de ti, independente.
Clara arrepiada olhou para Pedro
e tocou-lhe nos lábios com os dedos. Pedro sorriu, encorajando-a a continuar.
Fechando os olhos, Clara avança e beija-o de forma bem suave. Pedro corresponde
e as línguas de ambos começam a brincar.
As pessoas da praia começavam a
sair. O Sol estava bem baixinho e a hora de jantar aproximava-se.
Rapidamente ficaram ali quase
sozinhos. Outras pessoas ainda estavam na praia, mas não olhavam para o que se
passava à volta.
De costas coladas no peito de
Pedro, este começou a brincar com as mãos nos seios de Clara. Sentindo-os enrijecer,
sabia que podia avançar. Beijando o pescoço, deslizando as mãos dentro do fato
de banho diz-lhe:
- Despe o fato de banho e
deixa-te estar com o vestido. Deita-te aqui ao pé de mim.
Pedro completamente nu, com a
visão turvada pelo desejo, observava Clara que sem hesitar retirava o fato de
banho. Deitando-se na toalha, deixou-se abraçar. Sentia-se a arfar, um desejo
de ter estado tanto tempo sem se sentir mulher, sem se sentir desejada. Os
beijos eram mais intensos e promissores.
Clara perdeu-se no desejo, rodeando
com as mãos o sexo de Pedro. Queria ser possuída rapidamente, como se o tempo
não tivesse tempo. Que lhe importava se outros na praia os viam. Clara
sentia-se plenamente viva!
Pedro com uma erecção já bem
marcada, passando as mãos pelas pernas de Clara, passa com os dedos na sua
vagina completamente molhada e rija. Brincou com o clitóris e deitou-se em cima
de Clara, movendo-se ritmicamente contra as ancas. A vagina de Clara contraía-se
e lubrificava-os.
Pedro afastou-se, beijando Clara
e dizendo:
- Calma, deixa-me colocar um
preservativo.
Após o ter colocado, volta a
deitar-se em cima de Clara que gemia com vontade de gritar.
- Hummmmmmmmmmmmmm – geme Clara.
Pedro sentia as contracções da
vagina de Clara e apressava o ritmo, beijando-a e absorvendo o orgasmo dela na
sua boca.
Cobertos de areia, sorrindo,
Pedro e Clara levantaram-se e arrumaram as coisas.
Chegados ao parque de
estacionamento, trocaram um beijo profundo e os contactos.
Pedro diz:
- Espero voltar a ver-te. A
partir de hoje chamo-te de Clara Mar.
Clara sorri e pensou que não
sabia se queria voltar a ver Pedro. Uma aventura deve manter-se assim, um
momento a lembrar. Afinal, Clara tinha uma vida tão ocupada e tinha tido tanto
sofrimento que não estava preparada para se envolver novamente ou repetir a
proeza.
Entram nos respectivos carros e saem
com um sorriso no rosto.
Clara adormece na banheira ao som
da música sentindo que tinha cumprido uma das suas promessas: quebrar padrões e
arriscar algo divertido na vida.

A Clara Mar de vez em quando passa por lá. Nunca se sabe se ela e tu se cruzam num olhar da praia e nem se reconhecem
ResponderEliminarTem piada. Eu não frequento o Meco, mas acho que a Clara Mar também frequenta outros ambientes e conto encontrá-la um dia destes!
ResponderEliminarA Clara Mar é uma mulher muito saltitona. Hoje está aqui, amanhã ali. Mas o aqui e o ali podem muito bem ser pontos onde as pessoas se cruzam
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