Diana subia a Avenida da Liberdade
apressadamente com os phones nos
ouvidos. Havia dias em que a música a ajudava a relaxar, mas naquele dia nada
fazia efeito. Já estava atrasada e irritada pelas horas passarem.
Tinha-se separado de Marco há um ano
e tinham combinado jantar essa noite. Nunca tinham sido felizes no casamento,
com muita falta de comunicação e interacção um com o outro. Porque raios Marco
a tinha convidado para jantar e porque tinha ela aceitado? É certo que ele fora
um grande amor na vida dela, mas como as coisas não funcionaram decidiram não
voltar a ver-se.
Subindo em direcção à Praça da
Alegria, entra no seu pequeno apartamento, despe-se e toma um banho bem quente.
Marco não sai do seu pensamento. O
cabelo louro, os profundos olhos azuis, os ombros largos que a acolhiam no
sofá…
Resolve vestir-se a rigor. De caçada
ia passar a caçadora. Iria honrar o seu nome. Diana era a deusa da caça. Nem
que fosse por uns momentos, Marco iria perceber como Diana estava poderosa e
confiante.
Diana escolhe um sutiã preto em
conjunto com uma tanga fio dental de cabedal. Veste uma saia curta rodada
vermelha e um top preto bem justo. As caminhadas fortaleceram-lhe os músculos
das pernas e estava bronzeada pelo Sol. Passa um hidratante no corpo e coloca
um pouco de sombra e rímel nos olhos. Perfuma o corpo todo com um aroma de
côco, calça umas sandálias de salto alto e sai para a rua.
Marco tinha escolhido um restaurante
romântico ali perto e podia ir a pé. Pelo caminho sentia os olhos dos homens a
cravar-se no seu corpo. Afinal, Diana estava a sentir-se confiante e isso
transbordava no seu rosto e no seu andar.
Entra no restaurante, todo
semi-escuro. Apenas velas iluminavam o ambiente e os casais apenas olhavam nos
olhos uns dos outros. Assim que entra, Marco aparece ao seu lado:
- Estás mais bonita agora que há um
ano atrás. Deixa-me olhar para ti.
Diana levanta o rosto e sustenta o
olhar, sem timidez, sem mostrar qualquer emoção.
Marco dá-lhe um beijo na testa e
leva-a para uma mesa num cantinho.
- Deves estranhar porque te liguei.
Tenho pensado em ti, muito mesmo, e quis saber como estavas. Pelo que vi estás
fantástica.
Diana fechou a boca com força, sabia
que ele tinha tido um relacionamento há bem pouco tempo. Mas hoje ela era a
deusa e saberia o que fazer.
- Tu também estás fantástico. Fiquei
contente por ligares.
Pediram uma garrafa de vinho verde
fresco e os olhares cruzavam-se. Ambos pareciam famintos e surpreendidos de se
ver.
A conversa foi decorrendo de forma
tranquila e fluindo durante todo o jantar, apreciando as saladas frescas que ambos
tinham pedido, com queijo de cabra, frutos secos e muitas verduras.
Como Diana não tinha por hábito beber
rapidamente se sentia cada vez mais descontraída e risonha. Marco deliciava-se
a contar-lhe algumas peripécias com os sobrinhos e saboreava o riso fácil da
sua companhia.
Os olhos de Marco brilhavam e Diana
percebia as mensagens subtis. Descalçou uma das sandálias e começou a passar na
perna dele. Ao ver o sorriso de surpresa, foi subindo o pé até sentir o seu
sexo já rijo. Olhando à volta, repara que ninguém olha para ninguém. Sorri
languidamente para Marco e repara na longa toalha vermelha até ao chão,
escorrega da cadeira e posiciona-se debaixo da mesa. As mãos de Marco
perscrutam à volta, mas Diana dá-lhe uma palmada. Desaperta o cinto das calças
e começa a chupá-lo ali mesmo. Marco tenta novamente agarrar Diana, e esta
novamente lhe dá uma palmada na mão. Sente que a respiração acelera. Diana está
em controlo da situação e sente-se lindamente.
Marco agita-se na cadeira e Diana sente
que está praticamente descontrolado. Sai de baixo da mesa e senta-se a sorrir
na cadeira. Marco olha surpreso e pergunta:
- Queres matar-me de desejo? Vamos
para algum lado?
Diana levanta a mão e pede a conta.
Saem do restaurante e Diana conduz Marco até sua casa. Sobem as escadas e Diana
encosta Marco à parede afirmando:
- Vais fazer tudo o que eu quero.
Como eu quero e como eu disser. Entendido?
Marco acena com a cabeça e entram em
casa.
Diana pega num lenço negro e venda
Marco. Ajuda-o a chegar ao quarto e empurra-o para cima da cama de ferro. Pega
numas algemas e prende-lhe os pulsos à cabeceira da cama.
- Que estás a fazer Diana?
- Calado! Não vês, não mexes sem eu
avisar, não dás opinião. Apenas vais fazer o que eu mandar e nada mais.
Marco encolhe-se ligeiramente.
Estaria Diana louca?
Deixando Marco sozinho no quarto vai
até à cozinha e retira uns cubos de gelo do congelador. A deusa entraria em
acção com toda a pujança.
Começa por passar gelo nos tornozelos
dele, passando a boca de seguida. Marco encolhe-se e Diana bate-lhe nas pernas.
Depois sobe os cubos pelas pernas e coxas e imobiliza-o com o seu corpo. Gelo e
língua iam arrefecendo e aquecendo o corpo de Marco. Ela sentia-o a tremer, a
vibrar. Jamais tinha tomado controlo na cama. E ele parecia estar a gostar.
Passa-lhe gelo pelos abdominais e novamente
o sente tremer. Coloca a boca no sexo erecto e o gelo num dos mamilos. Marco
geme e contorce-se. Diana percebe claramente o que ele deseja, mas ainda é cedo…
muito cedo.
Larga o sexo e continua com o gelo e
a língua até ao pescoço. Rodeia os mamilos um de cada vez com a língua e
coloca-lhe o resto do gelo na boca. Beija-o longamente dizendo:
- Está na hora de me satisfazeres.
Retira a roupa atirando-a para longe
da cama e senta-se em cima do pénis de Marco.
- Hummmmmmmmmmmmmmmmm – geme Diana –
Vais foder-me toda. Faz força nas pernas e enterra-te. Quero sentir esse sexo
ardente bem no fundo da minha cona.
Marco finca os pés e enterra-se no
fundo de Diana. Esta roça-se e vai tocando no peito dele enrolando os dedos nos
pelos e puxando com alguma força.
- Tira-me as algemas e a venda,
Diana, quero tocar-te, quero ver-te.
Diana dá-lhe uma estalada na cara e
manda-o calar-se. Sentia-se tão poderosa que o orgasmo não tardou em chegar.
Levanta-se e Marco reclama:
- Onde vais? Diana? Então? Que se
passa? Ouvi-te gemer, senti a tua coninha a ficar molhada. Diana?
Diana sussurra-lhe ao ouvido:
- Queres-te vir é, querido?
- Sim, quero. Diana, estou super excitado.
Estás demais, mulher!
Diana diz baixinho:
- Mais logo… agora vou tomar um banho
e já volto.
- Mas… Diana volta aqui.
Marco contorce-se na cama mas não
consegue soltar-se. Ouve a água a correr na casa de banho e sente-se algo
assustado. Diana nunca fora assim, era tão submissa e doce. Que estaria a
aprontar?
Diana sai do banho, enxuga-se
cuidadosamente e vai à cozinha fazer um chá.
Veste um pequeno e curto robe e pega
na caneca de chá e senta-se ao lado da cama. Desvenda Marco e diz abrindo as
pernas nuas:
- Olha para mim. Olha bem para mim.
Achavas que eu era a mesma? Não, Marco, a Diana agora é deusa, não se submete.
Manda! Queres, gostas?
Marco olha-a de cima abaixo, fixando
o olhar na vagina de Diana pede:
- Vem, possui-me, bate-me, faz o que
quiseres, mas vem para cima de mim
Diana bebe calmamente o chá.
- Ainda não percebeste que eu vou
quando eu quiser?
Acende a televisão e fica a olhar
para uma série que costuma ver todas as semanas.
Marco fica quieto, apreciando a
silhueta e a mulher que Diana estava a demonstrar ser.
A série acaba e Diana desliga a
televisão dizendo:
- Agora vou dormir. Já me saciei e tu
vais para tua casa. Se quiseres vir outro dia liga-me, talvez tenha disponibilidade.
- Diana deixas-me louco e depois não
acabas as coisas?
Diana ri às gargalhadas.
- Já não sou aquela que conheceste.
Gostas, queres, vem à luta. Mas só quando eu quiser.
Marco é solto e sai azamboado. Tinha
gostado da experiência e queria mais. Queria diferente. Queria Diana, aquela
mulher que comandava.
Será que Diana ia aceitar estar
novamente com o ex-marido? Sentia que não. Fosse como fosse, aquela noite despertou em si desejo que nunca sentira por aquela afinal estranha mulher.


A Diana é uma flor que desabrocha a cada dia. Está em cada canto do mundo, num local bem perto de ti e de todos. A Diana é criança e mulher. Apenas desperta devagar e com tranquilidade. Tu tens Dianas em cada olhar que cruzas. Sente o olhar e verás a Diana
ResponderEliminarSublime, esta história. Quem escreveu isto está a melhorar de dia para dia. Estou encantado com o estilo literário e com a capacidade imaginativa e de fantasia. Parabéns sentidos.
ResponderEliminarAgradeço-lhe João, o facto de seguir as histórias e de dar sempre um feedback. A Diana tem duas partes. Esteja atento à segunda e última parte :)
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